Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Qualidade Físico-Química da Fruta In Natura e da Polpa de Uvaia Congelada

DOI: http://dx.doi.org/10.15871/1517-8595/rbpa.v15n3p293-298

http://rbpaonline.com/ 

downloadpdf

Rafaela R. Zillo1, Paula P. M. da Silva2, Samuel Zanatta3, Leandro F. do Carmo4 & Marta H. F. Spoto5

 

Resumo: Devido ao processo de expansão das fronteiras agrícolas, principalmente de monoculturas, o bioma Mata Atlântica vem perdendo espécies constantemente. A uvaieira (Eugenia pyriformis Cambess) é uma árvore frutífera nativa, possui frutos carnosos e aveludados sendo muito apreciada na forma de sucos, geléias e doces em geral; logo, a ciência e a tecnologia dos alimentos se tornam uma ferramenta fundamental para estudar a potencialidade dos alimentos oriundos deste bioma e assim contribuir com a preservação dessas espécies. Este trabalho objetivou caracterizar o fruto in natura e a polpa de uvaia congelada através da determinação do seu teor de ácido ascórbico e carotenoides, bem como da qualidade da sua polpa congelada através de avaliações físico-químicas. Os resultados indicaram que o fruto in natura e sua polpa congelada possuem elevados teores de ácido ascórbico (100,73 mg 100 g-1 e 84,74 mg 100 g-1 respectivamente), carotenoides (0,91 μg carotenóides totais g-1 e 0,366 μg carotenóides totais g-1 respectivamente) e compostos fenólicos (4,89 mg ác. gálico 100 ml-1 e 6,07 mg ác. gálico 100 ml-1 respectivamente), podendo ser empregada para a dieta alimentar.

Palavras-chave: Eugenia pyriformis, congelamento, ácido ascórbico, compostos fenólicos.

 

Abstract: Due to the process of agricultural frontier expansion, mainly monoculture, the Atlantic Forest biome species has been losing constantly. The uvaia tree (Eugenia pyriformis Cambess) is a fruit native, has fleshy fruit and velvety being highly appreciated in the form of juices, jams and sweets in general, therefore, the science and technology of food become an essential tool to study the potential of food from this biome and thus contribute to the preservation of these species. This study aimed to characterize the fresh fruit and frozen pulp of uvaia by determining its ascorbic acid and carotenoids, as well as the quality of its frozen pulp through assessments physicochemical. The results indicated that the fruit fresh and frozen pulp have a high content of ascorbic acid (100,73 mg 100 g-1 and 84,74 mg 100 g-1 respectively), carotenoids (0,91 mg total carotenoids g-1 and 0,366 mg total carotenoids g-1 respectively) and phenolics (4,89 mg ac. gallic 100 ml-1 and 6,07 mg ac. gallic 100 ml-1 respectively) and can be used to the diet.

Key words: Eugenia pyriformis, freezing, ascorbic acid, phenolics.

 

1 Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, Av. Pádua Dias, 11; Caixa Postal 9, CEP 13.418-900, Piracicaba -SP, Brasil. e-mail: rafa_zillo@hotmail.com
2 Universidade de São Paulo, Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), Av. Centenário, 303, Caixa Postal 96, CEP 13416-000, Piracicaba -SP, Brasil. e-mail: pporrelli@uol.com.br
3 Universidade de São Paulo, Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP), Av. Centenário, 303, Caixa Postal 96, CEP 13416-000, Piracicaba -SP, Brasil, Brasil. * autor que responderá pelo artigo. E-mail: sazanatta@hotmail.com. Tel. (19) 98185338
4 Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, Av. Pádua Dias, 11; Caixa Postal 9, CEP 13.418-900, Piracicaba -SP, Brasil. e-mail: drleandrocarmo@gmail.com
5 Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ/USP), Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição, Av. Pádua Dias, 11; Caixa Postal 9, CEP 13.418-900, Piracicaba -SP, Brasil. e-mail: martaspoto@usp.br

 

Literatura Citada

Association of Official Analytical Chemists (AOAC). Official methods of analysis. 18th. ed. Gaithersburg, 2005. Statistical Analisis System Institute. SAS/QC software: usage and reference (version 6). 2th ed. Cary, 1996. 1CDROM.

Bravo, L. Polyphenols: chemistry, dietary sources, metabolism and nutritional significance. Nutr. Rev., Washington, v.56, n.11, p.317-333, 1998.

Bueno, S. M.; Lopes, M. R.V.; Graciano, R. A. S.;Fernandes, E. C. B.; Garcia-Cruz, C.H. Avaliação da qualidade de polpas de frutas congeladas. Revista Instituto Adolfo Lutz, v.62, n.2, p 121-126, 2002.

Calegano, J.M. et al. Utilização de atmosfera modificada na conservação de morangos em pós-colheita. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.37, n.8, p.1049-1055, 2002.

Carvalho, P.R.N. Análises de vitaminas em alimentos: manual técnico. Campinas : Instituto de Tecnologia de alimentos, 1988. 108p.

Combs, J. R. Vitaminas. In: Mahan, L. K.; Escott-Sutmp, S. (Eds.). KRAUSE: Alimentos, nutrição e dietoterapia. São Paulo: Ed. Rocca, p. 65-105, 2003.

Dean, W. A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira. Companhia das Letras, São Paulo, 1995.

Donadio, L.C. Study of some Brazilian Myrtaceae in Jaboticabal – SP. Acta Horticulturae, v.452, p.181-183, 1997.

Franzon, R. Frutíferas Nativas do Sul do Brasil. In: II Simpósio Nacional do Morango e I Encontro de Pequenas Frutas e Frutas Nativas do Mercosul. Palestras ... Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2004. p.252-265. (Embrapa Clima Temperado. Documentos, 124).

Haminiuk, C. W. I.; Oliveira, C.R.G.; Baggio, E.C.R.; Masson, M.L. Efeito de pré-tratamentos no escurecimento das cultivares de maçã fuji e gala após o congelamento. Ciênc. agrotec., Lavras, v. 29, n. 5, p. 1029-1033, set./out., 2005.

Kaur, C.; Kapoor, H.C. Anti-oxidant activity and total phenolic content of some Asian vegetables. Int. J. Food Sci. Technol., Oxford, v.37, p.153-161, 2002.

Kerry, N.L., Abbey, M. Red wine and fractionated phenolic compounds prepared from red wine inhibit low density lipoprotein oxidation in vitro. Atherosclerosis, Limerick, v.135, n.1, p.93-102, 1997.

Legrand, C.D.; Klein, R. M. “Mirtáceas: Eugenia”. In:Reizi, R. “Flora Ilustrada Catarinense”, (R. Reitz, ed.) Herbário Barbosa Rodrigues, Itajaí, pp. 97-101, 1969.

Lichtenthaler, H.K. Clorophylls and carotenoids: pigments of photosynthetic biomembranes. Methods in enzymology. Plant cell Membranes. v.148, n.22, Academic Press: London, 1987. p. 350-373.

Lopes, A.S.; Mattietto, R.A.; Menezes, H.C. Estabilidade da polpa de pitanga sob congelamento. Ciênc. Tecnol. Aliment., Campinas, 25(3): 553-559, jul.-set. 2005.

Lorenzi, H. “Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil”, Instituto Plantarum, Nova Odessa. 2000.

Martinez-Valverde, I.; Periago, M.J.; Ros, G. Significado nutricional de los compuestos fenólicos de la dieta. Arch. Latinoam. Nutr., Caracas, v.50, n.1, p.5-18,2000.

Minolta, K. Comunicação precisa da cor: controle de qualidade da percepção à instrumentação. Osaka. 1998. 59p.

Morellato, L.P.C.; Haddad, C.F.B. 2000. Introduction: The Brazilian Atlantic Forest. Biotropica 32: 786-792, 2000.

MoRI, S.A. Eastern, extra-amazonian Brazil. In Floristic inventory of tropical countries. (D.G. Campbell & H.D. Hammond, eds.). New York Botanical Garden, New York. p.428-454, 1988.

Mororó, R. C. Como montar uma pequena fábrica de polpa de frutas. 2 ed., Viçosa: Centro de produções técnicas, 2000, 84p.

Quinaiá, S.P.; Ferreira, M. Determinação de ácido ascórbico em fármacos e sucos de frutas por titulação espectrofotométrica. Revista Ciências Exatas e Naturais, Vol.9 nº 1, Jan/Jun 2007.

Scalon, S.P.Q.; Dell’olio, P.; Fornasieri, J.L. Temperatura e embalagens na conservação pós-colheita de Eugenia uvalha Cambess – Mirtaceae. Revista Ciência Rural, Santa Maria, v. 34, n.6, p. 1965-1968, 2004.

Singleton, V.L.; Rossi Jr., J.A. Colorimetry of total phenolics with phosphomolybdic-phosphotungstic acid reagents. American Journal of Enology and Viticulture, v.16, n.3, p.144-158, 1965.

Statistical Analysis System Institute. SAS/QC software: usage and reference (version 9.2). Cary, USA, 2005. 1CDROM.

Strohecker, R.; Henning, H. M. Analisis de vitaminas: métodos comprobados. Madrid: Paz Montalvo, 1967. 468p.

Swain, T.; Hillis, W.E. The phenolic constituents of Prunus domestica L.- The quantitative analysis of phenolic constituents. Journal of the Science Food and Agriculture. Oxford, v. 10, p. 63-68, 1959.

Vizzotto, M.; Cardoso, J. H; Castilho, P. M.; Pereira, M. C.; Fetter, M. R. Composição fitoquímica e atividade antioxidante de sucos produzidos com diferentes espécies de frutas nativas. XVIII Congresso de Iniciação Científica, XI Encontro de Pós-Graduação e I Mostra Científica da Universidade Federal de Pelotas, Pelotas/RS, 2009.

Wang, H.; Cao, G.; Prior, R.L. Total antioxidant capacity of fruits. J. Agric. Food Chem., Washington, v.44, n.3, p.701-705, 1996.