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Agronegócio X Campesinato: Meandros de conflitos no município de Balsas – MA, Brasil

DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2595-4407/rac.immes.v1n1p14-20

http://arqcientificosimmes.emnuvens.com.br/abi/index 

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Vanderson Viana Rodrigues1*

 

Resumo: O presente trabalho objetivou analisar os conflitos socioespaciais que envolvem os camponeses e os produtores de commodities do município de Balsas no Maranhão. Conflitos são inerentes na com vivência de grupos humanos com distintos interesses, tal assertiva se aplica também ao município de Balsas, todavia, tais conflitos foram redimensionalizados e potencializados por intermédio das políticas de povoamento e incentivos agrícolas efetivadas pelos governos militares na década de 1970, quando Balsas recebeu grande número migrante oriundos do sul do país, os quais trouxeram consigo a “cultura da soja” e aqui encontraram apoio para desenvolver. A partir de então, tais conflitos passaram a fazer parte do cotidiano dos camponeses e os produtores de commodities, bem como das entidades de classes que os representam. Ainda que o modus operandi dos camponeses estejam aquém do ideal em suas relações socioambientais, as atividades desempenhadas pelos operadores do agronegócio, em especial dos sojicultores, nem sempre têm sido executadas com os melhores critérios, do ponto de vista de preservação da natureza e da valorização da territorialidade preexistente, o que contribui para criar novos conflitos agravando a realidade socioeconômica dos camponeses, e os conflitos de ordem estrutural e conjuntural do modo de produção capitalista que se faziam presente. Por exemplo o êxodo rural que tem como consequência o acirramento das mazelas urbanas ao impelir os camponeses que não conseguiram resistir às pressões do agronegócio em migrarem para à cidade.

Palavras-chave: Migrantes, sul maranhense, disputas, povos tradicionais, commodities.

 

Abstract: The present work aims to analyze the socio-spatial conflicts involving the peasants and the producers of commodities of the city of Balsas in Maranhão, Brasil. Conflicts are inherent in the coexistence of human groups with different interests, such assertion also applies to the city of Balsas, however, such conflicts were redimensionalized and potentialized through the policies of settlement and agricultural incentives implemented by the military governments in the 1970s, when Balsas received a large number of migrants from the southern of the country, who brought with them the "soybean cultivation" and found support to develop it. From then on, these conflicts became part of the everyday life of peasants and commodity producers, as well as of the class entities that represent them. Although the modus operandi of the peasants is below the ideal in their socio-environmental relations, the activities carried out by the agribusiness operators, especially the soy farmers, have not always been executed with the best criteria from the point of view of nature preservation and the valorization of the pre-existing territoriality, which contributes to create new conflicts aggravating the socioeconomic reality of the peasants, and the structural and conjunctural conflicts of the capitalist mode of production that were present, such as the rural exodus that has as a consequence the intensification of urban ills by impelling the peasants who could not resist the agribusiness pressures to migrate towards the city.

Key words: Migrants, southern of Maranhão, disputes, traditional people, commodities

 

1 Geógrafo, Universidade Estadual do Maranhão/UEMA. Brasil. E-mail: vanderson2016rodrigues@gmail.com * Autor para correspondência