crosscheckdeposited

Práticas e Percepções de Professores, Após a Vivência Vocal em Um Programa Educativo para a Voz

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1000/odonto.v20n39p35-44

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/O1/index 

downloadpdf

Raquel A. Pizolato1, Fábio L. Mialhe2, Renata C. de O. Barrichelo3, Maria I. B. C. Rehder4 & Antonio C. Pereira5

 

Resumo: Objetivo: implementar um programa educacional para professores em treinamento de voz, bem como avaliar os benefícios deste programa. Metodologia: participaram deste estudo piloto, seis professores sendo cinco mulheres e um homem com idade entre 29 e 55 anos, de uma escola pública de Piracicaba, em São Paulo, Brasil, foram incluídos no estudo. Este programa educacional consistiu de cinco reuniões semanais, incluindo palestras sobre saúde vocal, exercícios de aquecimento, postura corporal, relaxamento corporal e respiração adequada. Para analisar a eficácia do programa educativo, foram coletadas respostas dos participantes sobre o programa após cada encontro, comumente relatadas e submetidas à abordagem da análise do conteúdo. Resultados: os participantes relataram que os exercícios de aquecimento para a voz melhorou o desempenho na articulação das palavras, necessitando de menos esforço para falar. Entre as mudanças como forma de hábitos saudáveis, beber água e comer maçã foram as mais relatadas. Conclusão: o programa educativo para o treinamento da voz trouxe benefícios para os professores no que diz respeito à melhoria do desempenho profissional e na qualidade de vida no trabalho.

Palavras-chave: Docentes. Voz. Educação em Saúde. Saúde escolar. Saúde do Trabalhador

 

Abstract: Aim: was to implement an educational program for teachers in voice training, as well to assess the benefits of this program. Methodology: Six teachers participated, being five women and one man, aged from 29 to 55 years, living in Piracicaba, São Paulo/ Brazil. This educational program consisted of five weekly meetings, including lectures on vocal health, warm-up exercises, body posture, relaxation of the neck, and proper breathing. To analyze the effectiveness of the educational program, data concerning participants’ responsiveness to the program were collected after each appointment and submitted to the content analysis. Results: The participants reported that voice warm-up exercises improved their ability to articulate words, and they required less effort to speak. Among the changes in healthy voice habits, drinking water and eating apples were the most reported. Conclusions: the educational program for voice training brought benefits to teachers as regards improvement in professional performance and the quality of work life.

Key words: Faculty. Voice. Health Education. School Health. Occupational Health.

 

1 Fonoaudióloga e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Odontologia na área de Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp.
2 CD, Me, Dr, Phd em Saúde Pública. Professor Livre-Docente da área de Educação para a Saúde, Faculdade de Odontologia de Piracicaba. Universidade Estadual de Campinas.
3 Pedagoga e Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campina. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista de Piracicaba Unimep
4 Doutora em Distúrbios da Comunicação. Professora do Instituto CEFAC- Pós Graduação em Educação e Saúde
5 CD, Me, Dr, Professor Titular da Área de Saúde Coletiva, Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Universidade Estadual de Campinas.

 

Literatura Citada

1. Bardin L. Análise de conteúdo. Trad. Luiz Antero Reto e Augusto Pinheiro Lisboa: Lisboa; 1995.

2. Angelillo M, Maio GDI, Costa G, Angelillo N, Barillari, U. Prevalence of occupational voice disorders in teachers. J Prev Med HYG 2009; 50(1): 26-32.

3. Vieira ABCH, Rocha MOC, Gama ACC, Gonçalves DU. Fatores causais e profilaxia da disfonia na prática docente. Cadernos de Educação 2007; (28): 255-270.

4.Munier C, Kinsella R. The prevalence and impact of voice problems in primary school teachers. Occup Med 2008; 58 (1):74–76. https://doi.org/10.1093/occmed/kqm104

5. Organización Internacional Del Trabajo. Empleo y condiciones de trabajo del personal docente. Genebra: Organización International del Trabajo; 1983.

6.Penteado RZ, Maróstica AF, Dias JC, Soares MA, Oliveira NB, Teixeira VK, Tonon VA. Saúde Vocal: pensando a ação educativa nos grupos de vivência de voz. Saúde Rev 2005; 7(16):77-61.

7. Lehto L, Rantala L, Vilkman E, Alku P, Bäckström T. Experiences of a short vocal training course for call-centre customer service advisors. Folia Phoniatr Logop. 2003; 55 (4): 163-76. https://doi.org/10.1159/000071016

8. Ferreira LP, Latorre MRDO, Giannini SPP, Ghirardi ACAM, Karmann DF, Silva EE, figueira s. Influence of abusive vocal habits, hydration, mastication, and sleep in the occurence of vocal symptoms in teachers. J Voice 2010; 25(1): 86-92. https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2008.06.001

9. Gonçalves CGO, Penteado RZ, Silvério KCA. Fonoaudiologia e saúde do trabalhador: a questão vocal do professor. Saúde Ver 2005; 7(15): 45-51.

10. Silverio KCA, Gonçalves CGO, Penteado RZ, Vieira TPG, Libardi A, Rossi D. Ações em saúde vocal: proposta de melhoria do perfil vocal de professores. Pro-Fono 2008; 20 (3):177-82. https://doi.org/10.1590/S0104-56872008000300007

11. Simões-Zenari M, Latorre MRDO. Mudanças em comportamentos relacionados com o uso da voz após intervenção fonoaudiológica junto a educadoras de creche. Pro-Fono 2008; 20 (1): 61-66. https://doi.org/10.1590/S0104-56872008000100011

12.Teves, N.; Rangel, M. Representação social e educação: temas e enfoques contemporâneos de pesquisa. Campinas, SP: Papirus;1999.

13. Minayo MCS. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 2 ed. São Paulo:Rio de Janeiro;1993.

14. Franco, M. L. P. B. Análise de conteúdo.1.ed. Brasília: Plano, 2003. 72 p.

15. Bovo R, Galceran M, Petrucelli J, Hatzopoulos S. Vocal problems among teachers: evaluation of a preventive voice program. J. Voice 2007; 21 (6): 705-22. https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2006.07.002

16. Solomon M, Dimattia M. Effects of a vocally fatiguing task and systemic hydration on phonation threshold pressure. J Voice 2000; 14 (3):341-362. https://doi.org/10.1016/S0892-1997(00)80080-6

17. Aydos RBS, Motta L, Teixeira SB. Eficácia da hidratação na redução de queixas vocais de professores. Rev. soc. bras. Fonoaudiol 2000; 14 (2):10-15.

18. Roy N, Merril RM, Thibeault S, Parsa RA, Gray SD, Smith EM. Prevalence of voice disorders in teachers and the general population. J Speech Lang Hear Res 2004; 47(2): 281-293. https://doi.org/10.1044/1092-4388(2004/023)

19. Simberg S, Sala E, Tuomainem J, Sellman J, Rönnema AA-M. The effectiveness of group therapy for students with mild voice disorders: a controlled clinical Trial. J. Voice 2006; 20(1):97-109. https://doi.org/10.1016/j.jvoice.2005.01.002

20. Freire P. Educação e Mudança. 25 ed.São Paulo: Pioneira; 1988.

21. Penteado RZ. Relações entre saúde e trabalho docente: percepções de professores sobre saúde vocal. Rev Soc Bras Fonoaudiol 2007; 12(1): 18-22. https://doi.org/10.1590/S1516-80342007000100005

22. Grillo MHMM, Penteado RZ. Impacto da voz na qualidade de vida de professores(a) s do ensino Fundamental. Pro-Fono 2005; 17 (3): 321-30. https://doi.org/10.1590/S0104-56872005000300006

23. Organização Pan-Americana De Saúde. Primeira Reunión y Asamblea Constitutiva: red Americana de escuelas promotoras de salud. Memoria. San José, Costa Rica; 1996.

24. Rissel C, Rowling L. Intersectorial collaboration for the development of a nacional Framework for Elath promoting schools in Australia. J Sch Health 2000; 70(6): 248-50. https://doi.org/10.1111/j.1746-1561.2000.tb07429.x