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Educação como Princípio Formativo Frente ao Preconceito e à Violência: Reflexões Sobre Possibilidades e Limites de Uma Educação para a Diferenciação na Sociedade Atual

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-121X/comunicacoes.v22n3p21-34

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacao 

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Maria I. F. C. e S. Batista1

 

Resumo: Este artigo visa discutir a relação entre a educação e a produção da violência e do preconceito. Parte-se da noção de formação como objetivo primordial da educação, formal ou informal, e se questionam os rumos assumidos por ela durante o desenvolvimento da cultura ocidental no século XX, tomando-se o declínio da autoridade como um elemento importante para se analisar tais rumos. Em virtude desses rumos, a formação meramente adaptativa e integradora – pseudoformação – colocou-se em favor da produção e reprodução de consciências regredidas, coisificadas e indiferenciadas. A identidade entre o particular e o universal, que mina a diferenciação e, por consequência, o princípio da individuação, permanece como fundamento do modelo atual de cultura e compõe a dinâmica do fascismo, da formação de preconceitos e da produção e reprodução da violência. Tendo em vista esse processo “formativo”, também é discutido, neste texto, o papel desempenhado pelas instituições sociais como a família e a escola, as quais se configuram como mediadores da cultura e, portanto, agentes de “formação” na sociedade atual. A partir dessas discussões, são propostos questionamentos e reflexões sobre alguns pontos da educação atual, a fim de se pensar acerca de suas possibilidades e limites na sociedade atual, no que concerne à formação de consciências críticas que se oponham ao preconceito e violências.

Palavras-chave: Formação; Princípio Formativo; Educação, Preconceito e Violência; Educação para a diferenciação.

 

Abstract: This article aims to discuss the relationship between education and the production of violence and prejudice. It starts with the notion of formation as a primary goal of education, formal or informal, and the direction taken by it are questioned during the development of Western culture in the 20th century, taking the decline of authority as an important element to analyze such directions. Because of these events, the merely adaptive and integrative formation – false formation – placed in favor of the production and reproduction of regressed, objectified and undifferentiated consciences. The integration between the particular and the universal, which ends with the differentiation and therefore the principle of individuation, remains the foundation of the current model of culture and composes the dynamics of fascism, of the formation of prejudices and of the production and reproduction of violence. Based on this dynamic of this “formation” process, is also discussed in this text, the role of social institutions such as family and school, which are configured as cultural mediators and therefore “forming” agents in today’s society. From these discussions are proposed questions and reflections on some points of the current education to think about its possibilities and limits in today’s society, towards the formation of critical consciences to oppose prejudice and violence.

Key words: Formation; Formative Principle; Education, Prejudice and Violence; Education for differentiation.

 

1 UNIOESTE miformoso@hotmail.com

 

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