Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

O Coordenador Pedagógico e a Formação Continuada dos Profissionais de Creche: Possibilidades e Desafios

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1679-8104/ce.v14n28p72-89

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/cadernosdeeducacao/index 

downloadpdf

Jozina A. Moyano1

 

Resumo: A presente pesquisa tem por objetivo investigar a trajetória formativa e profissional dos coordenadores pedagógicos (CPs) e possibilitar a reflexão e a análise sobre as estratégias utilizadas na formação continuada dos profissionais de creche, bem como apresentar um debate dialético entre as práticas e as teorias trazidas nas referências teóricas. Através da metodologia da Pesquisa de Campo de Natureza Qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas, buscou-se, ao contatar profissionais de cinco creches do município de São Bernardo do Campo, investigar a seguinte questão: De que forma o coordenador pedagógico que atua em creche tem contribuído, ou não, com a formação de profissionais reflexivos, pesquisadores e autores da própria prática? Além dos profissionais de creche (CPs, professores e auxiliares em educação) foram entrevistadas também uma chefe de região do município e uma coordenadora de curso de Pedagogia. A pesquisa de campo e os referenciais teóricos possibilitaram a reflexão sobre o papel do CP e apontaram para a necessidade de mudanças na formação continuada. A análise da prática e da teoria resultou na construção de duas categorias de análise, uma destacando os avanços obtidos e outra apontando os aspectos que necessitam ser qualificados na formação continuada. A pesquisa buscou refletir sobre a questão norteadora, esclarecendo a complexidade existente na formação de um profissional reflexivo, pesquisador e autor da própria prática. A formação que busca esse profissional esbarra em uma questão ideológica: A quem interessa a formação de profissionais reflexivos?

Palavras-chave: Coordenação pedagógica; Formação continuada; Creche.

 

Abstract: This research aims to investigate the training and career of pedagogical coordinators (PCs) and to enable the reflection and analyses of the strategies used in the ongoing training of childcare professionals, and presents a dialectical deliberation between the practices and theories brought in the references. Through the methodology of Qualitative Nature of Field Research, through semi-structured interviews, we sought by contacting professionals from five childcares facilities in São Bernardo do Campo, to investigate the following question: How does the Educational Coordinator who works in childcare has contributed with the formation of reflective practitioners researchers and authors of their own practice? In addition to the daycare professionals (PCs, teachers and education assistants) were interviewed also a county region head and a pedagogy course coordinator. The field research and the theoretical frameworks allow the reflection on the role of PC and indicate to the need for changes in ongoing education. The analysis of practice and theory resulted in the construction of two analytical categories, one highlighting the progress made and another indicating those aspects that need to be qualified on training. The research sought to ponder upon the guiding question, clarifying the existing complexity in the formation of a reflective practitioner, researcher and authors of their own practice. The formation that seeks these professional bumps into an ideological question: To whom does the formation of reflective practitioners concern?

Key words: Pedagogical coordination; ongoing education; daycare.

 

1 Pedagoga, pós-graduada em Ensino Religioso Escolar pelo Centro Universitário Assunção e Instituição Superior de Filosofia e Ciências Religiosas e em Arte-Educação pelas Faculdades Integradas Coração de Jesus (FAINC); Mestra em Educação pela Universidade Metodista. Atua como CP na PMSBC. E-mail: jozimoyano@hotmail.com

 

Literatura Citada

ALMEIDA, Laurinda Ramalho de; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Org.). As relações interpessoais na formação de professores. São Paulo: Loyola, 2002.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Portugal, Lisboa: Edições 70, 1977.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988. São Paulo: Forense, 2009. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: 5 mar. 2014.

BRASIL. Lei do piso n. 11.378/08, de 16 de julho de 2008. (Regulamenta a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica). Presidência da República. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Disponível em: <http://www.sindutemg.org.br/novosite/files/30-03-hora-atividade.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2014.

BRASIL. Plano nacional de educação. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2010. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/pne.pdf>. Acesso em: 4 jun. 2014.

CAMPOS, Maria Malta et al. A qualidade da educação infantil: um estudo em seis capitais brasileiras. Revista cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 41, n. 142 , p. 20-50, jan./abr. 2011.

DAY, Christopher. Desenvolvimento profissional de professores: os desafios da aprendizagem permanente. Portugal, Porto: Porto, 1999.

FRANCO, Maria Laura Puglisi Barbosa. Análise de conteúdo. Brasília, DF: Plano, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 45. ed. Rio Janeiro: Paz e Terra, 2013.

FREITAS, Silvia Perrone de Lima. formação de professores(as) e relações interpessoais: um estudo em São Bernardo do Campo. 2009. 123 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Faculdade de Educação e Letras, Universidade Metodista de Ensino Superior – UMESP, São Bernardo do Campo, 2009.

FULLAN, Michael; HARGREAVES, Andy. Por que é preciso lutar? O trabalho deequipe na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002.

GATTI, Bernadete. Formação de professores. (Palestra da especialista em formação de professores da Fundação Carlos Chagas). Vídeo. 24 set. 2008. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=WH6kuIPXkvA>. Acesso em: 22 fev. 2013.

NÓVOA, Antonio (Coord.). Professores imagens do futuro presente. Portugal, Lisboa: Educa, 2009.

PERRENOUD, Philippe; THURLER, Monica Gather. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.

PIMENTA, Selma Garrido; GHEDIN, Evandro (Org.). Professor reflexivo no brasil: gênese e crítica de um conceito. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2012.

SÃO BERNARDO DO CAMPO. A educação infantil em são bernardo do campo: uma proposta integrada ao trabalho em creches e EMEI’s. Currículo. São Bernardo do Campo: Prefeitura Municipal, Secretaria de Educação, Cultura e Esportes, 1992.

SÃO BERNARDO DO CAMPO. Estatuto do magistério municipal (l.m. 5.820/08). São Bernardo do Campo: Prefeitura Municipal, 2013. Disponível em: <http://www.educacao.saobernardo.sp.gov.br/images/Secoes/SE3/Estatuto/LEI-N-6.316.pdf>. Acesso em: 20 maio 2014.

SÃO PAULO. Glossário de siglas. São Paulo: Secretaria Municipal de Educação. Disponível em: <http://portalsme.prefeitura.sp.gov.br/Anonimo/GlossarioSiglas.aspx?MenuID=209>. Acesso em: 27 jul. 2014.

SCHÖN, Donald. The reflective practitioner. Nova York: Basic Books, 1983.

SOLÉ, Isabel. Disponibilidade para a aprendizagem e sentido da aprendizagem. In: COLL, César (Org.). o construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 1996. p. 30-56.

SZYMANSKI, Heloisa (Org.); ALMEIDA Laurinda Ramalho de; PRANDINI, Regina Célia Almeida Rego. A entrevista na pesquisa em educação: a prática reflexiva. 3. ed. Brasília, DF: Líber, 2010.

VASCONCELLOS, Celso dos S. coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 11. ed. São Paulo: Libertad, 2009.