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Germinabilidade e Tolerância à Dessecação em Sementes de Milho Colhidas em Diferentes Estádios de Maturação

DOI: http://dx.doi.org/10.18512/1980-6477/rbms.v3n2p276-289

http://rbms.cnpms.embrapa.br/index.php/ojs/index 

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Maria A. V. de R. Faria1, Renzo G. V. Pinho2, Édila V. de R. V. Pinho2, Renato M. Guimarães2 & Fabrício E. de O. Freitas3

 

Resumo: Visando obter subsídios adicionais às tomadas de decisões a respeito da época de colheita e secagem de sementes de milho em espigas, foram estudados aspectos bioquímicos e fisiológicos de sementes de milho, colhidas em diferentes estádios de linha de leite e submetidas à secagem artificial. Os trabalhos foram realizados no laboratório de sementes da UFLA, em parceria com a Monsanto do Brasil SA. Foram utilizadas sementes dos híbridos AG-9090, AG-9010, DKB-350 e DKB-747, produzidas no outono/inverno de 2000, nos municípios de Iraí de Minas, MG, Campo Florido, MG, Miguelópolis, SP e Guaíra, SP, respectivamente. Em cada campo, foram demarcados quatro faixas onde foram colhidas 100 espigas por estádio de linha de leite (LL): 25% (LL2), 50% (LL3), 75% (LL4) e 100%( LL5) do endosperma endurecido. As espigas foram amostradas para determinação do teor de água e, em seguida, despalhadas e secadas em temperatura inicial de 35oC até atingir 20% de teor de água e 42oC até 12% de teor de água. Foram realizados testes de germinação, condutividade elétrica, teste de frio sem solo, envelhecimento acelerado, análises eletroforéticas de a-amilase e de proteínas resistentes ao calor.As sementes foram avaliadas antes e após a secagem artificial. Concluiu-se que a germinabilidade de sementes de milho aumenta com a perda de água no campo e, é obtida integralmente após uma secagem moderada das sementes, colhidas a partir do estádio três de linha de leite (LL3). Nesta fase, as sementes já adquiriram tolerância à dessecação e se apresentam com alta qualidade fisiológica.

Palavras-chave: Zea mays, sementes, a-amilase, qualidade fisiológica, linha de leite.

 

Abstract: Aiming at obtaining additional subsides to decision-making concerning harvest time and corn seeds drying on ears, biochemical and physiological aspects of seeds harvested at different milk line stages and submitted to artificial drying were studied. The experiments were accomplished at UFLA Seed Laboratory in association with Monsanto do Brasil S.A. Seeds of the hybrids AG-9090, AG-9010, DKB-350 and DKB-747, produced in the 2000 winter in the towns of Iraí de Minas, MG, Campo Florido, MG, Miguelópolis, SP and Guaíra, SP were utilized, respectively. In each field, four rows were demarcated and 100 ears per milk line stage (ML) were harvested at 25% (ML2), 50% (ML3), 75% (ML4) and 100% (ML5) of hardened endosperm. The ears were sampled to determine the seed moisture content. After straw removal, ears were dried at initial temperature of 35oC till they reached 20% of moisture content and 42oC up to 12% of water content. Germination , electric conductivity and accelerated aging tests and cold test without soil, as well as electrophoresis of a-amylase and heat resistant proteins analyses were carried out. These analysis were done for freshly harvested or dried seeds. We concluded that the germinability of corn seeds increases with water loss in the field. It is fully obtained after a moderate drying of the seeds harvested from milk line stage 3 (ML3). In this phase seeds have already achieved desiccation tolerance and have a high physiological quality.

Key words: Zea mays, seeds, a-amylase, physiological quality, milk line stage

 

1 Eng. Agrônoma, DSc., Professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade Estadual de Montes Claros/UNIMONTES. Av. Reinaldo Viana 2630, Bico da Pedra. CEP: 39440-000 Janaúba- MG. E-mail: aparecida.faria@unimontes.br.
2 Eng. Agrônomo, DSc., Professor do Departamento de Agricultura da Universidade Federal de Lavras. E-mail: renzo@ufla.br, edila@ufla.br, renatomg@ufla.br
3 Estudante de graduação da UFLA, bolsista do PIBIC- CNPq

 

Literatura Citada

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