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Qualidade de Vida na Velhice Segundo a Percepção de Idosos Frequentadores de um Centro de Referência

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-0969/pi.v10n10p57-82

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/PINFOR/index 

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Cláudia E. Yokoyama1, Renata S. Carvalho1 & Marília M. Vizzotto2

 

Resumo: A expectativa de vida tem aumentado em todo o mundo e viver mais e com qualidade tornou-se um grande desafio; de modo que estudar mais o assunto torna-se assim relevante. O presente estudo teve por objetivos: a) descrever características sócio-demográficas e culturais de uma população idosa freqüentadora de um centro de referência; b) investigar a qualidade de vida destes idosos segundo sua própria percepção; c) identificar semelhanças e diferenças entre homens e mulheres quanto à percepção de boa e de má qualidade de vida. Investigou-se 30 idosos, por meio de um questionário adaptado a partir de uma Escala de Qualidade de Vida. Os idosos, freqüentadores de um Centro de Referência do ABC paulista, foram dez homens e 20 mulheres com idade de 60 a 82 anos. A análise foi feita por agrupamento de dados, levantamento de categorias, e medidas as freqüências e médias das respostas. Os resultados indicaram que os idosos valorizaram e atribuíram, em uma escala de prioridades à “boa qualidade de vida” as dimensões da vida humana como: saúde física; equilíbrio emocional; valorizaram a manutenção de bons vínculos afetivos com a família e amigos; participação em atividades de lazer; após, valorizaram as condições financeiras favoráveis, o suporte de órgãos públicos no suprimento de necessidades como transportes e educação e, por último a espiritualidade. Quanto à “má qualidade de vida” foram igualmente atribuídas as duas primeiras dimensões: má saúde geral, estado emocional negativo e, diferente da boa qualidade, apontam as dificuldades financeiras como terceira dimensão, seguindo-se as demais igualmente. Observou-se ainda, que nas respostas sobre má qualidade, as perdas naturais da velhice surgem como uma preocupação, porém de modo subjetivo. Sugere-se que na implantação de medidas profiláticas, os técnicos se baseiem mais na percepção do próprio idoso.

Palavras-chave: qualidade de vida; velhice; percepção do idoso

 

Abstract: Life expectancy has increased all over the world and living longer with quality has become a great challenge, therefore, further studies on the subject are revealing relevant. The present study had as objectives: a) to describe social-demographic and cultural characteristics of an elderly population in a reference center for the elderly; b) to investigate the quality of life of these elder men and women according to their own perception; e c) to identify resemblances and differences between men and women towards their perception of good or bad quality of life. 30 elder people participated in this study. The quality of life was evaluated through a Quality of Life Scale. The elderly, users of a reference center in the ABC Paulista area, were 10 men and 20 women, aging 60 to 82 years. The analysis was made through the grouping of data and creation of categories. The frequencies and averages of the answers were also taken. The results indicated that the elderly valorize and attribute their good quality of life to dimensions of the human life such as: physical health; emotional equilibrium; keeping good affective bonds with family and friends; participating in recreational activities; favorable financial conditions; public organs support in providing their needs and education; and, spirituality. As for the bad quality of life, the first two dimensions pointed out were equally referred: bad general health and negative emotional state. Only the third dimension mentioned was different from the previous category: financial difficulties. The remaining dimensions were the same as the ones previously mentioned. The answers related to bad quality of life revealed that the natural losses of the old-age appeared as a matter of concern, however in a subjective manner. The implantation of prophylactic measures is suggested to be based on the elderly perception.

Key words: quality of life; old-age; elderly perception

 

1 Graduadas em Psicologia pela Universidade Metodista de São Paulo
2 Psicóloga, mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e doutora em Saúde Mental pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Professora titular do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo

 

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