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Dietas Sem Forragem para Terminação de Animais Ruminantes

DOI: http://dx.doi.org/10.15528/2176-4158/rcpa.v15n2p161-172

http://www.ojs.ufpi.br/index.php/rcpa 

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P. V. R. Paulino1, T. S. Oliveira2, M. P. Gionbeli3 & S. B. Gallo4

 

Resumo: O objetivo principal nesse artigo foi descrever a viabilidade técnica do uso de dietas sem forragem para bovinos e ovinos, apresentando as principais vantagens e mecanismos fisiológicos envolvidos. Dietas sem forragem para animais ruminantes não são muito comuns de serem oferecidas, não necessariamente por sua viabilidade econômica, mas mais por certa resistência ou mesmo medo de grande parte dos nutricionistas. Embora os animais ruminantes tenham evoluído para utilizarem dietas a base de forragem, em circurstâncias em que haja disponibilidade de grãos a preços acessíveis, associado a condições de dificuldade de obtenção ou manipulação de volumosos, dietas sem forragem se tornam uma alternativa tecnológica possível de ser adotada. Reduções no consumo de matéria seca e melhorias na eficiência alimentar são comumente observadas quando animais ruminantes são alimentados com dietas de alto grão, em comparação a dietas de alto volumoso. Entretanto, são dietas mais arriscadas, demandando manejo nutricional mais refinado e acompanhamento técnico rotineiro. Ovinos, por apresentarem menor porte em relação aos bovinos, tendem a apresentar maior eficiência mastigatória, tornando a dieta de alto grão plenamente possível de ser empregada no confinamento de cordeiros. A mistura mais comumente empregada nas dietas de alto grão é composta por 85 % de milho grão inteiro e 15 % de pellet protéico-mineral-vitamínico, que também contém aditivos alimentares, utilizados para regular o consumo e minimizar a incidência de distúrbios metabólicos.

Palavras-chave: alimentação, fisiologia, viabilidade técnica

 

Abstract: The main objective with this paper was to describe the technical feasibility of non-forage diets fed to beef cattle and sheep, showing the main advantages and physiological mechanisms involved. Non-forage diets are not commonly used in ruminants production systems, due not necessarily to its economic feasibility, but due to resistance and fear by nutritionists. Even though ruminant animals had evolved to utilize forage based diets, in some circumstances where grain availability and price are reasonable, associated with difficulties in roughage production and / or manipulation, non-forage diets arise as an interesting technological alternative to be used. Reductions in dry matter intake and improvements in feed efficiency are commonly seen when ruminants are fed high grain diets when compared to high roughage diets. However, non-forage diets are more risky, demanding more rigorous nutritional management and more frequent technical assistance. Sheep, due to their lower body frame when compared to cattle, tend to have higher chewing efficiency, which makes high grain diets feasible to be used in lamb´s feedlot. The most common mixture used in high grain diets consists of 85 % whole shelled corn and 15 % of a protein-mineral- vitamin pellet, which also contains feed additives, used to modulate feed intake and avoid the incidence of metabolic disorders.

Key words: nutrition, physiology, technical feasibility

 

1 Nutron / Cargill
2 Doutorandos do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa
3 Professora de Nutrição e Produção de Pequenos Ruminantes da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP)