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Direitos Humanos e Educação

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-1228/cd.v13n25p133-138

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/direito/index 

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Alessandro Jacomini1

 

Resumo: Hoje, a crise de identidade sofrida pelo homem não é arbitrária e nem casual. É preciso reconhecer que, por um lado, à medida que se avança na idade diminuem os traços para a manifestação de si próprio; por outro, instintivamente, o homem teme encontrar a si mesmo, sentindo-se desconfortável e deixando-se arrastar pelos valores do mundo quotidiano. Há, então, um desconhecimento da singularidade das pessoas, fazendo-as entrar em um sistema anônimo, considerado desumano por não levar em conta as particularidades de cada um. O ser humano deixa de sentir-se parte constituinte do mundo. Onde está o lado humano do homem? A obrigação moral implica sua dignidade humana? O bem-estar comum implica o bem-estar individual? O homem está, sim, à mercê de uma realidade arbitrária não voltada ao encontro de si. Em uma era na qual o ceticismo e o pessimismo invadem muitos ânimos, a educação deve preservar a própria coragem ante a abertura acessível para cada pessoa. Os traços comuns e individuais da natureza própria do homem sublinham, não a impossibilidade, mas a transcendência da sua verdade. O homem que se humaniza leva uma vida mais difícil, entretanto, mais bela. Não corre o perigo de deixar de ser homem.

Palavras-chave: direitos humanos, educação, homem, cidadania, ciência

 

Abstract: Today, man’s identity crisis is neither arbitrary nor casual. One must recognize that, on the one hand, as we advance in age the traces for the manifestation of ourselves decrease; on the other hand, man instinctively fears to find himself, thus feeling uncomfortable and allowing himself to be dragged by the values of the everyday world . So the uniqueness of people is ignored, causing them to enter an anonymous system, which is considered inhumane for not taking into account the particularities of each one. The human being no longer feels himself as part of the world. Where is the human side of man? Does moral obligation imply one’s human dignity? Does common welfare imply individual welfare? Yes, man is at the mercy of an arbitrary reality not geared to find himself. In an era where skepticism and pessimism invade the state of mind of many, education should preserve one’s courage towards the accessible openness to each person. The common and individual traits of man’s own nature stress, not the impossibility, but the transcendence of his truth. The man who humanizes himself lives a more difficult life, but a more beautiful one. He is in no danger of ceasing to be human.

Key words: human rights, education, man, citizenship, science

 

1 Mestrado em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba. Doutorado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e pós-doutorado pela Università degli Studi di Roma “La Sapienza”. Professor titular no Unasp. a.jacomini2@gmail.com

 

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