Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Interação Social Criança-Criança de Deficientes Visuais

DOI: http://dx.doi.org/10.15601/1983-7631/rt.v5n9p38-52

http://www3.izabelahendrix.edu.br/ojs/index.php/tec 

downloadpdf

Sandra A. Castro1

 

Resumo: O artigo trata de um estudo sobre a interação de crianças de 1 a 3 anos, em uma escola estadual mineira, especializada na educação de deficientes visuais. Utilizou-se a abordagem qualitativa, optando pela inspiração etnográfica e captando as interações por intermédio de observação participante, filmagens, fotografias e registros no caderno de campo. Conforme Gobbi, utilizou-se o termo crianças pequenininhas para aquelas até três anos, considerando, como a Sociologia da Infância, a criança como ator social e participante. Conforme Woods, considerou-se interação social como processo, no qual as pessoas definem, atribuem significados, alinham e realinham suas ações, para satisfazer seus interesses, comparando-os, ajustando-os e delineando estratégias. Ao final do estudo, observou-se uma oscilação entre a presença ou não da interação entre as crianças. Concluiu-se que, desde tenra idade, as crianças deficientes visuais muito novas são capazes de agir e reagir em direção ao outro, de se colocarem disponíveis para uma interação.

Palavras-chave: crianças pequenininhas; interação criança-criança; deficientes visuais

 

Abstract: The article deals with a study on the interaction of children 1-3 years in a mining state school specializing in education of the visually impaired. We used a qualitative approach, opting for ethnographic inspiration and capturing the interactions through participant observation, video recordings, photographs and records in the field notebook. As Gobbi, we used the term for those little niggling variety children up to three years, considering how the sociology of childhood, the child as social actor and participant. According to Woods, it was considered as a social interaction process in which people define, assign meanings, align and realign their actions to satisfy their interests, comparing them, trimming and outlining strategies. At the end of the study, there was an oscillation between the presence or absence of interaction between children. It was concluded that, from an early age, very young visually impaired children are able to act and react toward each other, to put themselves available for interaction.

Keywords: children little niggling variety; child interaction; visually impaired.

 

1 Psicóloga pela Universidade Federal de Minas Gerais, pós-graduada em Adolescência pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Atua como psicóloga no Instituto São Rafael (Belo Horizonte, MG), que educa, habilita e reabilita pessoas com deficiência visual e com outras deficiências associadas. sandrade.psiseguros@gmail.com

 

Literatura Citada

ALDERSON, Priscilla. As crianças como pesquisadoras: os efeitos dos direitos de participação sobre a metodologia de pesquisa. Educação e Sociedade, Campinas, v. 26, n. 91, p. 419-442, maio/ago. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n91/a07v2691.pdf> Acesso em: 22 jun. 2010.

AMORIM, Katia de Souza; VITORIA, Telma; ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde. Rede de significações: perspectiva para análise da inserção de bebês na creche. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, n.109, p.115-144, mar. 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/%0D/cp/n109/n109a06.pdf> Acesso em: 10 fev. 2012.

ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Etnografia da prática escolar. Campinas, SP: Papirus, 2003.

ANJOS, Adriana Mara et. al. Interações de bebês em creche. Estudos de Psicologia, Natal, v.9, n.3, p.513-522, set.-dez. 2004. Disponível em <http://redalyc.uaemex.mx/pdf/261/26190314.pdf> Acesso em: 11 jan. 2012.

BARBOSA, Silvia Neli Falcão, KRAMER, Sônia, SILVA, Beatriz Pereira. Questões teórico-metodológicas da pesquisa com crianças. Perspectiva – Revista do Centro de Ciências da Educação, Florianópolis, v. 23, jan-jun. 2005. Disponível em: <http://educa.fcc.org.br/pdf/rp/v23n01/v23n01a04.pdf> Acesso em: 17 nov. 2011.

BELLONI, Maria Luiza. Infância, mídias e educação; revisitando o conceito de socialização. Perspectiva, Florianópolis, v. 25, n. 1, p. 57-82, jan.-jun. 2007. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/perspectiva/article/viewArticle/1629>. Acesso em: 08 nov. 2010.

BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil: Introdução. Brasília, MEC/SEF, 1998. v.1. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf> Acesso em: 10 fev. 2012.

CARLETTO, Marcia Regina Vissoto, A estimulação essencial da criança cega. (s.d.) Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/488-4.pdf?PHPSESSID=2009051515354343>. Acesso em: 14 fev. 2010.

CARVALHO, Alysson Massote. Fatores contextuais na emergência do comportamento de cuidado entre crianças. Psicologia: Reflexão e Crítica. Porto Alegre, v. 13, n.1, 2000. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722000000100010> Acesso em: 31 ago 2012.

CORSARO, William A. Entrada no campo, aceitação e natureza da participação nos estudos etnográficos com crianças pequenas. Educação e Sociedade, Campinas, v. 26, n. 91, ago. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php>. Acesso em: 02 fev. 2011.

COSTA, Débora Lisboa Correa. Interações criança-criança no pátio da escola e no abrigo: o comportamento de cuidado entre pares. 2011. 182 f. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Pará, Pará. Disponível em <http://www.ufpa.br/ppgtpc/dmdocuments/MESTRADO/dissertacao_Debora_Costal.pdf> Acesso: 31 ago. 2012.

FERREIRA, Maria Manuela Martinho. “- Ela é nossa prisioneira!” – questões teóricas, epistemológicas e ético-metodológicas a propósito dos processos de obtenção da permissão das crianças pequenas numa pesquisa etnográfica. Revista Reflexão e Acção, Santa Cruz do Sul, v. 18, n. 2, p. 151-182, 2010. Disponível em: <http://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/viewFile/1524/1133> Acesso em: 17 nov. 2011.

FERREIRA, Maria Manuela Martinho. “Branco demasiado” ou... Reflexões epistemológicas, metodológicas e éticas acerca da pesquisa com crianças. In: SARMENTO, Manuel, GOUVEA, Maria Cristina Soares de (Orgs). Estudos da infância: educação e práticas sociais. Petrópolis: Vozes, 2009.

FERREIRA, Maria Manuela Martinho. Seminário Internacional pesquisa e infância. Desafios que as crianças lançam à etnografia. Porto/Portugal: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto FPCEUP, 04 nov. 2011.

GOBBI, Márcia Aparecida. O fascínio indiscreto: crianças pequenininhas e a criação de desenhos. In: FARIA, Ana Lúcia Goulart de, MELLO, Suely Amaral. Território da infância: linguagens, tempos e relações para uma pedagogia para as crianças pequenas. Araraquara, São Paulo: Junqueira & Marin, 2007.

GONDRA, José, GARCIA, Inára. A arte de endurecer "miolos moles e cérebros brandos": a racionalidade médico-higiênica e a construção social da infância. Revista Brasileira Educação, Rio de Janeiro, n. 26, p. 69-84, ago. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n26/n26a05.pdf> Acesso em: 08 fev. 2011.

INSTITUTO SÃO RAFAEL – SEE/MG. Projeto Político Pedagógico. Belo Horizonte: Instituto São Rafael, 2011.

LEPORACE, Gustavo, METSAVAHT, Leonardo, SPOSITO, Maria M. de Mello. Importância do treinamento da propriocepção e do controle motor na reabilitação após lesões músculo-esqueléticas. Acta Fisiátrica, São Paulo, v.16, n.3, p. 126-131, 2009.

MARTIN, Manuel Bueno.; RAMÍREZ, Francisco Ruiz. Visão Subnormal. In: MARTIN, Manuel Bueno.; BUENO, Salvador Toro (coords). Deficiência Visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo, Livraria Santos, 2010.

MELCHIORI, Ligia Ebner, et. al. Família e creche: crenças a respeito de temperamento e desempenho de bebês. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 23, n. 3, p. 245-252, jul./set. 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ptp/v23n3/a02v23n3.pdf> Acesso em: 10 fev. 2012.

MINAS GERAIS. Resolução SEE 757, de 08 de março de 2006. Dispõe sobre a organização e funcionamento do Instituto São Rafael. Diário Oficial de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006. Disponível em: <https://www.educacao.mg.gov.br> Acesso em: 07 jun. 2011.

PIÑERO, Dolores María; QUERO, Fernando Oliva; DIAZ, Francisco Rodriguez. O Sistema Braille. In: MARTIN, Manuel Bueno; BUENO, Salvador Toro (coord). Deficiência Visual: aspectos psicoevolutivos e educativos. São Paulo, Livraria Santos, 2010.

PINO, Angel. As marcas do humano: as origens da constituição cultural da criança na perspectiva de Lev S. Vigotski. São Paulo: Cortez, 2005.

PLAISANCE, Eric. Para uma Sociologia da pequena infância. Educação e Sociedade, Campinas, v. 25, n. 86, p. 221-241, abr. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v25n86/v25n86a11.pdf> Acesso em: 18 nov. 2010.

QVORTRUP, Jens. A volta do papel das crianças no contrato geracional. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 16, n. 47, p. 323-332, maio/ago. 2011. (Trad Maria Letícia Nascimento). Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v16n47/v16n47a04.pdf> Acesso em: 13 jan. 2012.

QVORTRUP, Jens. A infância enquanto categoria estrutural. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n. 2, p. 631-644, maio/ago. 2010a. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151797022010000200014&lang=pt> Acesso em: 04 fev. 2011.

QVORTRUP, Jens. A tentação da diversidade – e seus riscos. Educação e Sociedade, Campinas, v. 31, n. 113, p. 1121-1136, dez. 2010b. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010173302010000400004&langpt> Acesso em: 04 fev. 2011.

ROSSETTI-FERREIRA, Maria Clotilde; AMORIM, Katia de Souza; OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos de. Olhando a criança e seus outros: uma trajetória de pesquisa em

educação infantil. Revista Psicologia USP, São Paulo, v. 20, n. 3, p. 437-464, jul./set. 2009. Disponível em: <http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/psicousp/v20n3/v20n3a08.pdf> Acesso em: 10 jan. 2012.

ROVEDA, Patrícia Amélia. Pedagogia do significado; contribuições à intervenção precoce em bebês com deficiência visual. 2007. 161 f. Dissertação de Mestrado – PUC Rio Grande do Sul, Porto Alegre. Disponível em: <http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=528> Acesso em: 08 jun. 2010.

SARMENTO, Manuel Jacinto. Gerações e alteridade: interrogações a partir da sociologia da infância. Educação & Sociedade, Campinas, v. 26, n. 91, p. 361-378, ago. 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v26n91/a03v2691.pdf>. Acesso em: 26 abr. 2011.

SCHMITT, Rosinete Valdeci. Mas eu não falo a língua deles: as relações sociais de bebês num contexto de Educação Infantil. 2008. 218f. Dissertação de Mestrado -Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Disponível em: <http://www.ced.ufsc.br/~nee0a6/rosinetdiss.pdf> Acesso em: 13 set. 2011.

VASCONCELOS, Cleido Roberto Franchi et. al. A incompletude como virtude: interação de bebês na creche. Psicologia Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 293-301, 2003. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/pdf/188/18816209.pdf>. Acesso em: 11 jan. 2012.

VYGOTSKI, Lev Semenovich. Imaginação e criação na infância: ensaio psicológico – livro para professores. São Paulo; Ática, 2009.

VYGOTSKI, Lev Semenovich. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1998 (Psicologia e Pedagogia).

WALLON, Henry. Os meios, os grupos e a psicogênese da criança. In: WEREBE, M. J. G.; NADEL-BRULFERT, J. (Orgs.). Henri Wallon. São Paulo: Ática, 1959.

WOODS, Peter. Investigar a arte de ensinar. Porto: Porto Editora, LDA, 1999.