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Feminicídios e Possíveis Respostas Penais:  Dialogando com o Feminismo e o Direito Penal

DOI: http://dx.doi.org/10.18351/2179-7137/ged.2015n1p188-218

http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ged/index 

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Izabel S. Gomes1

 

Resumo: O vocábulo feminicídio remete diretamente o pensamento ao tema do homicídio de uma mulher ou, minimamente, que o debate em questão se trata da reivindicação para que este homicídio seja penalmente tratado de uma maneira especial. O caminho aqui percorrido aborda o feminicídio como um fenômeno social e apresenta suas diversas perspectivas de compreensão. A partir do que considera uma perspectiva judicializadora, problematiza os limites e as possibilidades das respostas penais específicas para um fenômeno que revela a letalidade da violência de gênero praticada contra as mulheres, assim como expressa a barbárie e a brutalidade que podem ser dirigidas aos seus corpos e às suas vidas. O objetivo deste artigo é ampliar a compreensão sobre os feminicídios, apresentando-o como fenômeno social, que expressa a letalidade da violência de gênero desmistificando a noção de que, falar de feminicídio é simplesmente criar um novo tipo penal, ou reivindicar ao Estado algum tipo de judicialização específica. É reconhecer a partir daí experiências e estudos no campo da judicialização do feminicídio e, portanto, fomentar a interlocução sobre as questões centrais, presentes neste campo minado. Este artigo, a partir de uma perspectiva interdisciplinar, dialoga com o direito a partir das ciências sociais, com a intenção de contribuir naquilo que a estas correntes é pertinente: formular perguntas, multiplicar as dúvidas e tensionar respostas prontas e simplificadoras. Este  texto é produto de pesquisa doutoral sobre feminicídios na América Latina, na qual para este tema foram examinados documentos e experiências de países que, de alguma maneira responderam  penalmente aos assassinatos de mulheres reconhecendo-os como feminicídio. As tensões e os paradoxos neste diálogo são numerosos e é necessário conhecê-los e enfrentá-los.

Palavras-chave: Feminicídio, judicialização, feminismo, direito penal.

 

Resumen: El vocablo feminicidio remite directamente al tema del homicidio de una mujer o, por lo menos, que se trata de una reivindicación para que ese homicidio sea penalmente tratado de una manera especial. El objetivo de este texto es abordar el feminicidio como un fenómeno social y presentar sus diversas perspectivas de comprensión. Desde una perspectiva denominada judicializadora, se discuten los límites y las posibilidades de las respuestas penales específicas para un fenómeno que revela la letalidad y la brutalidad dirigida hacia los cuerpos y las vidas de las mujeres. Específicamente se cuestiona la consideración de que hablar de feminicidio implica (o se resume) en crear un nuevo tipo penal o en reivindicar del Estado algún tipo específico de judicialización. Para desarrollar el objetivo ya mencionado se analizan algunas experiencias y estudios en el campo minado que es la judicialización del feminicídio. El artículo, propone una perspectiva interdisciplinar asociando el derecho con las ciencias sociales en: la formulación de preguntas, la multiplicación de las dudas y el tensionamiento de las respuestas demasiadamente sencillas y simplistas. El texto condensa la investigación doctoral realizada por la autora sobre los feminicidios en Latinoamérica, en la cual se examinaron documentos y experiencias de países que respondieron por la vía a los asesinatos de mujeres reconociéndolos como feminicidio. Las tensiones y las paradojas de este diálogo son numerosas siendo pertinente el hecho de conocerlas y enfrentarlas.

Palabras clave: Feminicidio, judicialización, feminismo, derecho penal.

 

1 Pós-doutoranda no Centro Interdisciplinario de Estudios sobre Desarrollo da Universidad de Los Andes, Colombia. Doutora em Serviço Social pela UFRJ. Mestre em Serviço Social pela UFRJ. Assistente Social pela UFMT. Desenvolve pesquisa nas áreas de gênero, violência de gênero, direitos humanos e feminicídio. Contato: iza.ufrj@gmail.com

 

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