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A Antropologia Teocêntrica de Sto. Agostinho no De Trinitate

DOI: http://dx.doi.org/10.18328/2179-0019/plura.v7n2p60-77

http://www.abhr.org.br/plura/ojs/index.php/plura/index 

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Nilo C. B. da Silva1

 

Resumo: O presente trabalho visa investigar o problema da interioridade da alma como critério de experiência mística na Obra De Trinitate (416) de Sto. Agostinho. O nosso intento, antes de qualquer tentativa para uma definição dogmática de mística, será encontrar no pensamento agostinano as vertentes para a formulação de um conceito que se faça relevante pela sua transversalidade com a antropologia, a ontologia e a metafísica, isto é, um conceito de mística especulativa não apenas como espaço para revelação divina, mas também como exercitatio do espírito filosófico em abertura para a transcendência. Durante a nossa reflexão apresentaremos dois destaques presentes na obra de Agostinho que foram os acontecimentos históricos do cristianismo, os quais nortearam o pensamento teológico trinitário no século IV, a saber, os concílios de Niceia (325) e o de Constantinopla (381) que marcaram profundamente o pensamento de Agostinho sobre a Trindade. Em um segundo momento, abordaremos a fundamentação filosófica e antropológica com a qual o filósofo de Hipona se apropria do tema da analogia da imago Dei, considerando-se, então, a mais rica contribuição de Agostinho à reflexão trinitária e à mística cristã.

Palavras-chaves: Trindade. Alma. Interioridade. Antropologia. Sto. Agostinho.

 

Abstract: This research aims to investigate the problem of the interiority of the soul as a criterion of mystical experience in the work De Trinitate (416) by St. Augustine. Before any attempt at a dogmatic definition of mysticism, our goal is find in Augustin’s thought the strands for the formulation of a concept that is made relevant for their transversal line with anthropology, ontology and metaphysics, that is, a concept of speculative mysticism not only as a space for divine revelation, but also as exercitatio of the philosophical spirit open to transcendence. During our reflection, we will show two highlights present in the work of Augustine: the historical events of Christianity, which guided the Trinitarian theological thought in the fourth century, namely the councils of Nicaea (325) and Constantinople (381) which deeply marked Augustine’s thought on Trinity. In the second stage, we approach the philosophical and anthropological foundation with which the philosopher of Hippo appropriates the theme of the analogy of the imago Dei, regarding, then, the richest contribution of Augustine to the Trinitarian reflection and Christian mysticism.

Key-words: Trinity. Soul. Inwardness. Anthropology. St. Augustine.

 

1 Professor adjunto do departamento de filosofia da Universidade Federal de Sergipe, membro permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião - PPGCR/UFS. E-mail: nilobsilva@gmail.com

 

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