Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Redes de Cooperação Interorganizacional na Implantação e Consolidação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) em Sergipe

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1982-8756/roc.v11n21p1-48

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/OC/index 

downloadpdf

Vitor H. da S. Vaz1, Rivanda M. Teixeira2 & Maria E. L. Olave3

 

Resumo: A análise da cooperação entre empresas é um dos focos centrais quando se abordam as relações interorganizacionais. Este estudo tem como objetivo analisar como as redes de cooperação interorganizacionais contribuem para a implantação e consolidação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) por cooperativas de agricultores familiares em Sergipe. O método utilizado na pesquisa foi o de estudo de casos múltiplos, realizado em três cooperativas de agricultores familiares. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas com três representantes das cooperativas diretamente envolvidas nas relações de cooperação para implantação e consolidação do PNPB em Sergipe. Os resultados mostraram que as relações de cooperação permitem a melhor compreensão dos objetivos entre as instituições participantes e o estabelecimento de relações formais com grandes instituições, o que proporcionou credibilidade, acesso a novos mercados, redução de custos e riscos e o estabelecimento de relações sociais para as cooperativas.

Palavras-chave: redes interorganizacionais; cooperação; Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB); cooperativas; agricultura familiar.

 

Abstract: The analysis of cooperation between companies is a central focus when addressing inter-organizational relations. This study aims at examining how networks of inter-organizational cooperation contribute to the establishment and consolidation of the National Program for Production and Use of Biofuel by cooperatives of family farmers in Sergipe. The study made use of the multiple case method developed in three cooperatives of family farmers. Data were collected through semi-structured interviews with three representatives of cooperatives directly involved in the family farming cooperative relations for the deployment and consolidation of PNPB in Sergipe. Results show that cooperative relations allow the understanding of the network objectives by the institutions and the establishment of formal relations with major institutions, which provided credibility, access to new markets, cost and risk reduction, and the establishment of social relationships between cooperatives.

Key words: inter-organizational networks; cooperation; National Program for Production and Use of Biofuel; cooperatives; family farming.

 

1 Mestrando do Programa de Mestrado em Administração da UFS-PROPADM. E-mail: vitorhugovaz22@hotmail.com
2 Doutora em Administração pela Cranfield University na Inglaterra e Mestre em Administração pela COPPEAD, da Universidade Federal do no Rio de Janeiro. Pós Doutorado em Gestão Turismo na Bournemouth University, Inglaterra e Strathclyde University, Escócia (2001). Pós Doutorado em Empreendedorismo na HEC Canadá (2007). Coordenadora e Professora do Mestrado em Administração da UFS (PROPADM). E-mail: rivandateixeira@ gmail.com
3 Realizou seu Mestrado em Engenharia (de Produção) pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1998) e Doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professora adjunta do Departamento de Administração da Universidade Federal de Sergipe, e Vice-Coordenadora do Programa de Mestrado em Administração- PROPADM/UFS. E-mail: mleonolave@gmail.com

 

Literatura Citada

ARAGÃO, L. A.; LOPES, C. S.; ALVES JUNIOR, M. D. Redes de Cooperação de Pequenas e Médias Empresas: Os Benefícios Estratégicos em Uma Rede de Supermercados. IN EnEO - Encontro de Estudos Organizacionais, 6. Anais... 2010. Florianópolis (SC), Brasil: ANPAD, 2010.

ABRAMOVAY, R.; MAGALHÃES, R. O acesso dos agricultores familiares aos mercados de biodiesel: parcerias entre grandes empresas e movimentos sociais. Londrina: AIEA2, 2007.

ALDRICH, H.; REESE, P. R.; DUBINI, P. Woman on the verge of a breakthrough: Networking among entrepreneurs in the United States and Italy. Entrepreneurship and Regional Development, v. 1, p. 339-356, 1989.

ANDRADE, M.; HOFFMANN, V. E. Redes interorganizacionais: um estudo das pequenas e médias empresas no setor calçadista do Vale do Rio Tijucas. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 7, n. 2, p. 193-216, abr.-jun. 2010.

AZEVEDO, F. F.; PESSÔA, V. L. S. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar no Brasil: uma análise sobre a situação regional e setorial dos recursos. Sociedade & Natureza, Uberlândia, ano 23, n. 3, p. 483-496, set.-dez. 2011.

BALESTRIN, A.; VARGAS, L. M. Evidências teóricas para a compreensão das redes interorganizacionais. In: ENCONTRO DE ESTUDOS ORGANIZACIONAIS, 2, 2002, Recife. Anais… Recife: PROPAD/UFPE/ANPAD, 2002.

BALESTRIN, A.; VARGAS, L. M.; FAYARD, P. Criação de conhecimento nas redes de cooperação interorganizacional. Revista de Administração de Empresas - RAE, v. 45, n. 3, p. 52-64 , jul.-set. 2005.

BALESTRIN, A.; VERSCHOORE, J. R.; REYES JUNIOR, E. O campo de estudo sobre redes de cooperação interorganizacional no Brasil. Revista de Administração Contemporânea – RAC, Curitiba, v. 14, n. 3, p. 458-477, mai./jun. 2010.

BELUSSI, F.; ARCANGELI, F. A typology of networks: flexible and evolutionary firms. Research Policy, n. 27, p. 415-428, jun. 1998.

BIALOSKORSKI NETO, S. Gestão do agribusiness cooperativo. In: BATALHA, M. O. (Coord.) Gestão agroindustrial. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997. p. 515-543.

BIRLEY, S. The role of networks in the entrepreneurial process. Journal of Business Venturing, v. 1, n. 1, p. 107-117, 1985.

BORTOLASO, I.; VERSCHOORE, J. R.; ANTUNES JUNIOR, J. A. V. Estratégias cooperativas: avaliando a gestão da estratégia em redes de pequenas e médias empresas. Revista Brasileira de Gestão e Negócios, São Paulo, v. 14, n. 45, p. 419-437, out./dez. 2012.

BRASIL. Lei 11.097, de 13 de janeiro de 2005. Dispõe sobre a introdução do biodiesel na matriz energética brasileira; altera as Leis nºs 9.478, de 6 de agosto de 1997, 9.847, de 26 de outubro de 1999 e 10.636, de 30 de dezembro de 2002; e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 14 jan. 2005a. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/Lei/L11097.htm>. Acesso em: 03 dez. 2012.

BRASIL. Lei nº 11.116, de 18 de maio de 2005. Dispõe sobre o Registro Especial, na Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda, de produtor ou importador de biodiesel e sobre a incidência da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desse produto; altera as Leis nºs 10.451, de 10 de maio de 2002, e 11.097, de 13 de janeiro de 2005; e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 19 mai. 2005b. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/Legislacao/leis/2005/lei11116.htm>. Acesso em: 3 dez. 2012.

BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Resolução nº 3, de 23 de setembro de 2005. Reduz o prazo de que trata o § 1º do art. 2º da Lei nº 11.097, de 13 de janeiro de 2005, para o atendimento do percentual mínimo intermediário de dois por cento, em volume, cuja obrigatoriedade se restringirá ao volume de biodiesel produzido por detentores do selo “Combustível Social”, instituído pelo Decreto nº 5.297, de 6 de dezembro de 2004, e se iniciará em 1º de janeiro de 2006, nos termos e condições estabelecidos nesta Resolução. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, n. 187, 28 set. 2005c. Seção 1, p. 3. Disponível em: <http://www.mme.gov.br/mme/galerias/arquivos/conselhos_comite/CNPE/resolucao_2005/Resolucao03.pdf>. Acesso em: 21 dez. 2012.

BRASIL. Portaria nº 60, de 6 de setembro de 2012. Dispõe sobre os critérios e procedimentos relativos à concessão, manutenção e uso do Selo Combustível Social. Diário Oficial [da]

República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 6 set. 2012, cap. 2, Seção 1, p. 1-25. Seção 1, p. 3. Disponível em: <http://www.lex.com.br/legis_23694594_PORTARIA_N_60_DE_6_DE_SETEMBRO_DE_2012.aspx>. Acesso em: 14 dez. 2012.

BUAINAIN, A. M. et al. Sete teses sobre o mundo rural brasileiro. Revista de Política Agrícola, Ano XXII, n. 2, abr.-mai.-jun. 2013.

CAMPOS, A. A.; CARMELO, E. C. Construir a diversidade da matriz energética: o biodiesel no Brasil. In: ABRAMOVAY, R. (Org.). Biocombustíveis: a energia da controvérsia. São Paulo: Senac, 2009.

CASTELLS, M. A era da informação: economia, sociedade e cultura. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CHETTY, S.; AGNDAL, H. Role of inter-organizational networks and interpersonal networks in an industrial district. Regional Studies, v. 41, p. 1-13, 2007.

COASE, R. H. The nature of the firm. Economica, London School of Economics, London, v. 4, n. 16, p. 386-405, nov. 1937. Disponível em: <http://msuweb.montclair.edu/~lebelp/Coase-NatFirmEc1937.pdf>. Acesso em: 12 out. 2013.

CORREIA, L. F.; AMARAL, H. F. Reflexão sobre as funções da governança corporativa. Revista de Gestão USP, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 43-55, 2006.

CRESWELL, J. Projeto de Pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Armed, 2010.

DAMASCENO, N. P.; KHAN, A. S.; LIMA, P. V. P. S. O impacto do Pronaf sobre a sustentabilidade da agricultura familiar, geração de emprego de renda no estado do Ceará. Revista de Economia e Sociologia Rural, Piracicaba, v. 49, n. 1, p. 129-156, jan.-mar. 2011.

DEKKER, H. C. Control of inter-organizational relationships: evidence on appropriation concerns and coordination requirements. Accounting, Organizations and Society, v. 29, p. 27-49 , 2004.

DÍAZ-PICHARDO, R. et al. From farmers to entrepreneurs: the importance of collaborative behavior. The Journal of Entrepreneurship, v. 21, n. 1, p. 91-116, 2012.

EINSENHARDT, K. M. Building theories from case study research. Academy of Management Review, v. 14, n. 4, p. 532-550, 1989.

GRANOVETTER, M. Economic action and social structure: the problem of embeddedness. American Journal of Sociology, v. 91, n. 3, p. 481-510, 1985.

HANNAN, M. T.; FREEMAN, J. The population ecology of organizations. American Journal of Sociology, v. 82, n. 5, p. 929-964, mar. 1977.

HOBERECHT, S. et al. Inter-organizational networks: an emerging paradigm of whole systems change. OD Practitioner, v. 43, n. 4, 2011.

MACIEIRINHA, L. M. R. Dinamização da cooperação inter-empresarial: proposta de aumento de eficiência pela identificação e fecho de gaps teoria – concepção – implementação. O caso Siscoop. 2009. Dissertação (Mestrado em Economia) – Universidade Portucalense Infante D. Henrique. Porto, Portugal.

MEYER, J.; ROWAN, B. Institutionalized organizations: formal structure as myth and ceremony. American Journal of Sociology, v. 83, n. 2, p. 340-363, 1977.

NAGANO, M. et al. Monitoramento de cooperativas agropecuárias: um ensaio utilizando-se de modelo de redes neurais. Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto – FEA-RP/USP. p. 1-15, 2001. Mimeografado.

NAZZARI, R. K. et al. A agricultura familiar no oeste do Paraná. In: BERTOLINI, G. R. F.; BRANDALISE, L. T.; NAZZARI, R. K. Gestão das unidades artesanais na agricultura familiar: uma experiência no oeste do Paraná. 2. ed. Cascavel: Edunioeste, 2010.

OLIVEIRA, A. L.; REZENDE, D. C.; CARVALHO, C. C. Redes interorganizacionais horizontais vistas como sistemas adaptativos complexos coevolutivos: o caso de uma rede de supermercados. Revista de Administração Comtemporânea- RAC, Curitiba, v. 15, n. 1, p. 67-83, 2011.

OLIVER, C. Determinants of inter-organizational relationships: integration and future directions. Academy of Management Review, v. 15, n. 2, p. 241-265, 1990.

PANZUTTI, R. Estratégias de financiamento das cooperativas agrícolas no estado de São Paulo: o caso da Cooperativa dos Agricultores da Região de Orlândia. 1996. Tese (Doutorado em Economia) – Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Economia.

PÉRSICO, J. A. Cartilha de acesso ao Pronaf: saiba como obter crédito para a agricultura familiar. Brasília, DF: Sebrae / Ministério de Desenvolvimento Agrário, 2011.

PLOEG, J. D. van der. Dez qualidades da agricultura familiar. Revista Agriculturas: Experiências em Agroecologia, n. 1, fev. 2014. (Cadernos de Debate).

PORTUGAL, Duque Alberto. O desafio da agricultura familiar.2004. Disponível em < http://www.embrapa.br/imprensa/artigos/2002/artigo.2004-12-07.2590963189/ >. Acesso em 20 de nov. 2013

PROVAN, K. G.; FISH, A.; SYDOW, J. Interorganizational networks at the network level: a review of the empirical literature on whole networks. Journal of Management, Thousand Oaks, v. 33, p. 479-516, 2007.

RINDFLEISCH, A.; MOORMAN, C. Interorganizational cooperation in new product development: An examination of alliance composition. Pennsylvania: Institute for the study of business markets, 1999.

RING, P. S.; VAN DE VEN, A. H. Developmental processes of cooperative interorganizational relationships. Academy of Management Review, v. 19, n. 1, p. 90-118, 1994.

ROSSETTO, C. R.; ROSSETTO, A. M. Teoria institucional e dependência de recursos na aptidão organizacional: uma visão complementar. RAE-eletrônica, São Paulo, v. 4 n. 1, jan/jul. 2005.

RUMYANTSEVA, M.; TRETYAK, O. What is a network: An overview of theoretical explanations of inter-firm cooperation. In: ANNUAL IMP CONFERENCE, 19., Proceedings.... Lausanne, Switzerland September 2003.

SABOURIN, E. Organização dos agricultores e produção de valores humanos. In: SBS- CONGRESSO BRASILEIRO DE SOCIOLOGIA, 12. GT 11 - O mundo rural na sociedade brasileira: territórios, atores e projetos. 2005, Belo Horizonte. Anais…Belo Horizonte, 2005.

SAUNDERS, M.; LEWIS, P.; THORNILL, A. Research methods for business students. 4. ed. Harlow, England: Pearson Education, 2007.

SCHNEIDER, S. Reflexões sobre diversidade e diversificação: agricultura, formas familiares e desenvolvimento rural. RURIS, v. 4, n. 1, mar. 2010.

SCHUMPETER, J.A.The Theory of Economic Development: An Inquiry into Profits, Capital, Credit, Interest, and the Business Cycle , transl. by Redvers Opie, Harvard University Press, Harvard., 1934.

SILVA, T. N. da. A participação de cooperados na gestão de cooperativas de produção: uma análise da separação entre propriedade e controle. Perspectiva Econômica, São Leopoldo, v. 29, n. 86, jul.-set. 1994.

SMITH, K. G.; CARROLL, S. J.; ASHFORD, S. J. Intra- and interorganizational cooperation: toward a research agenda. Academy of Management Journal, v. 38, p. 7-23, 1995.

SOUZA, P. M. de; NEY, M. G.; PONCIANO, N. J. Evolução da distribuição dos financiamentos do Pronaf entre as unidades da federação no período de 1999 a 2009. Revista Brasileira de Economia, Rio de Janeiro, v. 65, n. 3, p. 303-313, jul.-set. 2011.

VERSCHOORE, J. R.; BALESTRIN, A. Ganhos competitivos das empresas em redes de cooperação. Revista de Administração Eletrônica, São Paulo, v.1, n. 1, jan.-jun. 2008.

VIEIRA, J. N. S. A agroenergia e os novos desafios para a política agrícola no Brasil. In: CRISTO, C. N. P. M. (Coord.). O futuro da indústria: biodiesel. Brasília: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC/Instituto Euvaldo Lodi/IEL-Núcleo Central, 2006. (Série Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior).

VITAL BRAZIL, O. A.; VAZ, V. H. S., SILVA, M. S.; JESUS FILHO, F. P. J. Custos de Transação na Cadeia Produtiva de Biodiesel. In: Congresso Brasileiro de Regulação. Rio de Janeiro: ABAR, 2009.

WILLIAMSON, O. E. The economics of organization: The transaction costs approach. American Journal of Sociology, v. 87, n. 3, p. 548-577, nov. 1981.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. Tradução de Daniel Grassi. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.