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Penetração dos Novos Media no Quotidiano de Três Gerações Residentes no Meio Rural Português: Breve Reflexão Histórica1

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v35n1p203-226

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/CSO 

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Ana L. Melro2 & Lídia O. Silva3

 

Resumo: Desde finais da década de 1950, com o aparecimento e progressiva disseminação da televisão pelas casas portuguesas (atualmente presente em mais de um compartimento, em parte significativa delas), passando pelo computador, na década de 1970 e, finalmente, a forma como, na década de 1990, iniciou-se o processo de distribuição do celular, há toda uma história associada sobre a qual é importante refletir. No meio rural português, qual foi o caminho traçado pelos seus residentes até à “domesticação” (BERKER et al., 2005; SILVERSTONE; HADDON, 1996) de cada um dos media – televisão, computador e celular? Da utilização quase exclusiva em espaços públicos até à integração dos media no espaço doméstico e nas dinâmicas familiares e sociais, houve um caminho percorrido, quer pelos media, que vão sofrendo alterações constantes, quer pelos indivíduos adaptando-se a essas alterações, mas também exigindo que os primeiros moldem-se às suas necessidades e exigências, fazendo, por isso, que nunca percam o epíteto de “novo”. O artigo apresenta uma análise e reflexão sobre o modo como os novos media penetraram no cotidiano de três gerações familiares (avós, pais e filhos) e na forma como estas, residentes em meio rural, transformaram a apropriação dos media em um ato contínuo. A análise e as reflexões têm por base os dados empíricos recolhidos no contexto da investigação “Gerações de ecrã em meio rural: estudo dos novos media no quotidiano rural português de três gerações”.

Palavras-chave: gerações de ecrã, perspetiva sócio-histórica dos media, meio rural

 

Abstract: With the emergence and progressive spread of television in Portuguese homes since the late 1950s (most of them have TVs in more than one room), computers in the 1970s and cell phones in the 1990s, there is a story that must be considered. In the Portuguese countryside, what path did its residents follow until the “domestication” (BERKER et al., 2005; SILVERSTONE, HADDON, 1996) of each kind of media – television, computer and cell phone? From the almost exclusive use in public spaces to the media integration in homes and in family and social dynamics, there was a path followed, either by the media (which is subject to constant changes), or by individuals adapting to such changes, but also requiring that the former mold itself to their needs and demands, thus making them never lose the epithet of “new”. This paper presents an analysis and reflection on how the new media entered the everyday life of three family generations (grandparents, parents and children) and how these people, living in the countryside of Portugal, have transformed the appropriation of media into a continuous act. The analysis and reflections are based on empirical data collected during an investigation entitled “Screen generations in rural areas: a study of the new media in the everyday life rural of three Portuguese generations”.

Key words: screen generations, a socio-historical perspective of Media, countryside

 

1 Uma primeira versão deste artigo foi apresentada ao X Congresso da LUSOCOM – Comunicação, Cultura e Desenvolvimento. 27-29 Setembro de 2012, Lisboa
2 Socióloga, mestre em Sociologia da Infância pela Universidade do Minho, membro do CETAC.MEDIA, doutora em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais pela Universidade de Aveiro, Portugal. Email: alrmelro@gmail.com. Link Portal DeGois: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=4658735242452261
3 Filósofa, doutora em Ciências e Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro. Investigadora do CETAC. MEDIA. Docente na Universidade de Aveiro, Portugal. Email: lidia@ua.pt. Link DeGois: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=3915920968130714