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Confluências Teóricas: Representações Sociais, Sociolingüística, Pragmática e Retórica

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1982-8993/ml.v1n1p90-106

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ML/index 

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Tarso B. Mazzotti1

 

Resumo: Não há como deixar de considerar a linguagem em uma teoria do conhecimento, menos ainda na das representações sociais. Não se trata apenas de palavras cujos referentes encontram-se no mundo, pois a linguagem opera os sentimentos, as emoções, por meio de regras de composição, que no dizer de Plantin (2005), constituem frases coordenadas ou uma gramática dos “nomes de sentimentos” aprovados pelas pessoas. Os significados são aprovados ou não pelos interlocutores, donde a eficácia dos atos de fala depender do que se sabe a respeito dos outros, possibilitando move-los ou emocioná-los por meio da palavra. Por isso, proponho o exame dos instrumentos conceituais desenvolvidos não apenas pela lingüística e pragmática, mas também pela retórica e poética. Ainda que o tema deste trabalho não seja a comparação entre a epistemologia genética e as demais, cabe recordar que Piaget efetivou uma forte revisão em sua proposta ao afirmar “ser preciso partir da significação dos predicados: podese defini-los como o conjunto de semelhanças e diferenças entre uma propriedade observada acerca de um objeto e os outros predicados simultaneamente registrados ou já conhecidos” (Piaget, 1987, p. 143). Esse conjunto de semelhanças e diferenças é instituído pelo processo de comparação que resulta em metáforas e metonímias, ainda que Piaget delas não trate. Antes de se estabelecer uma “física de qualquer objeto” são instituídos conjuntos de semelhanças e diferenças que se apresentam como esquemas de pensamento usuais: as metáforas, as metonímias, nestas incluídas as sinédoques. Parece-me se esse significado mais perti-nente ao figurativo do núcleo das representações sociais. É o que proponha analisar neste trabalho.

Palavras-chave: Representações sociais: núcleo figurativo; metáforas e metonímias.

 

Abstract: There is no way to ignore the language into a knowledge theory, much less into the social representations. It is not only words which referents meet in the world, because the language operates the feelings, the emotions, through rules of compositions, which in Plantin (2005) words constitute coordinated phrases or a grammar of the “feelings names” approved by people. The meanings are approved or not by the interlocutors where the availability of the acts of the speech depend on what one know about the others, making possible to move them or to emotion them through the word. In order of this, I propose the examination of the conceptual instruments developed not only by the linguistic and pragmatic but also by the rhetoric and poetics. Even though the theme of this work is not to compare among the genetic epistemology and the others, it is important to remember that Piaget has actualized a strong revision in his propose when affirmed “to be necessary come from the meaning of the predicates: defining them as the set of resemblances and differences among an observed feature about an object and the another predicates simultaneously registered or already known” (Piaget, 1987, p.143). This set of resemblances is instituted by the process of comparison which results in metaphors and metonyms, even though Piaget does not talk about them. Before establishing a “physics of any object” sets of resemblances and differences are instituted which present themselves as schemes of usual thoughts: the metaphors, the metonyms (including the sinedoques). It seems to me that this meaning is more pertinent to the figurative of the core of the social representations. Is that what I aim to analyze in this work.

Keywords: Social representations; figurative core; metaphors and metonyms.

 

1 E docente pesquisador da Universidade Estácio de Sá, Programa de Pós-Graduação em Educação, e do Centro Internacional sobre Representações Sociais em Educação e Subjetividade (Fundação Carlos Chagas).

 

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