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Processos de Vulnerabilização Envolvendo Comunidades Pesqueiras no Brasil: Dos Desastres Recentes aos Riscos Relacionados às Mudanças Climáticas

DOI: http://dx.doi.org/10.18248/1982-6389/eduambiental.v3n1p106-120

http://www.latec.ufrj.br/revistas/index.php?journal=eduambiental 

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Norma Valencio1

 

Resumo: No Brasil, a pesca artesanal se define não apenas como uma forma de trabalho, mas a um modo de vida singular, cuja reprodução social enfeixa (a) a esfera pública e privada (b) a água e a terra na concepção de lugar e (c) dimensões materiais, identitárias e simbólicas. Essa forma de trabalho, que ativa e dá centralidade ao modo de vida de várias comunidades espalhadas no interior e no litoral do país, é típica de uma sociabilidade tradicional, temporalidade esta violentada pelos ditames da modernidade e cujos efeitos mais contemporâneos são o alastramento dos desastres e dos eventos críticos relacionados às mudanças climáticas. Esse trabalho reintroduz a abordagem analítica proposta por Valencio (2007) como base para refletir sobre os processos de vulnerabilização e a injustiça ambiental (cf. Acselrad, 2006; Acselrad, Mello e Bezerra, 2009) em curso diante o referido fenômeno socioambiental.

Palavras-chave: sociologia dos desastres, condições de vida, pesca artesanal, mudanças climáticas, direitos humanos.

 

1 Programa de Pós Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental EESC/USP-São Carlos norma_valencio@pq.cnpq.br.

 

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