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A Cooperação entre Brasil e Estados Unidos na Área dos Biocombustíveis: Iniciativa Bilateral e Transbordamentos Multilaterais

DOI: http://dx.doi.org/10.20424/2237-7743/bjir.v4n2p330-355

http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/bjir/index 

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Frederico de A. C. Marinho1

 

Resumo: O propósito central do artigo é o de analisar a existência de quatro elementos que influenciam a ação de política externa do governo brasileiro na área dos biocombustíveis. O primeiro trata da evolução do etanol no Brasil e da recente alteração do perfil energético brasileiro. O segundo aborda o posicionamento brasileiro durante os governos Lula e Rousseff. O terceiro analisa a dinâmica das ações bilaterais da política externa com os Estados Unidos. O quarto destaca o transbordamento dessas ações para o âmbito multilateral. Por último, considerações finais são traçadas. A análise do processo indica o adensamento da interação entre Brasil e Estados Unidos, a relevância para a agenda positiva e os desafios para a consolidação do tema.

Palavras-chave: Política Externa; Biocombustíveis; Energia; Estados Unidos.

 

Abstract: The main purpose of this paper is to analyze the existence of four factors that influence the Brazilian foreign policy on biofuels issues. First, the evolution of ethanol in Brazil and the recent change in the Brazilian energy profile. The second assesses the Brazilian position during Lula and Rousseff administrations. A third analyzes the dynamic of the bilateral actions regarding the United States. The fourth stresses the spill over of these actions to the multilateral dimension. In the last part, final considerations are outlined. The analysis of the process indicates the strengthening of the interaction between Brazil and the United States, the relevance for the positive agenda and the challenges for the consolidation of the theme.

Key words: Foreign Policy; Biofuels; Energy; United States.

 

1 Mestre em Relações Internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP, UNICAMP, PUC-SP) e Bacharel em Administração Pública pela FGV-SP. Gostaria de agradecer a Vitor Galiza Xavier (UFRJ) pelo auxílio na compilação dos dados para esse texto. As posições do autor não refletem, necessariamente, as do governo brasileiro.

 

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