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Poética, Performance e Subjetividades: Possibilidades Estético-Formativas na Arte de o Teatro Mágico

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v24n60p21-31

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/index 

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Gladir S. Cabral1 & Alex S. Silva2

 

Resumo: O presente trabalho propõe-se a uma reflexão sobre os fenômenos da cultura de massa e suas implicações para a construção de subjetividades performáticas que têm implicações também no universo da educação. A questão que se abre é se é possível, a partir de um bem cultural popular, a elaboração de uma crítica aos interesses e práticas do mercado da cultura, isto é, pode a música popular ser capaz de libertar-se das constrições impostas pela própria indústria cultural e driblar seus interesses meramente mercadológicos? Este trabalho objetiva analisar, a partir da obra do grupo musical O Teatro Mágico, particularmente, em seus principais recursos de linguagem, estética e performance teatral, como operam processos de crítica à cultura de massa e às “exigências” da indústria cultural brasileira. De todo o movimento protagonizado pelo grupo, depreende-se uma construção identitária como um processo de resistência que se dá por meio das linguagens corporais e estéticas, bem como um movimento relacionado “à outridade”. Isto é, a familiaridade com a palavra poética, a irreverência nos palcos, a evidente identificação com as performances teatrais e circenses fazem de O Teatro Mágico um interessante laboratório formativo e educacional que se contrapõe aos imperativos da univocidade identitária da indústria cultural brasileira.

Palavras-chave: O Teatro Mágico, identidade, indústria cultural, linguagens artístico-culturais

 

Abstract: This paper proposes a reflection on the phenomena of mass culture and its implications for the construction of performative subjectivities that have implications also in the world of education. A question emerges: is it possible, from a popular cultural good, the development of a critique of the cultural market’s interests and practices, i.e., can popular music break free from the constraints imposed by the very cultural industry and circumvent their merely market interests? This work aims at analyzing how the processes of critique of mass culture and the “demands” of Brazilian cultural industry operate through the work of the musical group O Teatro Mágico [The Magic Theatre], particularly in its core language, aesthetics, and theatrical performance. From the whole movement performed by the group, we notice an identity construction as a process of resistance that occurs through bodily and aesthetic languages, as well as a movement related to “the otherness”. That is, their familiarity with the poetic word, their irreverence on stage, their clear identification with the theatrical and circus performances make them an interesting and educational training lab that is opposed to the imperatives of the identity univocity of Brazilian cultural industry.

Key words: O Teatro Mágico [The Magical Theater], identity, cultural industry, artistic, cultural languages

 

1 Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). gla@unesc.net
2 Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). alexsanders@unesc.net