Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

As Imagens e o Imaginário na Sociedade do Consumo

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v24n60p87-99

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/index 

downloadpdf

Luzia B. O. Silva1

 

Resumo: De acordo com Adorno e Horkheimer (1985), uma sociedade capitalista que propaga imagens mediadas pelo aparato tecnológico fortalece-se com a racionalidade técnica e instrumental. Sobressaem imagens carregadas de estímulos ao consumo de produtos, bens e serviços, invadindo esferas da vida humana. A banalização do consumo cumpre seu destino ao tornar reféns pessoas e grupos. Nessa configuração, o imaginário perde a função criadora, produtora e reprodutora (BACHELARD, 1974; KANT, 1989; MERLEAU-PONTY, 2006). As imagens projetadas na dimensão real e virtual capturam o imaginário individual e coletivo, falseiam elementos das culturas, dos saberes e dos conhecimentos, subvertem a razão em nome da fantasia. Esteticamente, são imagens e ideias carregadas de beleza, harmonia, mas esvaziadas de sentido afirmativo, educativo, porque repletas de apelos ao consumo, como a frase “eu consumo, logo existo”, de Barbara Krugman, artista norte-americana. Será que não consumir, neste contexto, é sentir-se alijado por não possuir coisas? Certas imagens provocam engodos, despertam sensações, afloram afetos, funcionam como verdadeiras avalanches de sensações, impressões (TÜRCKE, 2010); imagens que dissimulam um mundo feito de/para o consumo, superficial, enfeitiçado. O imaginário embrutece-se nas fronteiras artificiais, perde sua função auxiliar, propulsora da racionalidade. A razão obscurecida não mais enxerga os desvios, os abusos, as manipulações grosseiras. A educação pode contribuir, quando trabalha para educar, também, a função imaginativa dos indivíduos, porque na sociedade do/para o consumo e na vida para o consumo (BAUMAN, 2008), difícil é saber quando as imagens sugerem consumo ou liberdade, quando retêm ou apaziguam a consciência em meio à turbulência do mundo capitalista.

Palavras-chave: consumo, educação, imagens, imaginário, filosofia

 

Abstract: According to Adorno and Horkheimer (1985), a capitalist society that propagates images mediated by technological apparatus is strengthened by the technical and instrumental rationality. Images loaded with stimuli to the consumption of products, goods and services invade the spheres of human life. The banality of consumption fulfills its destiny by making individuals and groups hostages. In this configuration, the imaginary loses its creative, producing and reproducing function (BACHELARD, 1974; KANT, 1989, MERLEAU-PONTY, 2006). Images projected in real and virtual dimensions capture the individual and collective imaginary, distort the elements of cultures, knowledge, and expertise, and subvert reason in the name of fantasy. Aesthetically, they are images and ideas full of beauty and harmony, but emptied of an affirmative, educational sense, because they are lined with appeals to consumption, as stated by American artist Barbara Krugman’s sentence, “I consume, therefore I am”. In this context, is not consuming equal to feeling alienated for not owning things? Certain images deceit, arouse feelings, produce affections, act as true a avalanche of sensations, impressions (TURCKE, 2010); images which convey a world made of / for consumption, superficial, bewitched. The imaginary dulls up in the artificial boundaries, losing its auxiliary function to propel rationality. The obscured reason no longer sees deviations, abuses and gross manipulations. Education can help when working to also educate the imaginative role of individuals, because in a society of / for consumption and life for consumption (BAUMAN, 2008) it is difficult to know when the images suggest consumption or freedom, when they retain or placate consciousness amid the turmoil of the Capitalist world.

Key words: consumption, education, images, imaginary, philosophy

 

1 Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). lzosilva@unimep.br