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O Que Fazemos Quando Fazemos Psicologia do Trabalho?

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-0969/pi.v13n13p99-125

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/PINFOR/index 

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Edu Á. M. Bastos1

 

Resumo: O presente artigo se propõe a discutir uma concepção de Psicologia do Trabalho, buscando mostrar sua especificidade com relação à Psicologia Organizacional pautada nos aspectos psicodinâmicos do trabalho. Procura ainda discutir o lugar do psicólogo e o uso que ele faz da escuta na Psicologia do Trabalho. A concepção apresentada foi construída no âmbito do Pacto (laboratório de Psicologia do Trabalho da Umesp), a partir das intervenções junto às pequenas e médias organizações do ABC paulista tendo por referências fundamentais a Psicanálise e as proposições de Christopher Dejours.

Palavras-chave: desejo do psicólogo; emancipação do sujeito; real do trabalho; centralidade do trabalho; inteligência criativa e mobilização subjetiva

 

Abstract: This paper aims at discussing a concept of Work Psychology seeking to show its specificity in relation to Organizational Psychology, guided by an emphasis on psychodynamic aspects of work. It further aims at discussing the psychologist’s place and the use he makes of listening in Work Psychology. The design presented was built under the Pact (Laboratory of Occupational Psychology of Umesp) from the contacts with small and medium-sized organizations in the ABC region of the state of São Paulo, having psychoanalysis and Christopher Dejours’s propositions as its key references.

Key words: the psychologist’s desire; the subject´s emancipation; the real work; centrality of work; creative intelligence and subjective mobilization

 

1 Psicólogo, mestre pela FEA-USP, supervisor de estágio de formação de psicólogos na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)

 

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