Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

A Marca como Um Artefato da Cultura Material Contemporânea

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v34n1p201-223

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/CSO 

downloadpdf

André L. M. S. Leão1 & Flávia Z. N. Costa2

 

Resumo: A pesquisa promove uma reflexão sobre o papel das marcas na formação da cultura material das sociedades contemporâneas cuja manifestação constitui-se em um instrumento capaz de gerar insights sobre essa forma social. Foi realizada por meio de um estudo fotoetnográfico inspirado no método arqueológico de Michel Foucault. O cenário foi o conflituoso campo discursivo gerado no confronto de uma marca global com a cultura local. Os resultados apontam um intercâmbio sistêmico entre as culturas.

Palavras-chave: Marca. Artefato. Cultura Material. Discurso. Arqueologia

 

Abstract: The research promotes a reflection on the role of brands in shaping the material culture of contemporary societies, whose expression is an instrument capable of generating insights on this social form. It was conducted through a photoethnographic study inspired by Michel Foucault’s archaeological method. The scenario was the turbulent discursive field generated in the confrontation of a global brand with local culture. Results points to a systemic exchange between cultures.

Key words: Brand; Artifact; Material culture; Discourse; Archeology

 

1 Doutor em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco. Professor adjunto do Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal de Pernambuco (DCA/UFPE). Membro permanente do Programa de Pós-graduação em Administração da Universidade Federal de Pernambuco (PROPAD/UFPE). Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Inovação, Tecnologia e Consumo (GITEC). Líder do Tema Estratégias e Métodos de Pesquisa Quantitativos e Qualitativos da Divisão Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade da ANPAD. Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 (CNPq). Recife, PE, Brasil. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/2313504052405431 E-mail: aleao21@hotmail.com
2 Professora assistente da Universidade Federal de Pernambuco. Recife, PE, Brasil. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5484105489714622 E-mail: flavia.zimmerle@ufpe.br

 

Literatura Citada

ADORNO, T. Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra,2002.

BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 2007.

BARBOSA, L. Sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

BERGER, P. L; LUCKMAN, T. A. Construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1985.

BONI, P. C.; MORESCHI, B. M. Fotoetnografia: a importância da fotografia para o resgate etnográfico. Doc On-line, n. 3, p. 137-157, dez. 2007. Disponível em: http://www.doc.ubi.pt/03/artigo_paulo_cesar_boni.pdf. Acesso em: 27/08/11.

CANCLINI, N. G. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: Edusp, 1998.

CASTELLS, M. O poder da identidade. São Paulo: Paz e Terra, 2008.

CASTRO, E. Vocabulário de Foucault: um percurso pelos seus temas, conceitos e autores. Belo Horizonte: Autêntica, 2009.

CAZELOTO, E. Por um conceito de hegemonia na cibercultura. Comunicação& Sociedade, São Bernardo do Campo, n. 54, p. 149-171, jul./dez. 2010.

CHEVALIER, M.; MAZZALOVO, G. Pró Logo. São Paulo: Panda Books, 2007.

D’ALMEIDA, N. As organizações entre relatos e mídias. Comunicação & Sociedade, São Bernardo do Campo, n. 52, p. 7-50, jul.-dez. 2009.

DEBORD, G. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.

DENZIN, N. K.; LINCOLN, Y. S. (Orgs.). Handbook of qualitative research. Thousand Oaks: Sage, 1994.

DOUGLAS, M.; ISHERWOOD, B. O mundo dos bens: para uma antropologia do consumo. Rio de Janeiro: UFRJ, 2006.

EAGLETON, T. A ideia de cultura. São Paulo: Unesp, 2005.

FOUCAULT, M. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.

FOUCAULT, M. Dits et écrits IV. Paris: Gallimard, 1994.

FOUCAULT, M. L’ordre du discours: leçon inaugurale ao collège de france prononcée le 2 décembre 1970. Paris: Gallimard, 1971.

GIDDENS, A. Mundo em descontrole: o que a globalização está fazendo de nós. Rio de Janeiro: Record, 2000.

GODOY, A. S. Estudo de caso qualitativo. In: GODOI, C. K.; BANDEIRA- -DE-MELLO, R.; SILVA, A. B. (Orgs.). Pesquisa qualitativa em estudos organizacionais: paradigmas, estratégias e métodos. São Paulo: Saraiva, 2006.

HABERMAS, J. Pensamento pós-metafísico: estudos filosóficos. 2. ed. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

HODDER. I. The interpretation of documents and material culture. In: DENZIN, N. K; LINCOLN, Y. S. (Orgs.). Handbook of qualitative research. Thousand Oaks: Sage, 1994.

HOSKINS, J. Agency, biography and objects. In TILLEY, C.Y. et al. (Orgs.), Handbook of material culture. London: Sage, 2006. http://dx.doi.org/10.4135/9781848607972.n6

JAMESON, F. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 2002.

KAPFERER, J. As marcas, capital da empresa: criar e desenvolver marcas fortes. Porto Alegre: Bookmen, 2003.

KEANE, W. Subjects and objects. In: TILLEY, C.; KEANE, W.; KUECHLER, S.; ROWLANDS, M.; APYER, P. (Orgs.). Handbook of Material Culture. London: Sage Publications, 2006.

KLEIN, N. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2008.

KOTLER, P. Administração de marketing: a edição do novo milênio. São Paulo: Prentice Hall, 2000.

LEÃO, A. L. M. S. Cultura e consumo: significação das marcas emcontextos culturais de interação. In: ENCONTRO DOS ESTUDOS MULTIDISCI PLINARES EM CULTURA (ENECULT), 3., 2007, Salvador. Anais… Salvador: UFBa, 2007.

LEÃO, A. L. M. S.; MELLO, S. C. B. “Valor de marca” para quem?Rumo a uma teoria da significação das marcas pelos consumidores. Organizações em Contexto, São Paulo, v. 5, p. 30-56, jul.-dez., 2009. http://dx.doi.org/10.15603/1982-8756/roc.v5n10p30-56

LEMOS, A. Você está aqui! Mídia locativa e teorias “materialidades da comunicação” e “ator-rede”. Comunicação & Sociedade, São Bernardo do Campo, n. 54, p. 5-29, jul.-dez. 2010.

MCCRACKEN, G. Cultura e consumo: novas abordagens ao caráter simbólico dos bens e das atividades de consumo. Rio de Janeiro: Mauad, 2003.

MILLER, D. Consumption. In: TILLEY, C.Y. et al. (Orgs.). Handbook of material culture. London: Sage, 2006. http://dx.doi.org/10.4135/9781848607972.n23

MORIN, E. Cultura de massas no século xx: neurose. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.

OLSEN, B. Scenes from a troubled engagement: post-structuralism and material culture studies. In: TILLEY, C.Y. et al (Orgs.). Handbook of material culture. London: Sage, 2006. http://dx.doi.org/10.4135/9781848607972.n7

ORTIZ, R. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2007.

PLANTIN, C. A argumentação: história, teorias, perspectivas. São Paulo: Parábola, 2008.

SEGA, C. M. P. A estética na sociedade globalizada e tecnológica. Comunicação e Sociedade, São Bernardo do Campo, v. 28, n. 47, p. 85-97, 2007. http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v28n47p85-97

SALTZMAN, A. O design vivo. In: PIRES, D. B.(Org.). Design de moda: olhares diversos. Barueri: Estação das Letras e Cores, 2008.

SEMPRINI, A. A marca pós-moderna: poder e fragilidade da marca na sociedade contemporânea. São Paulo: Estação das Letras, 2006.

SLATER, D. Cultura do consumo e modernidade. São Paulo: Nobel, 2002.

STAKE, R. E. Case Studies. In: DENZIN, N. K; LINCOLN, Y. S. (Orgs.). Handbook of qualitative research. Thousand Oaks: Sage, 1994.

TILLEY, C. Y. Objectification. In: TILLEY, C.Y. et al. (Orgs.). Handbook of material culture. London: Sage, 2006. http://dx.doi.org/10.4135/9781848607972.n5