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Tecnologias Audiovisuais e a Busca pela Atenção dos Alunos

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-121X/comunicacoes.v22n3p125-136

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacao 

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Luís F. A. de A. Campos1 & Nilce A. S. de A. Campos1

 

Resumo: Este trabalho busca refletir, por meio de autores e de pressupostos teóricos da Teoria Crítica da Sociedade, da Psicanálise e Psicologia do Desenvolvimento, acerca das modificações que o uso das tecnologias audiovisuais, utilizadas na educação, tem no processo de ensino e aprendizagem. Assim, examina em que medida essas tecnologias, que simulam a habilidade humana de representar, sistematizar e organizar o conhecimento, afetam a experiência formativa e a capacidade de prestar atenção dos alunos. A partir de uma análise de aspectos históricos da relação entre tecnologia, pensamento e cultura, busca-se demonstrar que a atribuição do déficit de atenção e a hiperatividade dos alunos, prioritariamente a causas biológicas, acaba desconsiderando aspectos ontogenéticos e culturais. Entre esses aspectos, salientamos o fato de vivermos em uma “sociedade excitada”, regida pela lógica de mercado neoliberal, em que todos são convocados a vender-se como “imagem”, produzindo estímulos que despertam o interesse uns dos outros. Com isso, a sociedade produz e expõe cada um a um turbilhão de estímulos/imagens para serem consumidos e descartados interruptamente. Esse fenômeno, denominado por Türcke (2010) de “Distração Concentrada”, pode ajudar a compreender a dificuldade de vários estudantes em manter a atenção em uma única atividade por muito tempo. A apresentação constante de informações audiovisuais, que buscam chamar cada vez mais a atenção dos indivíduos, diminui a capacidade dos mesmos de perceber detalhes e aprofundar o conhecimento sobre determinado conteúdo. Diante desses fatos, salienta-se a importância dos professores com seus alunos realizarem uma reflexão crítica sobre o uso das tecnologias audiovisuais como um dos principais mediadores no processo ensino aprendizagem.

Palavras-chave: Tecnologias Audiovisuais; Distração Concentrada; Teoria Crítica da Sociedade.

 

Abstract: This paper seeks to reflect, by authors and theoretical assumptions of the Critical Theory of Society, Psychoanalysis and Development Psychology, about the modifications that the use of audiovisual technologies, utilized in education, has over the teaching and learning process. That way it examines the measure in which these technologies that simulate the human skills of representing, systematizing and organizing knowledge, affects the formative experience and the capacity of paying attention of the students. As from the analysis of the historical aspects of the relation between technology, thought and culture, it seeks to demonstrate that the attribution of the attention deficit and hyperactivity of the students, prioritarily the biological causes, end up disregarding the ontogenetic and cultural aspects. Between those aspects, we highlight the fact that we live in an “excited society”, governed by the neoliberal market logic in which all are recruited to sell themselves as “image” producing stimulus that wake the interest of each other. With this, the society produces and exposes each one to a maelstrom of stimulus/images to be consumed and discarded interruptedly. This phenomenon, as denominated by Türcke (2010) as “Concentrated Distraction” can help to comprehend the difficulty of many students of keeping their attention to only one activity for a long time. The constant presentation of audiovisual information that seeks to take each time more the individuals’ attention diminishes their capacity of perceiving the details and deepen the knowledge of a determined subject. Before such facts, it should be noted the importance of teachers together with their students to realize a critical reflection over the use of audiovisual technologies as one of their main mediators of the education process.

Key words: Audiovisual Technologies; Concentrated Distraction; Critical Theory of Society.

 

1 nilarruda@uol.com.br

 

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