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Desígnios do Desenho no Contexto da Cultura Visual

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1043/el.v13n22p153-168

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/EL/index 

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Teresa T. P. Eça1

 

Resumo: Almada Negreiros, pintor português de meados do século XX, costumava dizer que não gostava de quem não soubesse desenhar-se. Desenhar aparece-nos como uma faculdade humana tão importante quanto falar desde a mais tenra idade. E, de fato todas as crianças desenham e desenham-se tanto na escola como fora dela. Os espaços do desenho têm vindo a habitar a arte-educação desde os seus primórdios. Hoje, como ontem, o desenho aparece como uma capacidade a desenvolver na aprendizagem inicial e ao longo da vida. Perguntamos, então: De que modo o desenho se pode apresentar no contexto das multiliteracias? E que dizer dos espaços do desenho nos contextos da cultura visual? Temos constatado que o debate em torno da “visualidade” e da cultura visual tem tido impacto na arte-educação. Será que nesse debate tem havido lugar para o desenho? Estas e outras questões são abordadas neste texto que termina por apresentar um terceiro espaço pedagógico para os desenhos do desenho que não se coaduna facilmente com fronteiras rígidas entre escola e meio ou entre análise e produção.

Palavras-chave: Desenho; Arte-educação; Cultura visual; Escola

 

Abstract: The Portuguese painter Almada Negreiros, from the mid-20th century, used to say that he did not like people who could not draw themselves. It seems to us that drawing is a human faculty as important as speaking at an early age. Actually, every child draws and draws herself both in and out of school. Drawing has been part of art education since its beginnings. Today, as in the past, drawing is a skill to be developed in early learning and lifelong. So we ask: How can drawing be used in multiliteracies? And what can be said about the drawing spaces in the contexts of visual culture? We have seen that the debate around “visuality” and visual culture has had an impact on art education. Has drawing had a space in such debate? These and other questions are dealt with in this paper, which concludes by presenting a third educational space for the drawings of drawing that are not easily consistent with the rigid borders between school and environment or between analysis and production.

Key words: Drawing; Art education; Visual culture; School

 

1 PhD, Professora de Desenho na Escola Secundária Alves Martins,. Viseu, Portugal. Investigadora do Centro de Estudos da Criança da Universidade do Minho e do Centro de Investigação em Educação e Psicologia Universidade de Évora,. É Presidente da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) e Membro do Conselho Mundial da International Society for Education Through Art (InSEA) e Assistente editora da Revista Internacional Journal of Education Through Art (InSEA).

 

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