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Coordenadores Pedagógicos: Formadores de Professores ou Supervisores de Ações Político-Pedagógicas da Escola?

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1679-8104/ce.n24p25-54

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/cadernosdeeducacao/index 

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Josania L. A. Nery1

 

Resumo: O sistema educacional vem sofrendo influência direta das modificações ocorridas na sociedade, que está cada vez mais exposta a uma gama de informações que nem sempre são transformadas em conhecimento. Essas mudanças vão desde uma nova postura do professor em sala de aula até a própria função social da escola, que ainda não responde às necessidades da sociedade. Por isso a parceria do trabalho entre a coordenação pedagógica e os professores se torna indispensável. Mas será que o coordenador tem esse olhar? Meu objetivo ao desenvolver a pesquisa foi verificar se os coordenadores pedagógicos atuam como formadores de professores ou se são apenas supervisores de ações político-pedagógicas da escola. O meu aporte teórico foi Álvaro Marchesi, Vitor Henrique Paro e José Carlos Libâneo, por sua grande contribuição na área da gestão; Antônio Nóvoa, Cleide Terzi, Laurinda Almeida e Vera Placco, por seus trabalhos sobre formação de professores e de coordenadores pedagógicos. Realizei entrevistas com nove coordenadores pedagógicos dos diferentes segmentos da educação básica, bem como apliquei questionário a 16 professores para verificar como acontecia o trabalho da coordenação junto a eles. Os resultados mostraram que o coordenador pedagógico também precisa de formação. Ele desempenha tarefas específicas e que não são tratadas nem nas universidades nem nos cursos de especialização; precisa haver a parceria entre o coordenador pedagógico e o diretor pedagógico, para juntos decidirem os caminhos a serem seguidos dentro da escola; precisa haver um olhar mais direcionado para a formação da equipe, com reuniões, encontros, leituras e atividades planejadas, intencionais; há necessidade de devolutivas aos professores com mais frequência, estar mais perto, mais atuante; o coordenador pedagógico precisa repensar o trabalho coletivo, dar a seus professores autonomia para atuarem, dentro do que for possível. Mesmo os coordenadores pedagógicos que não têm autonomia dentro da escola podem fazer algo para deixar o trabalho com a marca do seu direcionamento; somente com um trabalho de parceria será possível resolver os conflitos e as tensões existentes e fortalecer a liderança, a confiança de seus pares, o trabalho em equipe. Dessa forma, as limitações do trabalho pedagógico com certeza diminuirão.

Palavras-chave: coordenador pedagógico, formação de professores, formação

 

1 Mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, SP. Especialista em Gestão Escolar pela Unidade de Ensino Superior Dom Bosco - UNDB, São Luís, MA. Especialista em Didática do Ensino Superior pela Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, São Luís, MA. Bolsista Capes em 2011-2012. Assessora Pedagógica da Pearson Education do Brasil