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AIDS e Religião na Pós-Modernidade

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-0985/mandragora.v18n18p107-118

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/MA/index 

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Mary E. Hunt1

 

Resumo: Trinta anos atrás, quando o HIV/AIDS golpeou com vingança, alguns grupos religiosos diferenciaram-se ao oferecerem uma face pastoral e profética do divino, reconfortando e apoiando as pessoas que tinham sido infectadas e lutando por justiça da parte da comunidade médica. Já outros grupos religiosos, que não nomearemos aqui, arguiram que a AIDS era a ira de Deus sobre os homossexuais, que era um castigo divino, e coisas piores. Hoje, apesar de tal retórica ainda existir em algumas poucas tradições religiosas, as respostas normativas ao HIV/AIDS são construtivas e criativas, como deveria ser a religião em um mundo cada vez mais pós-moderno. Afinal, se a religião quiser assumir algum papel, esse deveria ser o de trazer afirmação e encorajar as crenças para a criação de uma sociedade inclusiva e global. Caso contrário, será descartada como algo cada vez mais irrelevante, ou, pior ainda, como um obstáculo à justiça global. Em muitas das sociedades opulentas, especialmente nos Estados Unidos, a doença tem caído no esquecimento quase total. Mas existem entre os líderes algumas pessoas religiosas prestando atenção aos sobreviventes e pressionando a indústria médica por medicamentos, estratégias preventivas e cura. Estes líderes provêm de uma variedade de grupos religiosos e podem ser encontrados frequentemente trabalhando lado a lado com pessoas que não professam nenhuma crença religiosa. Minha breve reflexão sobre a AIDS e a religião pós-moderna revela o contínuo benefício da religião como um empreendimento voltado para o melhoramento das condições humanas e pessoas religiosas que, motivadas por sua fé, agem pelo bem comum.

Palavras-chave: Aids, religião, pós-modernidade.

 

Abstract: Thirty years ago, when the HIV/AIDS pandemic struck with a vengeance, some religious groups distinguished themselves by presenting a pastoral and prophetic face of the divine, comforting and supporting people who were infected and insisting on justice from the medical community. Some other religious groups, that will remain nameless, claimed that AIDS was God’s wrath on homosexuals, that AIDS was divine punishment, and worse. Now, although such ranting still exists in some few religious traditions, the normative religious responses to HIV/AIDS are constructive and creative, what religion ought to be in an increasingly postmodern world. If religion is to have any role at all, it must be to bring affirming, enhancing beliefs to the creation of an inclusive global society. Otherwise, it will be written off as increasingly irrelevant, or worse, as a drag on globalized justice. The media in many affluent societies, especially the United States, have all but forgotten about the disease. But many religious people are among the leaders keeping attention on the survivors and pressure on the medical industrial complex for drugs, prevention strategies, and a cure. These leaders come from a variety of religious groups and often can be found working right alongside people who profess no religious belief whatsoever. My brief look at AIDS and postmodern religion reveals the on-going usefulness of religions as human-enhancing enterprises and religious people as motivated by their faiths to act for the common good.

Key words: AIDS; Religion; Post-modernity.

 

1 Mary E. Hunt, Ph.D. Coordenadora de “Women’s Alliance for Theology, Ethics and Ritual” (WATER).

 

Literatura Citada

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