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Educação, Sustentabilidade e Responsabilidade Social

DOI: http://dx.doi.org/10.15599/0104-4834/cogeime.v22n43p27-36

https://www.redemetodista.edu.br/revistas/revistas-cogeime/index.php/COGEIME/index 

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Ivan S. Braga1

 

Resumo: Vivemos em um modelo social inegavelmente tecnológico. Temos acesso à internet e nela às redes sociais que virtualmente colocam-nos em contato com qualquer pessoa em qualquer lugar no mundo em tempo real e com velocidade absurda. Conseguimos apequenar o mundo com nossos meios de transporte e já conseguimos produzir alimentos com alguma independência dos fatores climáticos naturais, pelo simples fato de reproduzirmos as condições climáticas em laboratório. Nossa medicina avançou a ponto de vivermos em média quarenta e cinco anos a mais que nossos ancestrais há cem anos. Não obstante, temos diante dos nossos olhos um modelo social que, na mesma medida em que avançou tecnologicamente, não conseguiu superar o problema do Outro: ainda estamos na pré-história das relações éticas uma vez que ainda tratamos o Outro como fator de produção ou objeto de consumo. O resultado traduz-se não apenas nas estatísticas da violência do ser humano contra seus semelhantes, mas também se traduz nos números relacionados ao iminente desastre ambiental que nos aguarda caso continuemos a tratar a natureza apenas como fator de produção e satisfação de nossas necessidades egoístas. A solução para isso estaria em um novo modelo educacional que mais do que nos ensinar a ler e escrever e acessar nossa parafernália tecnológica dê-nos uma consciência mais sensível a este Outro tanto humano quanto ambiental.

Palavras-chave: Outro, sustentabilidade, educação, responsabilidade social

 

Abstract: We are living today within the boundaries of a very technological society. We have access to internet and in it we can also get into the social web which virtually puts us in touch with anyone in this wide world in real time and in an absurd velocity as well. We have been able to manage to diminish the dimensions of our planet by utilizing our sophisticate means of transportation and we are also able to crop food rather independently from natural restrains such as weather, climate, season and so forth; on account of the ability we have today of reproducing in laboratory the necessary natural environment for food production. Our medicine has developed considerably to the point of giving us an extra life of 45 years in average, more than our ancestors a hundred years ago. Nevertheless, we find before us a social model that despite its high-tech leaps didn´t manage to overcome its inner problems concerning the Other: we are still in pre-history in terms of ethical relationship since we perceive each other not as an end in oneself but rather as a means for production and consumption. The result thereof is not only understood within the boundaries of violence statistics in which humans stand against their human fellows but also in the outstanding numbers that represent the just-about-to-come environmental crises we are to face in the short term if we keep on treating environment as commodity; in short, as objects to satisfy our selfish desires. The solution for such a state of things could be found in a new educational frame that more than teaching us to read and to write as well as teaching us how to access the technological gadgets, could offer us a wider consciousness far more sensitive to the problem of the Other both human and environmental.

Key words: the Other, sustainability, education, social responsibility

 

1 Graduado em ciências econômicas e Licenciado em Filosofia pela Universidade Metodista de Piracicaba. É Mestre em Filosofia Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e Doutor em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba

 

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