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Qualidade Fisiológica e Sanitária de Sementes de Soja Comercial e Salva

DOI: http://dx.doi.org/10.18188/1983-1471/sap.v15n4p476-486

http://e-revista.unioeste.br/index.php/scientiaagraria/index 

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Leandro Rampim1, Paulo R. Lima2, Neusa F. M. Herzog3, Vânia M. Abucarma3, Cristiane C. Meiners3, Maria do C. Lana4, Marlene de M. Malavasi4 & Ubirajara C. Malavasi4

 

Resumo: A elevação dos custos com sementes de soja selecionadas e certificadas é evidente nos últimos anos. Sabendo que os produtores rurais podem utilizar sementes salvas, o objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade fisiológica e sanitária de sementes salvas produzidas na safra e safrinha na região Oeste do Paraná comparativamente com sementes comerciais. O experimento foi conduzido no Laboratório de Sementes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, com sementes da cultivar de soja Vmax RR (NK 7059RR), arranjados em fatorial 5x3 com quatro repetições. Para o primeiro fator, os tratamentos se referem aos lotes de sementes com diferentes origens de produção: dois lotes da safrinha de 2010 com e sem tratamento de sementes (TS), dois lotes da safra de verão 2010/2011 com e sem TS e um lote de sementes comercial da safra 2010/2011com TS. O segundo fator está relacionado ao envelhecimento acelerado, sendo mantido durante 0, 24 e 48 horas em temperatura de 41 ºC. Para verificar a qualidade das sementes foram avaliadas as variáveis: germinação, condutividade elétrica e primeira contagem de germinação em setembro de 2011. Também foram avaliados os patógenos presentes nas sementes utilizadas nos tratamentos. As sementes comerciais apresentaram resultados superiores de germinação, primeira contagem, número de plântulas normais, assim como no teste de envelhecimento acelerado e teste de condutividade elétrica. As sementes comerciais possuem vigor e poder de germinação superior às sementes salvas, não sendo viável a utilização das sementes salvas de safra anterior ou safrinha com problemas fitossanitários.

Palavras-chave: armazenamento, germinação, Glycine max L., semente caseira, vigor.

 

Abstract: The increase in costs of selected and certified soybean seeds is evident in recent years. Knowing that farmers can use saved seeds, the aim of the study was to evaluate the physiological and sanitary quality of saved seeds produced in the first and the second crop in Western Paraná State, Brazil, compared to commercial seeds. The experiment was conducted at Seed Laboratory of the State University of West Paraná, with seeds of soybean cultivar Vmax RR (NK 7059RR), arranged in 5x3 factorial with four replications. For the first factor treatments refer to seed lots with different sources of production: two lots in the second crop of 2010 with and without seed treatment (ST), two lots of first crop of 2010/2011 with and without ST and one commercial lot of seeds 2010/2011 with ST. The second factor is related to accelerated aging, being maintained for 0, 24 and 48 hours at a temperature of 41 ºC. To check the quality of seeds were evaluated germination, electrical conductivity and first germination in September 2011. Also was assessed the pathogens present in the seeds used in the treatments. Commercial seed scored higher germination, first count, number of normal seedlings, as well as the accelerated aging test as the electrical conductivity test. Commercial seed had vigor and superior germination qualities than saved seeds, not being viable use seeds saved from the previous crop or second crop with pest problems.

Key words: storage, germination, Glycine max L., saved seed, vigor.

 

1 Engenheiro Agrônomo, Dr., Professor, Departamento de Agronomia, Setor de Ciências Agrárias e Ambientais, Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, Campus Cedeteg, Rua Simeão Varela de Sá 03, Vila Carli, CEP 85040-080, Guarapuava, Paraná, Brasil. E-mail: rampimleandro@yahoo.com.br. *Autor para corrrespondência
2 Engenheiro Agrônomo, Doutorado do Programa de Pós Graduação em Agronomia, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, UNIOESTE, Campus de Marechal Cândido Rondon, Rua Pernambuco 1777, Centro, Caixa Postal 91, CEP 85960-000, Marechal Cândido Rondon, Paraná, Brasil. E-mail: paulorikardoo@hotmail.com
3 Programa de Pós Graduação, Doutorado em Agronomia, UNIOESTE
4 Dr.(a), Professor(a) do Programa de Pós-graduação em Agronomia da UNIOESTE

  

Literatura Citada

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