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Perspectivas sobre o Descontrucionismo Teológico Pós Moderno e Reengenharia da Religião

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2357-7649/discernindo.v1n1p125-130

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/discernindo/index 

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Daniela S. Hansson1

 

Resumo: Este artigo tem o seu ponto de partida na atual representação acadêmica do que chamamos de Teologia Pós Moderna e sua emergência no atual cenário global. Sendo especialmente prevalente entre os filósofos e intelectuais desta linha de pensamento, o sentido do pós-moderno relativiza uma realidade religiosa e nega a concepção absoluta do divino e do próprio ser humano, em uma constante tensão teológica. Uma questão, antes adormecida, agora surge em suas formas mais brutais: Quem ou o que é o Mysterium que teólogos anunciam em suas Teologias Sistemáticas? Do que falamos atualmente quando nos referimos à palavra Deus? Não se trata do Deus-Princípio da metafísica, nem do Deus vivo da religião. Talvez se trate do Deus que Heidegger designa como “o Deus último” (der letzte Gott). Qual é a sua essência? Aqui se apresenta um convite da Pós Modernidade para um diálogo com a teologia que exige a expressão de uma insanidade que é linda e racional: Como uma equação matemática que se declara correta em cada detalhe exceto na premissa da qual se funda. É o objetivo de este texto mostrar que em seu estado de desconstrução, Deus ou o conceito do mesmo, deve nos levar para uma futura elaboração de novas teorias teológicas, ou mesmo novas formas de ser pensar sobre o sagrado e nosso papel articulador entre estas linguagens.

Palavras-chave: pós-modernismo, teologia, desconstrução, religião

 

Abstract: This article begins with the current academic representation of what we call deconstructionist theology and its emergence in the current global scene. The sense of Postmodernism – especially prevalent among philosophers and intellectuals of this line of thought – relativizes religious reality and denies the absolute conception of divine and human, causing constant theological tension. This subject, which has been dormant in modern times, now emerges in its most brutal forms: Who or what is the Mysterium that theologians announce in their systematic theologies? What are people talking about today when they refer to the word God? This is not the God-Principle of metaphysics or the living God of religion. Perhaps, it is the God that Heidegger calls “the ultimate God” (der letzte Gott). Which God is this? What is its essence? Here is an invitation from post-modernity to establish a dialogue with theology that requires the expression of insanity that is both beautiful and rational: like a mathematical equation that is proved correct in every detail, except the premise on which it is based. It is the goal of this paper to show that in this state of deconstruction, God, the Mysterium or the concept of it, should lead us to a way to rethink theology, or even, new ways to think about the sacred, about God and our role as connectors between these religious languages.

Key words: post-modernism, theology, deconstructionism, religion

 

1 É estudante do segundo ano de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo (Polo: Santos-SP). Endereço: stephaniehansson@live.com