Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Víbrios Sacarose Negativos Isolados de Ostras Crassostrea rhizophorae Comercializadas em Barracas de Praia na Cidade de Fortaleza, Ceará, Brasil

DOI: http://dx.doi.org/10.17080/1676-5664/btcc.v7n1p9-16

http://www.periodicos.ufra.edu.br/index.php?journal=tjfas 

downloadpdf

Leyla M. O. Barros1, Oscarina V. Sousa2, Elenice A. Lima3, Andrew Macrae4, Gustavo H. F. Vieira5 & Regine H. S. F. Vieira6

 

Resumo: Foi estimado o Número Mais Provável (NMP) de Vibrio de 60 amostras de ostras, Crassostrea rhizophorae, comercializadas em duas barracas (A e B) da Praia do Futuro, Fortaleza - CE, no período de maio de 2002 a fevereiro de 2003. Cada coleta semanal constava de 24 ostras sendo 12 provenientes de cada barraca, totalizando 720 animais analisados. Os NMPs de Vibrio isolados das ostras da barraca A variaram de 93 a 9.300/g e de 150 a 4.300/g para as amostras da barraca B. As espécies confirmadas de Vibrio das amostras da barraca A foram: 18 (50%) cepas de V. parahaemolyticus; 9 (25%) de V. mimicus; 6 (16,7%) de V. harveyi e 3 (8,3%) de V. vulnificus, enquanto que da B, foram confirmadas 13 (62%)de V. parahaemolyticus; 5 (24%) de V. mimicus e 3 (14%) de V. vulnificus. Até que se implemente uma legislação pertinente e o controle de qualidade do produto, não se recomenda o consumo de ostras antes de sua prévia depuração.

Palavras-chave: ostra, contaminação bacteriológica, víbrios sacarose negativos

 

Abstract: The Most Probable Number (MPN) of Vibrio spp. was estimated from 60 pooled raw oyster samples, each sample comprising of 24 oysters (Crassostrea rhizophorae). Oysters were bought from two beach restaurants (A and B) at Futuro Beach, Fortaleza-CE, between January 2002 and February 2003. The MPNs for Vibrio spp. for restaurant A ranged between 93 x g-1 and 9300 x g-1 per gram of oyster and for restaurant B, between 150 x g-1 and 4300 x g-1. The Vibrio spp. from restaurant A were identified as: V. parahaemolyticus (50%), V. mimicus (25%), V. harveyi (17%), and V. vulnificus (8%), while those isolated from restaurant B were V. parahaemolyticus (62%), V. mimicus (24%), and V. vulnificus (14%). Until legislation and better quality control concerning hygiene are at work, eating raw oysters is not recommended unless they are previously depurated.

Key words: oysters, bacteriological contamination, sucrose-negative Vibrio spp.

 

1 Mestrado em Ciências Marinhas Tropicais, Instituto de Ciências do Mar/UFC
2 Bolsista PDJ do CNPq.
3 Engenheira de Pesca.
4 Instituto de Microbiologia Prof. Paulo de Góes/UFRJ.
5 Professor do Departamento de Biologia da UVA.
6 Professor e pesquisador do Instituto de Ciências do Mar/UFC. Autor para correspondência. LABOMAR-UFC, Av. da Abolição 3207, Meireles, Fortaleza, Ceará, CEP: 60.165-081. regine@labomar.ufc.br

 

Literatura Citada

ALSINA, M.; BLANCH, A.R. A set of keys for biochemical identification of environmental Vibrio species. J. Appl. Bact., v.7, p.79-85, 1994. doi

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução-RDC Nº 12, de 2 de janeiro de 2001. Regulamento técnico sobre os padrões microbiológicos para alimentos. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Brasília, 2001.

DANIELS, N.A.; SHAFAIE, A. A review of pathogenic Vibrio infections for clinicians, Infections in Medicine, New York, v.17, n.10, p.665-685, 2000.

ELLIOT, E.L.; KAYSNER, C.A.; JACKSON, L.; TAMPLIN, M.L. Vibrio cholerae, V. parahaemolyticus, V. vulnificus, and other Vibrio ssp. In FDA bacteriological analytical manual on line, jan. 2001. Disponível em: < http://www.cfsan.fda.gov/~ebam-4.html >. Acesso em 16 jan. 2007.

GARTHRIGHT, W.E. Appendix 2: most probable number from serial dilutions. In: FDA Bacteriological analytical manual online, 2001. Disponível em: <http://www.cfsan.fda.gov/~ebam/bam-a2.html>. Acesso em 10 jun.2004.

HLADY, W.G.; KLONTZ, K.C. The epidemiology of Vibrio infections in Florida, 1981- 1993. J. Inf. Dis., Chicago, v.167, p.479-483, 1996.

KAYSNER, C.A.; DePAOLA JR., A. Vibrio, p.405-419 in Downes, F.P..Ito, Y. (eds), Compendium of methods for the microbiological examination of foods. APHA, 4th edition, Washington, 2001.

KOHBYASHI, L.R.; OHNAKA, T. Food poisoning due to newly recognized pathogens. Asian Med. J., Tokyo, v.32, p.1-12, 1989.

LANDGRAF, M.; LEME, K.B.P.; GARCIA-MORENO, M.L. Occurrence of emerging pathogenic Vibrio spp in seafood consumed in Sao Paulo city, Brazil. Rev. Microbiol., São Paulo, v.27, p.126-130, 1996.

LIMA, E.A. Investigação de Salmonella e de Vibrio parahaemolyticus nos caranguejos comercializados por ambulantes na Avenida Bezerra de Menezes, Fortaleza, Ceará. Monografia de Graduação, Departamento de Engenharia de Pesca, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2003.

LIRA, A.A.; BARROS, G.C; MOTA, R.A. Vibrio parahaemolyticus em bivalves comercializados no Grande Recife, PE. Hig. Alim., São Paulo, v.15, n.90/91, p.50- 59, 2001.

MAGALHÃES, M.; MAGALHÃES, V.; ANTAS, M.G.; TATENO, S. Caracterização bacteriológica e sorológica de linhagens de Vibrio parahaemolyticus isoladas de humanos e de ostras no Recife, Brasil. Rev. Microbiol., São Paulo, v.22, n.2, p.83-88, 1991.

MATTÉ, G.R.; MATTÉ, M.H.; RIVERA, I.G.; MARTINS, M.T. Distribution of potentially pathogenic vibrios in oysters from tropical regions. J. Food Prot.., Des Moines, v.57, n.10, p.870-873, 1994.

MORRIS, JR., J.G.; BLACK, R.E. Cholera and other vibrios in the United States, New Engl. J. Med., Waltham, v.312, p.343-350, 1985.

OLIVER, J.D.; KAPER, J.B. Vibrio species, p. 228-264, in Doyle, M.P.; Beuchat, I.R; Montville, T.J. (eds.), Food microbiology: fundamentals and frontiers. ASM Press, Washington, 1997.

O’NEILL, K.R.; JONES, S.H.; GRIMES, D.J. Incidence of Vibrio vulnificus in northern New England water and shellfish. FEMS Microbiol. Lett., Amsterdam, v.17, p.163- 168, 1990.

PEREIRA, F.S. Metodologias de avaliação da virulência em Vibrio spp [Methodologies to assess Vibrio spp. virulence] – In PROCEEDINGS OF THE VETERINARY SCIENCES CONGRESS, 2002, Oeiras. Proceedings..., Oeiras: Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias, 2002. p. 281-286. Disponível em <http://www.fmv.utl.pt/spcv/edicao/congresso/41.pdf>. Acesso em 25 set. 2007.

PEREIRA, C,S.; VIANA,C.M.;RODRIGUES, D.P. Enumeração e isolamento de Vibrio parahaemolyticus em ostras consumidas in natura nos restaurantes do Rio de Janeiro. In II Reunião Nacional de Microbiologia Aplicada ao Meio Ambiente. Santa Catarina, 1998. Disponível em < http://www.ufsc.br/ccb/titulos.htm>. Acesso em 16 jan. 2004.

RIPPEY, S.R. Infectious diseases associated with molluscan shellfish consumption. Clin. Microbiol. Rev., Washington, v.7, p.419-425, 1994.

RODRIGUES, D.P.; HOFER, E. Vibrio species from the water-oyster ecosystem of Sepetiba Bay in Rio de Janeiro State, Brazil. Rev. Microbiol., São Paulo, v.17, n.14, p.332-338, 1986.

TAMPLIN, M.L. Coastal vibrios: identifying relationships between environmental condition and human disease. Hum. Ecol. Risk Assess., v.7, p.1437-1445, 2001. doi

VIEIRA, R.H.S.F., IARIA, S.T. Vibrio parahaemolyticus in lobster Panulirus laevicauda (Latreille). Rev. Microbiol., São Paulo, v.24, p.16-21, 1993.