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Sofrimento e Liberdade: Aproximações a Partir da Teologia da Aliança

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v26n42p192-208

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Luiz A. S. Rossi1 & Mari L. Hammes2

 

Resumo: O sofrimento humano – protagonizado por Jó – é o centro de um embate entre duas teologias: a teologia da aliança, representada por Jó, e a antiteologia, representada por seus amigos. A antiteologia justifica o sofrimento humano como consequência punitiva de Deus diante da culpabilidade do indivíduo. Desloca Deus da história, distanciando-o do povo, e coloca-o no céu, de onde rege o destino do ser humano, vigiando sua conduta de justo e injusto, a partir da qual premia com riquezas e saúde ou castiga com doenças ou pobreza. Esta doutrina retributiva responde à imagem de um Deus criado a serviço do contexto religioso (templo) e político-econômico (domínio persa): dois responsáveis pelo sofrimento do povo. Jó é persistente e não se resigna diante dos argumentos da antiteologia. Ao contrário, não fala de Deus, mas para Deus. Defende que o sofrimento é consequência das injustiças presentes na sociedade; injustiças de ordem socioeconômica, política e religiosa. Nesse confronto de teologias, é nítida a percepção de que sempre que a religião, com sua teologia, se apropria e distancia o rosto do Deus da aliança do povo, ela legitima o pecado social como causa do sofrimento humano. Já a teologia está a serviço da vida quando leva o ser humano a falar a Deus e a experiênciá-lo com o próximo, presente e solidário. Persistência e resignação estão em confronto, procurando cada qual fundamentar uma imagem de Deus: solidário e libertador versus distante e punidor.

Palavras-chave: Sofrimento humano; teologia da aliança; antiteologia; persistência; resignação; Deus libertador; Deus punidor.

 

Abstract: Human suffering, characterized by Job, is the center of a clash between two Theologies: the Covenant Theology which is represented by Job, and the anti-theology, represented by Job’s friends. The Anti-theology justifies human suffering as the consequent punish-  ment of God in face of the individual’s guilt. It displaces God in History, distancing him from the people, and places him in Heaven, from where he rules the human beings’ destiny, watching over his fair or unfair behaviors, by which he rewards with wealth and health or punishes with disease and poverty. This retributive doctrine responds to an image of God created in the service of religious (temple) and economically political (Persian rule) contexts: both responsible for the suffering of people. Job is persistent and does not resign before the Anti-theological arguments. Rather, he does not speak of God but to God. He claims that suffering is a consequence of present injustices in society; injustices in the social, political, economical, and religious orders. In this clash of Theologies, it is noticeable that whenever religion and its Theology turn the people away from the eyes of the Covenant God, it legitimizes the social sin as the cause of human suffering. Meanwhile, Theology is at the service of life when it takes the human being to speak to God and experience him as being close, present, and supportive. Persistence and patience are in conflict, each seeking to support an image of God: a solidary and liberating God versus a distant and punishing one.

Key words: Human suffering; the covenant theology; anti-theology; persistence; resignation; the liberating God; the punishing God.

 

1 Pós-doutor em Teologia (Fuller Theological Seminary) e em História Antiga (Unicamp). Professor-adjunto no mestrado em Teologia da PUCPR, na área de Bíblia.
2 Mestranda em Teologia no Programa de pós-graduação da PUCPR.

 

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