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Morte: Um Espaço de Ressignificação da Vida e das Relações Sociais no Meio Rural

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v24n39p164-180

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/index 

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Carolina T. Lemos1 & João Moreira Júnior2

  

Resumo: Neste artigo verificamos o modo como as populações no meio rural percebem as doenças e a morte. Realizamos nossa análise a partir de relatos de doenças, de mortes e de rituais funerários da referida população. Percebemos que, embora os traços predominantes da cultura rural não se restrinjam à intensa presença da religiosidade e da centralidade da família, são essas as características mais acionadas nas concepções de morte e nas ressignificações das relações cotidianas a partir da experiência da morte de algum familiar ou membro da comunidade. Notamos também que o evento “morte” constitui um tempo e um espaço marcado por manifestações de solidariedade, mas também de reafirmação ou mesmo de agudização de diferenças, pautadas nos conflitos individuais ou de grupos, onde os elementos simbólicos se ressignificam nos arranjos estruturais dos sistemas de interação locais.

Palavras-chave: Religião; Funerais-morte; Meio rural

 

Abstract: In this paper we see how rural populations perceive disease and death. Our analysis is based on reports of illnesses, death, and funeral rites by these populations. Although the predominant traits of rural culture are not restricted to the intense presence of religiosity and the centrality of the family, these are the most recurring features in the conceptions of death and in the resignification of daily relations after the experience of death of a family or community member. We also realize that the event of “death” is a time and a space marked by displays of solidarity, but also by the reaffirmation or even the intensification of differences, based on individual or group conflicts or where the symbolic elements are resignified in the structural arrangements of the systems of local interaction.

Keywords: Religion; Funeral and death; Countryside.

 

1 É Doutora em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, professora titular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. E.mail cetelemos@uol.com.br.
2 É antropólogo e médico; atua na Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) na área de atenção à saúde indígena. E.mail joao.moreira@funasa.gov.br e nafukua@brturbo.com.br.

 

Literatura Citada

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