Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Ocorrência de Linhagens Enterotoxigênicas de Staphylococcus spp. em Leite e Derivados Envolvidos em Doenças Transmitidas por Alimentos

DOI: http://dx.doi.org/10.15601/2238-1945/pcnb.v3n5p32-38

http://www3.izabelahendrix.edu.br/ojs/index.php/bio/index 

downloadpdf

Priscila D. Costa1 & Ricardo S. Dias2

 

Resumo: Conhecer a qualidade microbiológica dos alimentos é fundamental para proporcionar segurança aos consumidores. No Brasil o queijo é um dos produtos derivados do leite mais consumido, as condições higiênicas insatisfatórias na matéria-prima, manipulação, em utensílios empregados, erros nos processos de armazenagem, refrigeração, transporte são as principais fontes de contaminação do produto. Segundo os dados da Secretaria de Vigilância em Saúde no período de 2000 a 2011 os produtos lácteos ocupam a 6º posição entre os 23 alimentos envolvidos em DTA no Brasil e o Staphylococcus aureus ocupa o 2º lugar entre os agentes etiológicos identificados em surtos alimentares. A importância do Staphylococcus spp. como agente etiológico nas DTA´s é a sua capacidade de produzir enterotoxinas (SE), responsáveis pelo quadro de intoxicação alimentar. Em geral as intoxicações são causadas quando o micro-organismo apresenta uma população superior a 105 UFC/g de alimento, embora surtos relacionados com baixas contagens possam ocorrer devido ao estresse celular sofrido na matriz alimentícia ou pela presença da toxina pré-formada no alimento. Este estudo teve como objetivo caracterizar o perfil dos surtos de intoxicação alimentar por linhagens enterotoxigênicas de Staphylococcus spp. relacionados ao consumo de leite e derivados em diferentes municípios brasileiros. De acordo com a análise das fichas de inquérito, 35 surtos eram relacionados ao consumo de queijo, dois de leite UHT e um de sorvete sabor creme (n=38) com o envolvimento de 149 pessoas e destas 144 desenvolveram os sinais e sintomas de intoxicação alimentar. O período de incubação foi em torno de 3 horas e vômito, diarreia e cefaleia foram os sintomas predominantes. S. aureus foi à espécie responsável pela maioria dos surtos ocorridos. Staphylococcus coagulase negativa também foram responsáveis, em menor magnitude, por surtos de DTA relacionados ao consumo de leite e derivados pela capacidade de produzir enterotoxinas e a enterotoxina detectada com maior frequência, no período analisado foi a SEA, seguida das SEB e SEC.

Palavras-chave: intoxicação alimentar, Staphylococcus spp., enterotoxinas estafilocócicas

 

1 Estudante do curso de Biomedicina do Centro Universitário de Belo Horizonte-UNIBH, Belo Horizonte Minas Gerais, estagiária do Laboratório de Enterotoxinas do LACEN-FUNED. BH - MG
2 Professor do Centro Universitário Izabela Hendrix. Coordenador da área de Alimentos da Sociedade Brasileira de Microbiologia – SBM. Pesquisador do Laboratório de Enterotoxinas-LACEN-FUNED. BH-MG. email: ricardo.dias@funed.mg.gov.br, ricardo.dias@izabela.edu.br

 

Literatura Citada

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa n.51 de setembro de 2002. Diário Oficial [da] União. Brasília, DF, 30 dez. 2011. Seção 1, p.6-11.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Boletim Eletrônico Epidemiológico. Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmitidas por Alimentos no Brasil, 1999-2004 ano 5, nº 06 - 28/12/2005. [Acesso em 2013 Abr 22]. Disponível em: http://www.saude.gov.br/svs.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual integrado de vigilância, prevenção e controle de doenças transmitidas por alimentos – Brasília,DF. p.35-39.

CUNHA, M.L.R.S.; PERESI, E.; CALSOLARI, R.A.O. Detection of enterotoxins genes in coagulase-negative staphylococci isolated from foods. Brazilian Journal of Microbiology, v.37, p.70-74, 2006. doi

ECHCPD. Staphylococcal enterotoxins in milk products, particularly cheeses. European Commission Health and Consumer Protection Directorate – Opinion of the Scientific Committee onVeterinary Measures Relating to Public Health, 2003, p 12-42.

JAY, J.M. Microbiologia moderna de los alimentos. Zaragoza: Acribia. 1994: 804-810.

KENNY, K. et al. Production ofen terotoxins and toxic shock syndrome toxin by bovine mammary isolates of Staphylococcus aureus. J Clin Microbiol, v.31. 1993,p. 707-796.

MATSUNAGA, T. et al. Characteristics of Staphylococcus aureus isolated from peracute, acute and chronic bovine mastitis. J Vet Med Sci, v. 55. 1993, p. 297-300. doi

SENA, M.J. Perfil epidemiológico, resistência a antibióticos e aos conservantes nisina e sistema lactoperoxidase de Staphylococcus sp isolados de queijos coalho comercializados em Recife – PE. [Tese]. Minas Gerais: Escola de Veterinária. Universidade Federal de Minas Gerais; 2000 p. 38-44.

SEO, KS; BOHACH, GA. Intoxicação alimentar estafilocócica. In: Juneja, VK; SOFOS, JN (Eds). Patógenos e Toxinas nos alimentos. Washington: ASM Press. 2010: 119-130.

SUY, AND WONG, A.C.L. Current perspectives on detection of Staphylococcal enterotoxins. Journal of Food Protection, v.60.1997, p.195-2002.