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A Disputa pela Agenda de Segurança Regional e o Conselho de Defesa Sul-Americano

DOI: http://dx.doi.org/10.21544/1809-3191/regn.v21n2p223-264

https://www.egn.mar.mil.br/arquivos/revistaEgn/index.html 

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Raphael Padula1

 

Resumo: Este texto analisa a disputa pela influência sobre a agenda de segurança regional na América do Sul, mais especificamente no âmbito do Conselho de Defesa SulAmericano (CDS) da Unasul, destacando o papel do Brasil diante das ações e interesses de potências externas, notadamente Estados Unidos e China. A visão promovida pelo Brasil enfatiza a soberania sobre recursos naturais e ameaças externas. Enquanto a agenda hemisférica impulsionada pelos EUA, por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e de iniciativas de âmbito bilateral e multilateral, foca nas ‘novas ameaças’ internas ou difusas (transnacionais), com destaque para o narcotráfico, que tem encontrado apelo entre governos da região. A projeção da China na região é abordada em razão de suas implicações estratégicas, apesar de não explicitar nenhum projeto de supremacia militar ou agenda de segurança. Parte-se de visões realistas e críticas gramscianas nas quais o poder sobre as ideias e instituições, juntamente com as capacidades materiais de destruição e produção, são elementos fundamentais na projeção de poder dos Estados, partindo de condições e interesses materiais concretos. Ao mesmo tempo, as instituições internacionais são um reflexo de relações de poder interestatais.

Palavras-chave: Segurança, integração regional, Brasil, Conselho de Defesa Sul-Americano.

 

Abstract: This paper analyzes the dispute for influence on the regional security agenda in South America, more specifically within the Council of South American Defense (CDS) of UNASUR, highlighting the role of Brazil facing foreign powers interests, notably United States and China. The vision promoted by Brazil emphasizes sovereignty over natural resources and external threats. While the hemispheric agenda driven by the US, through the Organization of American States (OAS) and bilateral and multilateral initiatives, focuses on ‘new threats’ internal or diffuse (transnational), especially drug trafficking groups, an agenda that has found appeal among governments in the region. The projection of China in the region is discussed because of its strategic implications, although not reveal a military hegemonic project or security agenda. It’s supported on realistic visions and Gramscian criticism in which the power over ideas and institutions, together with the material capacities of destruction and production, is a key element in power projection of states, based on concrete material conditions and interests. At the same time, international institutions are a reflection of intersatate power relations.

Key words: Security, regional integration, Brazil, Council of South American Defense.

 

1 Professor do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional (PEPI/UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. E-mail: padula.raphael@gmail.com

 

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