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Composição Mineralógica da Fração Argilosa nos Sedimentos Superficiais de Fundo da Região Estuarina do Complexo Industrial e Portuário de Suape (PE)

DOI: http://dx.doi.org/10.18190/1980-8208/estudosgeologicos.v25n1p165-174

https://www.ufpe.br/estudosgeologicos/ 

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Luciano C. Barros1, Lúcia M. M. Valença1,2 & João A. Souza Neto1,2

 

Resumo: A geologia da região do Complexo Industrial e Portuário de Suape é constituída basicamente por riolitos, traquitos, basaltos, (Suíte Ipojuca), embasamento cristalino (Rochas Metamórficas do Complexo Belém do São Francisco e as rochas graníticas neoproterozoicas), conglomerados, arenitos arcoseanos e siltitos (Formação Cabo), calcários (Formação Estiva), conglomerados, arenitos e argilitos (Formação Barreiras) e depósitos sedimentares quaternários. O objetivo principal desta pesquisa foi identificar os minerais presentes na fração fina (< 4μm) dos sedimentos superficiais de fundo da região estuarina de Suape, permitindo discutir a proveniência destes. Foram coletadas 13 amostras em estações de amostragem estrategicamente dispostas na área de estudo, visando uma melhor representatividade da região estuarina. Posteriormente foi analisada a fração fina destas amostras por difratometria de Raios-X, através da varredura pelo método de Pó (Debye-Scherrer), com faixa entre 2 a 50 . Os resultados identificaram a presença de quartzo, muscovita, calcita e ortoclásio, além de caulinita e esmectita. Quartzo e caulinita destacam-se como as fases minerais dominantes na região estudada, predominando em todas as amostras. A distribuição do quartzo foi condicionada pelos tributários que atravessam distintas formações geológicas, pela hidrodinâmica dos estuários, que favorece a acumulação deste mineral, e pelo retrabalhamento dos materiais das margens. A fonte da caulinita provavelmente são as rochas sedimentares da Formação Cabo, Formação Barreiras, rochas do embasamento cristalino e vulcânicas. Das amostras investigadas, 38 % apresentam calcita, que provavelmente tem sua origem relacionada à ocorrência das rochas sedimentares carbonáticas da Formação Estiva (Ilha de Cocaia). Alternativamente a calcita pode ter uma origem bioclástica, preferencialmente nas amostras coletadas nas proximidades da Baía de Suape e do Rio Tatuoca. Muscovita foi encontrada em 54% das amostras dos sedimentos estudados, e tem sua possível origem no intemperismo das rochas granítico-gnáissicas e rochas graníticas neoproterozoicas do embasamento cristalino presente a oeste da área de estudo. Ortoclásio foi encontrado em apenas uma amostra, que foi coletada na região próxima ao embasamento cristalino, do qual possivelmente foi originado. Esmectita foi encontrada nas imediações do Canal Retificado e no Riacho Ilha da Cana, ocorrendo em aproximadamente 23% das amostras. As possíveis fontes da esmectita na área de estudo estão relacionadas provavelmente à alteração de feldspatos constituintes das Formações Cabo e Barreiras e embasamento cristalino. Conclui-se que entre dos argilominerais encontrados na pesquisa, a presença das esmectitas coincide com local de maior potencial de retenção de metais pesados, tendo sido revelado a ocorrência na estação ao norte do Canal Retificado.

Palavras-chave: Sedimentos de fundo, composição mineralógica, difratometria de raios-x, metais pesados, Porto de Suape.

 

Abstract: The geology of the region of the Port and Industrial Complex of Suape is composed essentially of rhyolites, trachytes and basalts (Ipojuca Suite), crystalline basement (metamorphic rocks of the Belém do São Francisco Complex and Neoproterozoic granític rocks), conglomerates, feldspatic sandstones and silt (Cabo Formation), limestone (Estiva Formation), conglomerates, sandstones and clays (Barreiras Formation) and sedimentary Quaternary deposits. The main goal of this research was to identify the minerals in the fine fraction (< 4m) of bottom top sediments from the estuary region of Suape, favoring the discussion of provenience. Thirteen samples were collected covering the study area, aiming its better representativeness. The fine fraction was analyzed using X-ray diffractometer, trough scanning using the dust method (Debye-Scherrer), in the interval from 2 to 50 . The results show the occurrence of quartz, muscovite, calcite and orthoclase, besides kaolinite and smectite. Quartz and kaolinite are the main mineral phases in all studied samples. The distribution of quartz was controlled by the tributary rivers that cross distinct geologic formations, by the hydrodynamics of the estuary that favors the accumulation of this mineral, and by the reworking of the margins materials. The source of kaolinite is probably the sedimentary rocks of the Cabo and Barreiras Formations, crystalline basement and volcanic rocks. From the analyzed samples 38% have calcite, that has its origin related to the occurrence of carbonatic sedimentary rocks of the Estiva Formation (Cocaia island). As an alternative the calcite may have a bioclastic origin, mainly in the samples collected in the vicinities of the Suape bay and Tatuoca river. Muscovite was found in 54 % of the samples and has its possible origin from the weathering granitic-gneissic and Neoproterozoic granitic basement in the western portion of the study area. Orthoclase was found in only one sample that was collected in a region close to the crystalline basement. Smectite was found in the vicinities of the rectified channel and in the stream of Ilha da Cana, occurring in approximately 23% of the samples. The probable sources of smectite in the study area are probably related to weathering of feldspars from the Cabo and Barreiras Formations and crystalline basement. Among the clay minerals found in this research the occurrence of smectite coincides with the region of the greatest potential for retention of heavy minerals, with one occurrence located in the sampling station to the north of the rectified Chanel.

Key words: Bottom sediments, mineralogical composition, x-ray diffratometry, heavy metals, Suape Port.

 

1 Programa de Pós-Graduação em Geociências, CTG-UFPE, cintrao@yahoo.com.br
2 Departamento de Geologia, CTG-UFPE, lmmv@ufpe.br, adauto@ufpe.br

 

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