Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Seção de Pessoal, Departamento de Pessoal, Administração de Pessoal, Administração de Relações Industriais, Administração de Recursos Humanos, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Pessoas, ... ou o Multiforme Esforço do Constante Jogo

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/1679-5350/rau.v7n1p41-60

http://www.raunimep.com.br/ojs/index.php/regen/index

downloadpdf

Alex Coltro1

 

Resumo: Este texto procura desenvolver uma reflexão crítica a partir da conceituação mais recente, mas nem tão atual assim, da Gestão de Pessoas, intentando dispor tal conceituação em um horizonte histórico compatível com a prática sócio-econômica empresarial dos dias correntes. Assim exposto, inicialmente é feita uma análise etimológica do termo Gestão de Pessoas, com o intuito de tecer maiores esclarecimentos lingüísticos frente a tal denominação. A seguir, elabora-se uma leitura crítica compreensiva e histórica da administração de pessoas nos países centrais e, posteriormente, procede-se a igual leitura na ótica nacional, com destaque particular à herança do período getulista/trabalhista, ainda tão influente nas questões jurídicas relacionadas à temática. Feito este percurso, elaboram-se alguns considerandos finais, mas não definitivos, a respeito da complexa imbricação terminológica “gestão de pessoas”, aludindo-se principalmente aos aspectos referentes à opacidade dos mesmos e, particularmente, ao caráter alienante e alienador de tais práticas, em uma ótica sócioeconômico-linguística compatível com o estágio do conhecimento dos dias correntes, quando se destaca o papel do investigador/pesquisador que nesta seara desenvolve uma pseudociência.

Palavras-chave: Gestão de Pessoas; Raízes etimológicas; Percurso histórico; Práticas de administração de recursos humanos.

 

Abstract: This text develops a critical reflection of the most recent concept, but not so new in the current days, the Management of People, intending to consider such a concept in a historical horizon which is very consistent with the socio-economic entrepreneurial practices in the cotidian. In this way, it is initially made an etymological analysis of the term people management in order to make further linguistic distinction and a better comprehension of this paradox denomination. After that, it is done a comprehensive historical and critical reading of the people management in the central world economies. Thereafter, it is developed a similar reading in the national perspective, with particular emphasis on the legacy of the getulista labor period, that is still so influential in the legal issues regarding to the theme. Finally, it is developed some considerations regarding the complex imbrications of terminology "management of people" alluding to what was primarily related as the opacity of them, particularly the alienating nature of such practices. All these developed in a socio-economic and linguistic perspective compatible with the current day stage of knowledge of the investigator / researcher who develops a pseudo-science.

Key words: People Management; Etymological roots; Historical route; Human resources management praxis.

 

1 (ESALQ-USP) alcoltro@usp.br

 

Literatura Citada

ALBUQUERQUE, Lindolfo G. Estratégias de Recursos Humanos e competitividade. In: VIEIRA, Marcelo M. F.; OLIVEIRA, Lúcia M. B. (organizadores). Administração Contemporânea: perspectivas estratégicas. São Paulo: Atlas, 1999.

ALBUQUERQUE, Lindolfo G. Competitividade e Recursos Humanos. Revista de Administração da USP, vol. 27 (4), 1992, Out/Dez.

ALBUQUERQUE, Lindolfo G. O Papel Estratégico de Recursos Humanos, Tese de livre docência, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo. 1987.

AQUINO, Cleber P. Administração de recursos humanos: uma introdução. São Paulo, Atlas, 1980.

BERNARDES, Cyro. Sociologia aplicada à administração: o comportamento organizacional. São Paulo, Atlas, 1982.

BERTERO, C.O., A Administração de Recursos Humanos e o Planejamento Empresarial, Revista de Administração de Empresas, vol 22 (1), 1982, Jan-Mar, p. 5-13,.

CHANLAT, Jean François. Por uma antropologia da condição humana nas organizações. In : CHANLAT, Jean François (coord.). O indivíduo na organização : dimensões esquecidas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1996, p. 21-45.

CHIAVENATO, Idalberto. Como transformar RH (de um centro de despesa) em um centro de lucro. São Paulo: MAKRON Books, 1996.

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de recursos humanos. São Paulo, Atlas, 1979.

CORDEIRO, Laerte L. Administração geral e de relações industriais na pequena empresa brasileira. Rio de Janeiro, FGV, 1962.

COURTINE J.J. & HAROCHE, Claudine. O homem perscrutado. Semiologia e antropologia política da expressão e da fisionomia do século XVII ao século XIX. In. LANE, S.T.M, (org.) Sujeito e texto. São Paulo: EDUC. 1988.

CURADO, I.; WOOD, T.; LINS, J. Perfil da Gestão de Recursos Humanos na Grande São Paulo, São Paulo, SENAC, 1995.

DESSLER, G. Conquistando Comprometimento: como construir e manter uma força de trabalho competitiva. São Paulo: Makron Books, 1986.

DUTRA, José. Administração de Carreiras: uma proposta para repensar a gestão de pessoas, Faculdade de Economia, Tese de Doutoramento, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, 1993.

COOPERS & LYBRAND. Remuneração por habilidades e por competências: preparando a organização para a era das empresas de conhecimento intensivo. São Paulo: Atlas, 1997.

FERNANDES, E. C. Tese com 261 profissionais mostra os requisitos para a atividade de RH. Rio de Janeiro: Editora Tama, 1986.

FERREIRA, Alessandra B.; MOURA, Eduardo B.; SARAIVA, Luiz Alex S.; FIGUEIREDO, Myrna P. O Novo Trabalhador e a Nova Gestão de Recursos Humanos In PIMENTA, Solange Maria (org.) Recursos Humanos: uma dimensão estratégica. Belo Horizonte, UFMG/FACE/CEPEAD, 1999. p. 105-123.

FISCHER, Rosa Maria. A modernidade de gestão em tempos do cólera. Revista de Administração da USP, v. 27, n. 4, outubro/novembro 1992.

FISHER, A.L, A Constituição do Modelo Competitivo de Gestão de Pessoas no Brasil – um estudo sobre as empresas consideradas exemplares, Tese de Doutoramento, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, 1998.

FLEURY, Maria Tereza Leme, FLEURY, Afonso. Estratégias Empresariais e Formação de Competências: um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. São Paulo: Atlas, 2000.

FONTES, Lauro B. Elementos básicos de administração e gerência de pessoal. São Paulo, Ipanema, 1978.

FOUCAULT, Michel Las palabras e las cosas. Barcelona, Planeta-Agostini, 1985.

FOUCAULT, Michel Las palabras e las cosas. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro, Forense-Universitária, 1986.

FRAGA, Valderez Ferreira. Gestão pela Formação Humana. Uma Abordagem Fenomenológica Educacional à Ação Administrativa e à Postura do Agente, a partir de uma Revisão no D.O. Tese de Doutoramento apresentada à U.F.F. Rio de Janeiro. 1999.

FRANCO, Demerval. Uma nova função na empresa ou o futuro do gerente de Recursos Humanos? Diretor de Conhecimento. Treinamento & Desenvolvimento, v. 5, no 57, p. 18-19, 1997.

FRENCH, Wendell. The personnel management process: Human resources administration. Boston, Houghton Mifflin, 1970.

GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais. Morfologia e história. São Paulo, Companhia das Letras, 1986.

GORSKI, D.P, Pensamiento y lenguaje. México-D.F., Editorial Grijalbo, 1961.

GUTIERREZ, L. H. S. Recursos Humanos: Uma releitura contextualista. Revista de Administração da USP. São Paulo: USP, v. 35, n° 4, p. 72-82, Jul/Ago. 1995.

GUTIERREZ, L. H. S. Recursos Humanos em um contexto de reestruturação. In: Revista de Administração da USP. Universidade de São Paulo, v.31, n.1, Janeiro/Março 1996, p. 97- 103.

GUTIERREZ, L. H. S. Enfoque estratégico da Função Recursos Humanos. In: Revista de Administração de Empresas. São Paulo: Fundação Getúlio Vargas, Vol.31, nº 4, Out/Dez 1991, p. 63-72.

HAROCHE, Claudine. Da anulação à emergência do sujeito: ou paradoxos da literalidade no discurso (elementos para uma história do individualismo). In LANE, S.T.M. (org.) Sujeito e texto, EDUC, 1988.

JAMESON, Samuel, H. Administração de pessoal. Rio de Janeiro, FGV, 1963.

KANAANE, Roberto. Comportamento Humanos nas Organizações: o homem rumo ao século XXI. São Paulo: Atlas, 1995.

KOVÁCS, Ilona; CASTILLO, Juan José. Novos Modelos de Produção: trabalho e pessoas. Oieras: Celta Editora. 1998.

LAWLER, E. Estratégia versus funcionários. HSM Management. São Paulo, Savana, ano2, no,10, set./out. 1998.

LEITE, Márcia de Paula; SILVA, Roque Aparecido. A Sociologia do Trabalho frente reestruturação produtiva: uma discussão teórica. Revista Organização e Trabalho. Associação Portuguesa de Profissionais em Sociologia Industrial, das Organizações e do Trabalho. No. 16/17, Dez. 96/jun. 97. P. 13-32.

LOBOS, Júlio A. Administração de recursos humanos. São Paulo, Atlas, 1979.

MCGREGOR, Douglas. O Lado Humano da Empresa. São Paulo, Martins Fontes,1992.

MESA-REDONDA PROPICIA debate sobre gestão de pessoas. Administração em pauta – Boletim Informativo da FIA - USP. São Paulo, nov. 1998, ano 12, ed. 121, p.05

MOHRMAN, A & LAWLER III, E. Administração de Recursos Humanos: Construindo uma Parceria Estratégica in: GALBRAITH J., LAWLER III & outros, Organizando para Competir no Futuro, São Paulo, Makron, 1995.

MOTTA, Paulo R. Gestão contemporânea: A ciência e a arte de ser dirigente. São Paulo, Record, 1991.

MOTTA, Paulo R. Transformação Organizacional - A Teoria e a Prática de Inovar. São Paulo, Qualitymark Editora. 1998.

ORLANDI, Eni P. Discurso, imaginário social e conhecimento. Unicamp, mimeo. s/d

PATEMAN, Carole. Participação e Teoria Democrática. Rio de Janeiro. Paz e Terra.1992.

PÊCHEUX, M. Os processos discursivos na ciência e na prática política. In M. Pêcheux, Semântica e Discurso. Uma crítica à afirmação do óbvio. Campinas-S.P., Editora da Unicamp, 1988. Pp. 187-238.

PEREIRA, Maria José L. de Bretas, FONSECA, João Gabriel M. Faces da Decisão: as mudanças de paradigmas e o poder da decisão. São Paulo: Makron, 1997.

PRAHALAD, C. K. A atividade dos gerentes da nova era no emergente panorama competitivo. In: HESSELBEIN, F., GOLDSMITH, M., BECKHARD, R. A organização do Futuro: como preparar hoje as empresas de amanhã. São Paulo: Futura, 1997, cap. 16, p. 176-186.

PRAHALAD, C. K. A competência essencial. HSM Management. São Paulo: Savana, ano 1, no.1, p.6-11, mar./abr. 1997.

RESENDE, E. J. A gestão de pessoal nas empresas brasileiras: o curto e o longo prazo. Tendências do Trabalho. Rio de Janeiro: Tama, n. 238, p. 7-12, maio, 1994.

ROBBINS, Stephen. Comportamento Organizacional. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 1999.

SANTOS, Fernando César Almada. Estratégia de Recursos Humanos: dimensões competitivas. São Paulo: Atlas. 1999.

SILVA, Anielson Barbosa da. Globalização, tecnologia e informação: a tríade que desafia a administração. Brasília, Revista Brasileira de Administração. v. 8, n. 22, p. 10-19, 1998.

STEWART, T. A. Capital Intelectual: a nova vantagem competitiva das empresas. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

TAMAYO, Alvaro; SCHWARTZ, Shalon H. Estrutura motivacional dos valores humanos. Psicologia: teoria e pesquisa, Brasília, v. 9, n. 2, p. 329-348, maio/ago. 1993.

TESE APRESENTA proposta de diagnóstico do potencial dos funcionários da empresa. Administração em pauta – Boletim Informativo da FIA - USP. São Paulo, nov. 1998, ano 12, ed. 121, p.06

TFOUNI, L.V. O dado como indício e a contextualização do(a) pesquisador(a) nos estudos sobre a compreensão da linguagem. D.E.L.T.A., 8(2), 205-224.s/d

TOFFLER, B. L. Ética no trabalho: tomando decisões difíceis no mundo competitivo dos negócios. São Paulo: Makron Books, 1993.

TOLEDO, F. de. Recursos Humanos: crise e mudança. São Paulo: Atlas, 1988.

ULRICH, Dave. Os campeões de recursos humanos: inovando para obter os melhores resultados. Trad. Cid Knipel . São Paulo: Futura, 1998.

VENOSA, R., ABBUD, M. A Importância da Área de Recursos Humanos segundo os Principais Dirigentes de Empresas, Relatório de pesquisa, Núcleo de Pesquisas e Publicações, EAESP/FGV, 1995.

WERTSCH, James V. & YOUNISS, James. Contextualizing the investigator: The case of developmental psychology. Human Development, 30, 18-31, 1987.