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A Indústria Cultural e o Desenho Animado “Meu Amigãozão”

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v26n65p7-22

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/index 

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Lúcia H. G. Saraiva1

 

Resumo: Este artigo objetiva apresentar uma análise do desenho animado “Meu AmigãoZão”, que se autodenomina como “desenho educativo”. As análises concentram-se no episódio “Este lugar é meu”. A metodologia utilizada foi a Hermenêutica, com o aporte teórico da teoria crítica de Adorno, mais especificamente em seus escritos acerca da indústria cultural. Os desenhos animados e a programação denominada educativa apresentam-se, no senso comum, como neutros, ou mesmo como de melhor qualidade. Neste trabalho, em sua primeira parte, há uma desconstrução das estruturas do desenho “Meu AmigãoZão” a partir do seu Comunicado à Imprensa, disponibilizado pelos produtores. Na segunda parte, há uma análise sob a ótica da indústria cultural. Assim, vários aspectos desse tipo de programação são evidenciados e mostram que o atributo educativo surge como o velho disfarçado de novo, enquanto o desenho traz tão-somente a diversão pela diversão. Este estudo não se posiciona contra esse tipo de programação, mas aponta que, assim como todo conteúdo disponibilizado pela TV, é preciso uma leitura reflexiva.

Palavras-chave: Desenho animado; Criança; Indústria cultural.

 

Abstract: This article presents an analysis of the cartoon “Meu AmigãoZão”, who calls himself as “educative cartoon”. The analyzes focus on the episode “This place is mine”. The methodology used was Hermeneutics, with the theoretical framework of the Adorno’s Critical Theory, more specifically in his writings on the Cultural Industry. Cartoons and educatives programs are called in common sense as neutral, or even as of better quality. In this work, in its first part, there is a deconstruction of the cartoon’s structures “Meu AmigãoZão” from your press release, provided by producers. In the second part is an analysis from the perspective of Cultural Industry. Thus, various aspects of this type of programming are highlighted and show that the educative attribute appears as the old undercover of new, while the cartoon brings so only fun for fun. This study is not positioned against this type of programming, but points out that, as well as all content provided by TV, a reflective reading is accurate.

Key words: Cartoons; Child; Cultural industry.

 

1 PUC_Minas . Email: lhgsaraiva@gmail.com

 

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