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A Construção da Equidade nas Relações de Gênero e o Movimento Feminista no Brasil: Avanços e Desafios

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-1228/cd.v13n24p91-115

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Angelita M. Maders1 & Rosângela Angelin2

 

Resumo: As relações de gênero foram firmadas ao longo da história, configurando-se como construções culturais de identidades masculinas e femininas, envolvendo relações de poder. Isto resultou na opressão e submissão das mulheres e na “naturalização” dessas relações, fazendo com que o reconhecimento delas na sociedade seja um reconhecimento equivocado. Diante desse cenário, sempre houve movimentos de resistência de mulheres em busca da equidade nas relações de gênero. Mais recentemente, na modernidade, surgiram movimentos organizados capazes de alterar essa situação, sendo precursores de muitos avanços na melhoria da vida das mulheres. São denominados movimentos feministas e movimentos de mulheres. Assim, o presente artigo pretende abordar a caminhada desses movimentos, em especial no Brasil, apontando os avanços jurídicos e os direitos de cidadania alcançados pelas mulheres.

Palavras-chave: movimento feminista; relações de gênero; mulheres e direito

 

Abstract: Gender relations were established throughout History, shaping themselves into cultural constructions of male and female identities, involving power relations. This situation resulted in the oppression and submission of women and in the “naturalization” of these relations, leading to the misrecognition of women in society. In face of this scenario, there have always been women resistance movements seeking for equity in gender relations. More recently, in modern times, some organized movements appeared to change this situation, being the precursors of many advances in the improvement of women’s life. They were called feminist movements and women’s movements. So the present article intends to approach the trajectory of these movements, especially in Brazil, emphasizing the legal advances and the citizenship rights achieved by women.

Key words: feminist movement; gender relations; women and law

 

1 Doutora em Direito pela Universidade de Osnabrück (Alemanha). Docente de Ensino Superior da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e da Unijuí e Defensora Pública do Estado do Rio Grande do Sul. angmaders@ig.com.br
2 Doutora em Direito pela Universidade de Osnabrück (Alemanha). Docente de Ensino Superior da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) e Faculdades Integradas Machado de Assis (FEMA). rosangelaangelin@yahoo.com.br

 

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