Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Possibilidades e desafios do apoio matricial na atenção básica: percepções dos profissionais

DOI: http://dx.doi.org/10.15348/1980-6906/psicologia.v16n2p63-74

http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/index 

downloadpdf

Maria S. B. Jorge1, Mardênia G. F. Vasconcelos, José P. Maia Neto, Luciana G. F. Gondim2 & Emanuel C. P. Simões3

 

Resumo: O estudo objetivou analisar a operacionalização do apoio matricial (AM) em saúde mental na atenção básica. Trata‑se de uma pesquisa qualitativa, realizada em um Centro de Saúde da Família de Fortaleza, Ceará, Brasil. Participaram do estudo os profissionais da Estratégia Saúde da Família e do Centro de Atenção Psicossocial. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e observações sistemáticas das práticas e submetidos à análise de conteúdo. Os resultados apontam que o AM assume variadas formas, dependendo do contexto em que se desenvolve e das percepções dos profissionais envolvidos. Sua efetivação sugere mudança nas práticas dos profissionais, com a inclusão de ações interdisciplinares e de compartilhamento de saberes. Nessa dinâmica, estão implicados o nível de compromisso e engajamento dos gestores, profissionais de saúde, usuários, familiares e comunidade, que, de maneira compartilhada, contribuem decisivamente para a reorganização do cuidado em saúde mental na atenção básica.

Palavras-chave: matriciamento, saúde mental, atenção básica, promoção da saúde, assistência à saúde

 

Abstract: The study aimed to analyze the operation of the matrix support (MS) in mental health, at primary health care. This is a qualitative research conducted in a Family Health Center in Fortaleza, Ceará, Brazil. The study participants were professionals from the Family Health Strategy and Psychosocial Care Center. Data were collected through semi‑structured interviews and systematic observations of the practices and submitted to content analysis. The results indicate that the MS takes different forms depending on the context in which it develops and the perceptions of the professionals involved. Its effectiveness suggests a change in the professional’s practices, with the inclusion of interdisciplinary activities and sharing of knowledge. In this dynamic, the level of commitment and engagement of managers, health professionals, users, family and community are implicated, that in a shared way, decisively contributes to the reorganization of primary care in mental health care.

Keywords: matrix support, mental health, primary health care, health promotion, delivery of health care

 

1 Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza – CE – Brasil. Avenida Dr. Silas Munguba, 1.700, Campus do Itaperi – Fortaleza – CE – Brasil. CEP: 60714‑903. E‑mail: maria.salete.jorge@gmail.com
2 Prefeitura de Maracanaú, Fortaleza – CE – Brasil
3 Escola de Saúde Pública do Ceará, Fortaleza – CE – Brasil

 

Literatura Citada

Amarante, P. (2007). Saúde mental e atenção psicossocial (2a ed.). Rio de Janeiro: Fiocruz.

Assis, M. A. A., & Jorge, M. S. B. (2010). Métodos de análise em pesquisa qualitativa. In J. S. S. S. Santana & M. A. A. Nascimento. Pesquisa: métodos e técnicas de conhecimento da realidade social (pp. 139‑159). Feira de Santana: Uefs Editora.

Bezerra, E., & Dimenstein, M. (2008). Os Caps e o trabalho em rede: tecendo o apoio matricial na atenção básica. Psicologia: Ciência e Profissão, 28(3), 632‑645. doi

Campos, G. W. de S. (1999). Equipes de referência e apoio especializado matricial: uma proposta de reorganização do trabalho em saúde. Ciência & Saúde Coletiva, 4, 393‑404. doi

Campos, G. W. de S., & Domitti, A. C. (2007). Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cadernos de Saúde Pública, 23(2), 399‑407. doi

Dimenstein, M., Severo, A. K., Brito, M., Pimenta, A. L., Medeiros, V., & Bezerra, E. (2009). O apoio matricial em unidades de saúde da família: experimentando inovações em saúde mental. Saúde e Sociedade, 18(1), 63‑74.

Figueiredo, M. D., & Campos, R. O. (2009). Saúde mental na atenção básica à saúde de Campinas, SP: uma rede ou um emaranhado? Ciência & Saúde Coletiva, 14(1), 129‑138. doi

Fontanella, B. J. B., Ricas, J., & Turato, E. R. (2008). Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cadernos de Saúde Pública, 24(1), 17‑27. doi

Minayo, M. C. de S. (1999). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde (6a ed.). São Paulo: Hucitec.

Minayo, M. C. de S. (2008). O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde (11a ed.). São Paulo: Hucitec.

Ministério da Saúde. (2011). Guia prático de matriciamento em saúde mental (D. H. Chiaverini, Org.). Brasília: Ministério da Saúde, Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva.

Ministério da Saúde. Coordenação de Saúde Mental. Coordenação de Gestão da Atenção Básica (2003). Saúde mental e atenção básica: o vínculo e o diálogo necessários. Brasília: Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde (2005, novembro). Dape. Coordenação Geral de Saúde Mental. Reforma psiquiátrica e política de saúde mental no Brasil. Documento apresentado à Conferência Regional de Reformas dos Serviços de Saúde Mental: 15 anos depois de Caracas. Brasília: Opas.

Miranda, O. R., Pennini, J. J. A., & Aloma, I. A. (2003). Prevalencia de alteraciones de la salud mental y factores de riesgo relevantes. Revista Cubana de Medicina General Integral, 19(4). Recuperado em 15 maio, 2013, de http://bvs.sld.cu/revistas/mgi/vol19_4_03/mgi07403.htm.

Nunes, M., Juca, V. J., & Valentim, C. P. B. (2007). Ações de saúde mental no Programa Saúde da Família: confluências e dissonâncias das práticas com os princípios das reformas psiquiátrica e sanitária. Cadernos de Saúde Pública, 23(10), 2375‑2384. doi

Roca, M., Gili, M., Garcia‑Garcia, M., Salva, J., Vives, M., Garcia Campayo, J., & Comas, A. (2009). Prevalence and comorbidity of common mental disorders in primary care. Journal of Affective Disorders, 119, 52‑58. doi

Silveira, D. P. da, & Vieira, A. L. S. (2009). Saúde mental e atenção básica em saúde: análise de uma experiência no nível local. Ciência & Saúde Coletiva, 14(1), 139‑148. doi

Siddiqi, K., & Siddiqi, N. (2007). Treatment of common mental disorders in primary care in low‑and middle‑income countries. Transactions of the Royal Society of Tropical Medicine and Hygiene, 101, 957‑958. doi

Souza, A. de J. F., Matias, G. N., Gomes, K. de F. A., & Parente, A. da C. M. (2007). A saúde mental no Programa de Saúde da Família. Revista Brasileira de Enfermagem, 60(4), 391‑395. doi

Tanaka, O. Y., & Ribeiro, E. L. (2009). Ações de saúde mental na atenção básica: caminho para ampliação da integralidade da atenção. Ciência & Saúde Coletiva, 14(2), 477‑486. doi