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“E Aí Ele Chora dentro Dele”: Percepções Infantis sobre Violência e mal Estar nas Relações Escolares

DOI: http://dx.doi.org/10.18788/2237-1451/rle.v5n11p50-64

http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rle 

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Fernanda T. Márques1, Thaís R. A. B. Bonfim1 & Rafaell C. Silva1

 

Resumo: Realizado no âmbito de uma pesquisa mais ampla, desenvolvida junto ao Programa Observatório da Educação (OBEDUC/Capes), o presente trabalho tem como objetivo analisar percepções de alunos da educação básica a respeito de manifestações de violência escolar e do mal estar por elas provocado. Para alcançar este objetivo optou-se pela realização de uma pesquisa de tipo etnográfico, o que se deu com o respaldo de entrevistas realizadas com professores, registros da observação sistematizada de duas turmas do ensino fundamental, e de uma técnica de categorização e análise de desenhos infantis. Como resultados, constata-se em campo que tanto a agressão entre pares quanto as percepções dos sujeitos a este respeito diferenciam-se, sobretudo, por gênero. Enquanto as agressões físicas e verbais são mais comuns entre os meninos, no caso das meninas ocorrem em maior número os ataques indiretos, cuja marca principal é a sutileza. Em igual proporção, observa-se que os adultos da escola tendem a identificar como condutas violentas apenas aquelas que se dão de forma explícita, e que as crianças menores, ao contrário, não dão menor importância às ocorrências que envolvem ataques não ao corpo, mas à intimidade e à imagem.

Palavras-chave: Violência escolar. Bullying. Mobbing. Percepções.

 

Abstract: Conducted within a broader research, conducted at the Observatório da Educação (OBEDUC/Capes), the present paper aims to analyze the perceptions of students of basic education regarding signs of school violence and discomfort caused by them. To accomplish this we chose the ethnographic method, involving interviews with teachers, records of systematic observation of two classes of elementary school, and a technique of classification and analysis of children's drawings. As a result, it appears that both aggression among peers as the perceptions of the subjects in this respect differ mainly by gender. While the physical and verbal assaults occur more among boys, in the case of girls it is observed more indirect attacks, whose main brand is subtlety. In equal measure, it is observed that the adults of the school tend identify as violent conducts only those that occur explicitly, and that younger children, on the contrary, do not give less importance to incidents involving attacks not the body, but to privacy and image.

Key words: School violence. Bullying. Mobbing. Perceptions.

 

Universidade de Uberaba

 

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