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Ontologia Pós-Metafísica e o Movimento Humano como Linguagem

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v22n53p25-36

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/impulso/index 

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Paulo E. Fensterseifer1 & Santiago Pich2

 

Resumo: O presente trabalho problematiza a concepção de ontologia hegemônica da tradição ocidental de pensamento, referenciada no plano metafísico, e apresenta as inflexões com relação a ela construídas no século XX, que propõem uma ontologia pós- -metafísica. O texto situa o lugar do corpo e do movimento humano em ambas as perspectivas, mostrando de que maneira a opção por uma postura pós-metafísica abre possibilidades para conceber o movimento humano como linguagem referenciada na imanência e situada no fluxo do permanente vir a ser. Optamos pela concepção de ser humano como ser de linguagem, e pela elaboração benjaminiana da linguagem para pensar o movimento humano como tal, a partir do entendimento do filósofo berlinense de que o ser humano é capaz de diferentes linguagens, a nominal e as não nominais. Finalmente, são apresentados alguns desdobramentos desse conceito para o campo da educação e do movimento humano, visando tensionar o entendimento tradicional do empreendimento educacional pautado no conhecimento de caráter discursivo e pelos cânones da ciência moderna, propondo, para tal, revalorizar os saberes não discursivos e de caráter estético.

Palavras-chave: ontologia pós-metafísica; linguagem; movimento humano; educação física.

 

Abstract: This paper discusses the hegemonic ontology concept of the western tradition, which is related to the metaphysical sphere, and shows the inflexions of the concept constructed in the XX century, that propose a post-metaphysical ontology. The text reflects the place of the body and of the human movement in both ontology concepts, showing that the choice of a postmetaphysical concept opens possibilities to conceive human movement as a language connected to immanency and situated in the constant flow of the coming-to-be. We made the option for the concept of man as a being-of-language and for the benjaminian conception of language to consider human movement as a language, on the basis of Benjamin’s concept that the human being can deal with different languages, the nominal and the nonnominal ones. Finally, are shown some implications of those concepts for Education and human movement, aiming at criticizing the traditional education concept based on discursive knowledge and modern science, proposing to revalue non-discursive and aesthetic knowledge.

Key words: post-metaphysical ontology; language; human movement; physical education.

 

1 Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ) fenster@unijui.edu.br
2 Universidade Federal do Paraná (UFPR) santiago.pich@yahoo.com.br 

 

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