Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Pressupostos da Eugenia e seus Impactos na Concepção de Deficiência

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-121X/comunicacoes.v19n1p101-113

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacao 

downloadpdf

Simone M. Moura1 & Morena D. P. Silva2

 

Resumo: O presente estudo agrega-se às pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação, Deficiências e Tecnologias (GEPEDTEC) da Universidade Estadual de Londrina. Neste artigo apresentamos uma discussão acerca da eugenia, seus pressupostos e influências nas concepções do homem e da educação do início do século XX. Consideramos necessária a realização desta retomada de conceitos, na medida em que o discurso eugênico tem ganhado espaço e novos contornos na atualidade. Chamado de eugenia liberal, este discurso apresenta tanto proposições de melhor qualidade de vida para as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência quanto projeções que sinalizam o desaparecimento de disfunções com o desenvolvimento das biotecnologias, mais especificamente a engenharia genética, com a possível busca por um humano ideal.

Palavras-chave: educação, deficiência, eugenia

 

Abstract: This article was based on researches developed by the Group of Studies and Research on Education, Disabilities, and Technology (GEPEDTEC) of State University of Londrina. It discusses some aspects of the concept of eugenics, its assumptions and the influences on the conception about man and education in the early twentieth century. This analysis is necessary because the eugenic discourse is gaining ground and new contours. Called liberal eugenics, this discourse presents both the propositions of a better quality of life for people with disabilities, and projections that point to the disappearance of dysfunctions with the development of biotechnologies, more specifically genetic engineering and the possible search for an ideal human being.

Key words: education, disability, eugenics

 

1 Universidade Estadual de Londrina simonemoura@uel.br
2 Pedagoga morenadolores81@gmail.com

 

Literatura Citada

AMARAL, L. A. Sobre crocodilos e avestruzes: falando de diferenças físicas, preconceitos e sua superação. In: AQUINO, J. G. (Coord.). Diferenças e preconceitos na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1998.

AYMORÉ, Débora. Dignidade da pessoa e Eugenia Liberal. 2006. Disponível em: <http://www.conpedi.org.br>. Acesso em: 21 jul. 2011.

BOARINI, M. L. (Org.).Higiene e raça como projetos: higienismo e eugenismo no Brasil. Maringá: Eduem, 2003.

CAPRA, Fritjot. O pontode mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergentes. São Paulo: Cultrix, 1982.

DIWAN, P. Raça pura: uma história da eugenia no Brasil e no mundo. São Paulo: Contexto, 2007.

FEIO, K. V. G. Biotecnologia e direitos fundamentais: uma análise a partir de Habermas. In: ENCONTRO NACIONAL DO CONPEDI, 19., 2010, Fortaleza. Anais... Fortaleza: 2010.

FELDHAUS, C. Habermas, ética da espécie e seus críticos. Princípios, Natal, v. 14, n. 22, jul.-dez. 2007.

GARRAFA, V. Bioética emanipulação da vida. In: NOVAES, A. O homem-máquina: a ciência manipula o corpo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

GUERRA, A. T. M. Do holocausto nazista à nova eugenia no século XXI. Ciência e Cultura, São Paulo, v. 58, n. 1, mar. 2006. Disponível em: <http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252006000100002&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 23 ago. 2010.

HABERMAS, J. O futuro da natureza humana: a caminho de uma eugenia liberal? Trad. Karina Janini. São Paulo: Martins Fontes, 2004.

HECK, J. N. Eugenia negativa/positiva: o suposto colapso da natureza em J. Habermas. Veritas, Porto Alegre, v. 51, n. 1, mar. 2006.

MOURA, S. M. Deficiências, educação e as novas tecnologias. 2007. 80 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, 2007.

NOGUEIRA, C. M. A história da deficiência: tecendo a história da assistência à criança deficiente no Brasil. Rio de Janeiro: 2008. Disponível em: < http://www.apaebrasil.org.br/arquivo.phtml?a=12605>. Acesso em: 25 jun. 2011.

NUSSBAUM, M. C. Genética e justiça: tratando na doença, respeitando a diferença. Impulso – Revista de Ciências Sociais e Humanas, v. 15, n. 36, p. 25-34, jan.-abr. 2004.

ORTIZ, R. A escola de Frankfurt e a questão da cultura. Disponível em: http://www.piratininga.org.br/. Acesso em: 20 jul. 2011.

PONTIN, F. Biopolítica, eugenia e ética: uma análise dos limites da intervenção genética em Jonas, Habermas, Foucault e Agamben. 2007. 104 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.

SALVETTI, E. F. Em busca de normatizações políticas e jurídicas que limitem a eugenia liberal: estudo a partir do pensamento Habermasiano. Filosofazer, Passo Fundo, v. 17, n. 33, jul.-dez. 2008.

SANTOS, R. A. Quem é bom, já nasce feito? Uma Leitura do eugenismo de Renato Kehl (1917- 37). Intellectus, Rio de Janeiro, ano 4, v. II, 2005.

SILVA, L. M. O estranhamento causado pela deficiência: preconceito e experiência. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 11, n. 33, set.-dez. 2006.

SOARES, Luis Carlos. O nascimento da ciência moderna: os caminhos diversos da revoluçãocientífica nos séculos XVI e XVII. In:______(org.) Da revolução Científica à Big (Business) Science: cinco ensaios de história da ciência e da Tecnologia (Lógica e Filosofia da Ciência; História da Ciência e da Tecnologia, v. 7). São Paulo; Hucitec; Niterói: EduFF,2001. p. 17-67.

STANCIK, M. A. Eugenia no Brasil nos tempos da Primeira República (1889-1930): a perspectiva de Aleixo de Vasconcellos. Espaço Plural, Ponta Grossa, ano VI, n. 14, 1º semestre 2006.

STEPAN, N. L. A hora da eugenia: raça, gênero e nação na América Latina. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 37, n. 131, mai.-ago. 2007.