Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Comunidades terapêuticas para dependentes de substâncias psicoativas: avaliação dos resultados do tratamento

DOI: http://dx.doi.org/10.15348/1980-6906/psicologia.v16n2p156-171

http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/index 

downloadpdf

Alessandro A. Scaduto1, Valéria Barbieri & Manoel A. dos Santos

 

Resumo: A comunidade terapêutica (CT) é uma modalidade de atenção a usuários abusivos de substâncias psicoativas utilizada no Brasil. No entanto, há poucos estudos acadêmicos sobre seus alcances e limitações, de modo a oferecer subsídios para que a qualidade do atendimento possa ser aprimorada. Este estudo teve por objetivo analisar as mudanças no funcionamento psicológico de internos de uma CT, por meio de avaliação realizada no início e no final do tratamento. Participaram sete homens, dependentes de crack, cocaína e álcool. Os participantes foram avaliados por meio de entrevista semiestruturada, Inventário Multifásico Minnesota de Personalidade (Improved Readability Form – MMPI‑IRF) e Teste de Apercepção Temática (TAT). Os resultados sugerem que o tratamento promoveu melhoras no funcionamento psicológico em graus diferentes para dois subgrupos de participantes, em termos do tipo de estruturação da personalidade. Essa variável pareceu mediar a qualidade da introjeção das experiências afetivas ao longo do tratamento.

Palavras-chave: comunidade terapêutica, avaliação terapêutica, droga (abuso), Teste de Apercepção Temática, Inventário Multifásico Minnesota de Personalidade

 

Abstract: The therapeutic community (TC) is a treatment modality for substance abusers applied in Brazil. However, there are few academic studies of its contributions and limitations, in order to improve the care quality. The objective of the study was to investigate psychological profile changes of patients from a TC, who were assessed in the beginning and in the end of treatment. The participants (seven crack, cocaine and alcohol male abusers) were assessed using a semi‑structured interview guide, the Minnesota Multiphasic Personality Inventory (improved readability form – MMPI‑IRF) and the Thematic Apperception Test. The results show improvements in psychological functioning in different degrees for two subgroups of participants in the end of treatment, in terms of their personality structure type. This variable seems to mediate the introjection’s quality of the experiences during the treatment.

Keywords: therapeutic communities, treatment effectiveness assessment, drug (abuse), Thematic Apperception Test, Minnesota Multiphasic Personality Inventory

 

1 Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto – SP – Brasil. Avenida Bandeirantes, 3.900, Monte Alegre – Ribeirão Preto – SP – Brasil. CEP: 14040‑901. E‑mail: aascaduto@uol.com.br

 

Literatura Citada

Argimon, I. L., & Oliveira, M. S. (2009). Avaliação psicológica do dependente de substancias psicoativas. In C. S. Hutz (Org.). Avanços e polêmicas em avaliação psicológica: em homenagem a Jurema Alcides Cunha (pp. 199‑215). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Arzeno, M. E. G. (1995). O estudo do material coletado. In M. E. G. Arzeno. Psicodiagnóstico clínico: novas contribuições (p. 179‑185). (B. A. Neves, Trad.). Porto Alegre: Artmed. (Obra original publicada em 1993).

Barbieri, V. (1996). Alcances e limitações da forma IRF do MMPI na avaliação de indivíduos não alfabetizados da população brasileira. Dissertação de mestrado, Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Bergeret, J. (1998). Personalidade normal e patológica (3a ed.). (M. E. V. Flores, Trad.). Porto Alegre: Artmed. (Obra original publicada em 1974).

Carroll, J. F. X., & McGinley, J. J. (2000). An agency follow‑up outcome study of graduates from four inner‑city therapeutic community programs. Journal of Substance Abuse Treatment, 18(2), 103‑118. doi

Chan, K. S., Wenzel, S., Orlando, M., Montagnet, C., Mandell, W., Becker, K. et al. (2004). How important are client characteristics to understanding treatment process in the therapeutic community? The American Journal of Alcohol and Drug Abuse, 30(4), 871‑891. doi

Dekel, R., Benbenishty, R., & Amram, Y. (2004). Therapeutic communities for drug addicts: Prediction of long‑term outcomes. Addictive Behaviors, 29(9), 1833‑1837. doi

De Leon, G. (2003). A comunidade terapêutica: teoria, modelo e método (A. Sobral, C. Bertalotti & M. S. Goncalves, Trad.). Sao Paulo: Loyola. (Obra original publicada em 2000).

Fals‑Stewart, W. (1992). Personality characteristics of substance abusers: an MCMI cluster typology of recreational drug users treated in a therapeutic community and its relationship to length of stay and outcome. Journal of Personality Assessment, 59(3), 515‑517. doi

Figlie, N. B., & Laranjeira, R. (2004). Gerenciamento de caso aplicado ao tratamento da dependência do álcool. Revista Brasileira de Psiquiatria, 26(supl. I), 68‑72. doi

Fracasso, L. (2002). Características da comunidade terapêutica. Recuperado em 30 marco, 2006, de http://www.comciencia.br/especial/drogas/drogas07.htm.

Garcia, J. J., Pillon, S. C., & Santos, M. A. (2011). Relações entre contexto familiar e uso de drogas em adolescentes de ensino médio. Revista Latino‑Americana de Enfermagem, 19(n. esp.), 753‑761. doi

Hser, Y. I., Grella, C. E., Hubbard, R. L., Hsieh, S., Fletcher, B. W., Brown, B. S. et al. (2001). An evaluation of drug treatments for adolescents in 4 US cities. Archives of General Psychiatry, 58(7), 689‑695. doi

Hser, H. I. Joshi, V., Anglin, M. D., & Fletcher, B. (1999). Predicting posttreatment cocaine abstinence for first‑time admissions and treatment repeaters. American Journal of Public Health, 89(5), 666‑671. doi

Kessler, F.; Diemen, L. V.; Seganfredo, A. C.; Brandao, I.; Saibro, P.; Scheidt, B. et al. (2003). Psicodinâmica do Adolescente Envolvido com Drogas. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 25(1), 33-41.

Lima, S. A. (2001). A clínica do possível: tratando de dependentes de drogas na periferia de São Paulo. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Martins, R. M. (2003). Psicodinâmica de Usuários de Drogas: Contribuições da Avaliação Psicológica. Dissertação de mestrado em Psicologia – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.

Messina, N. P., Nemes, S., Wish, E. D., & Wraight, B. (2001). Opening the black box: the impact of inpatient treatment services on client outcomes. Journal of Substance Abuse Treatment, 20(2), 177‑183. doi

Monte Serrat, S. (2002). Comunidades terapêuticas: mecanismo eficiente no tratamento de dependentes químicos. Recuperado em 30 marco, 2006, de http://www.comciencia.br/especial/drogas/drogas03.htm.

Morval, M. V. G. (1982). Le T.A.T. et le fonctions du moi: propédeutique à l’usage du psychologue clinicien (2a ed.). Montreal: Les Presses de l’Universite de Montreal.

Murray, H. A. (2005). Teste de apercepção temática (3a ed.). (M. C. V. da Silva, Adaptação e padronização brasileira). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Pratta, E. M. M., & Santos, M. A. (2006). Reflexões sobre as relações entre drogadição, adolescência e família: um estudo bibliográfico. Estudos de Psicologia, 11(3), 315‑322. doi

Pratta, E. M. M., & Santos, M. A. (2007). Adolescence and the consumption of psychoactive substances: the impact of the socioeconomic status. Revista Latino‑Americana de Enfermagem, 15(n. esp.), 806‑811. doi

Pratta, E. M. M., & Santos, M. A. (2009). O processo saúde‑doença e a dependência química: interfaces e evolução. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 25(2), 203‑211.

Sabino, N. D. M., & Cazenave, S. O. S. (2005). Comunidades terapêuticas como forma de tratamento para a dependência de substancias psicoativas. Estudos de Psicologia, 22(2), 167‑174.

Santos, M. A. (2007). Psicoterapia psicanalítica: aplicações no tratamento de pacientes com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas. Smad Revista Eletrônica de Saúde Mental Álcool e Drogas, 3(1), 1‑15. doi

Scaduto, A. A., & Barbieri, V. (2009). O discurso sobre a adesão de adolescentes ao tratamento da dependência química em uma instituição de saúde publica. Ciência & Saúde Coletiva, 14(2), 605‑614. doi

Silva, J. A., & Garcia, M. L. T. (2004). Comunidades terapêuticas religiosas de tratamento de dependência química no Estado do Espirito Santo. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 54(4), 243‑252.

Souza, M. A. (1998). Funcionamento Psicodinâmico em Drogadictos através do Rorschach. Boletim de Psicologia, XLVIII(108), 1-12.

Trimboli, F., & Kilgore, R. B. (1983). A psychodynamic approach to MMPI interpretation. Journal of Personality Assessment, 47(6), 614‑626. doi

Vargens, R. W., Cruz, M. S., & Santos, M. A. (2011). Comparação entre usuários de crack e de outras drogas em serviço ambulatorial especializado de hospital universitário. Revista Latino‑Americana de Enfermagem, 19(n. esp.), 804‑812. doi

Winnicott, D. W. (2000). Da pediatria à psicanálise: obras escolhidas (D. Bogomoletz, Trad.). Rio de Janeiro: Imago. (Obra original publicada em 1952).