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Autoavaliação de Peso Corporal e Classificação do Índice de Massa Corporal de Estudantes do Ensino Superior de Cacoal (RO)

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v21n2p30-39

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MUD/index 

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Cleber L. de Assis1, Bruno Borine2, Suelem R. Lacerda3 & Ademir da Costa4

 

Resumo: A insatisfação com o peso corporal pode ser um fator de risco para o desenvolvimento ou manutenção de alguns transtornos alimentares prevalentes no gênero feminino. A presente pesquisa teve como objetivo analisar a autoavaliação que estudantes de ensino superior fazem do peso corporal, bem como comparar sua autoavaliação da imagem corporal com a classificação de massa corpórea (Índice de Massa Corporal – IMC). A amostra foi composta por 86 estudantes universitários, 45 do sexo masculino e 41 do sexo feminino, que responderam ao instrumento adaptado da Escala de Silhueta para a autoavaliação em relação ao peso corporal e avaliação da autoimagem. Os resultados demonstraram que a taxa de participantes que avaliaram seu peso como “peso ideal” foi de 42,7% para o sexo feminino e 30,4% para o sexo masculino. Foram observadas diferenças significativas nas taxas de participantes que autoavaliaram o peso corporal maior do que sua classificação do IMC: 9,8% dos participantes feminino contra 22,2% dos participantes do sexo masculino. A avaliação “acima do peso” para as mulheres foi de 47,5% e para os homens foi de 47,4%, não se observando diferenças significativas entre os sexos na taxa para as autoavaliações do peso corporal “pouco acima do peso ideal”. Estes resultados demonstram que, embora não se observe diferença entre os gêneros nas taxas de concordância entre autoavaliação e classificação do IMC, os homens demonstraram tendência a se avaliarem mais magros do que o indicado pelo IMC, enquanto as mulheres avaliam-se como mais acima do peso do que realmente estão.

Palavras-chave: peso corporal, autoavaliação, IMC

 

Abstract: Dissatisfaction with body weight may be a risk factor for the development or maintenance of some eating disorders prevalent in females. This study aimed at analyzing the self-assessment of body weight performed by college students as well as comparing their self-assessment of body image with the body mass index (BMI) classification. The sample consisted of 86 university students (45 male and 41 female), who answered an instrument adapted from the Silhouette Scale for Self-Assessment of body weight and self-image. Results showed that 42.7% of females and 30.4% of males rated their weight as “ideal”. Significant differences were observed in participants who self-assessed their body weight as higher than their BMI: 9.8% of female participants versus 22.2% of male participants. Women (47.5%) self-assessed themselves as “overweight”, against 47.4% of men. No significant gender differences were observed in self-assessments of body weight as “slightly overweight”. These results demonstrate that, although there were no gender differences in match rates between self-assessment and BMI classification, men tended to evaluate themselves as thinner than indicated by the BMI, while women self-assessed themselves as fatter than they really were.

Key words: body weight, self-assessment, BMI

 

1 Psicólogo; Mestre em Psicologia/PUCMG; Doutorando em Psicologia/USAL-AR;Professor das Faculdades Integradas de Cacoal-RO. Contato: kebelassis@yahoo.com.br
2 Psicólogo, Mestre em Psicologia/Universidade São Francisco; Professor das Faculdades Integradas de Cacoal, UNESC, RO
3 Graduada em Psicologia das Faculdades Integradas de Cacoal, UNESC, RO
4 Graduado em Psicologia das Faculdades Integradas de Cacoal, UNESC, RO

 

Literatura Citada

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