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Um Raio X dos Jornalistas de Ciência: Há Uma Nova “Onda” no Jornalismo Científico no Brasil?

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v35n1p111-129

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/CSO 

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Luisa Massarani1, Martin W. Bauer2 & Luís Amorim3

 

Resumo: Este artigo tem como ponto de partida o pressuposto de que os jornalistas de ciência são atores-chave no processo de consolidação da cultura de ciência no País. Isto é particularmente pertinente no contexto de um país em desenvolvimento, no qual os meios de comunicação de massa são umas das principais fontes de informação sobre ciência e tecnologia. No Brasil, um movimento importante do jornalismo científico ocorreu na década de 1970, quando foi criada a Associação Brasileira de Jornalismo Científico, intensificando-se nos anos 1980. Neste artigo, apresentaremos os resultados de um estudo exploratório realizado com o uso de um formulário de pesquisa online, em que buscamos entender quem são os profissionais de mídia que cobrem atualmente os temas ciência e tecnologia no Brasil, bem como quais são suas condições e práticas de trabalho. Este estudo inclui 71 jornalistas e é parte de uma pesquisa mundial sobre o jornalismo científico. De acordo com nossos resultados, o jornalista científico brasileiro modal seria uma mulher, com menos de 40 anos, que trabalha na área há menos de dez anos e escreve principalmente para a imprensa escrita e para a internet. Um número importante de participantes da enquete trabalha em tempo integral e está satisfeito com sua profissão. Ao contrário da hipótese que estimulou nossa pesquisa – de que o jornalismo científico estaria em crise – nosso estudo mostra que, ao menos entre aqueles que responderam nossa pesquisa, há um sentimento de otimismo nesta carreira no Brasil. Este resultado confirma outras observações na área da divulgação científica e leva-nos à questão: há uma nova “onda” de jornalismo científico no Brasil?

Palavras-chave: jornalistas de ciência, jornalismo científico, cultura de ciência, Brasil

 

Abstract: The starting point of this paper is the assumption that science journalists are stakeholders in the process of consolidating a science culture in Brazil. This is particularly pertinent in the context of a developing country, in which the mass media is one of the main sources of science and technology information. In Brazil, an important movement of the science journalism was observed in the 1970s, when the Brazilian Association of Science Journalism was created, and increased in the eighties. We will present the results of an exploratory study using an online survey on who are the media professionals who cover Science and Technology issues in Brazil, which are their working conditions and their practices. This Brazilian study included 71 respondents and is part of a global survey of Science Journalism. According to our results, the modal Science journalist working in Brazil is a woman with less than 40 years old, writing mostly for printed outlets and the Internet, and working in the field for less than 10 years. An important number of respondents have been working in full-time positions and are satisfied with their profession. In contrast to the working hypothesis that stimulated this survey – Science Journalism is in crisis – our study shows that, at least among those who answered our survey, there is a feeling of optimism toward this profession in Brazil. These results confirm other observations on Science communication in Brazil. This leads us to the question: Is there a new ‘wave’ of Science Journalism in Brazil?

Key words: science journalists, science journalism, science culture, Brazil

 

1 Jornalista, doutora em Gestão, Educação e Difusão em Biociências pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É líder do grupo de pesquisa: Ciência, Comunicação & Sociedade, pela Fundação Oswaldo Cruz. Docente em dois programas de Pós-Graduação da Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Email: luisa.massarani3@gmail.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2675160937325484
2 Professor do Institute of Social Psychology and Methodology, da London School of Economics, Reino Unido. E-mail: m.bauer@lse.ac.uk. Currículo: http://www.lse.ac.uk/researchandexpertise/experts/profile.aspx?KeyValue=m.bauer%40lse.ac.uk
3 Graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003) e mestrado em Comunicação, Ciência e Mídia pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2006. É coordenador do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Email: lha@fiocruz.br. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7537201109252347