Купить СНПЧ А7 Архангельск, оперативня доставка

crosscheckdeposited

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Engenharia: O que a Legislação Recomenda e o que Pensam os Docentes-Engenheiros?

DOI: http://dx.doi.org/10.18250/2179-2933/ensinodeciencias.v5n1p99-116

http://www.latec.ufrj.br/revistas/index.php?journal=ensinodeciencias 

downloadpdf

Yangla K. O. Rodrigues1 & Carlos A. M. de Holanda2

 

Resumo: Este artigo traz uma análise das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a graduação em Engenharia e concomitantemente, procura compreender como os professores se apropriaram desses normativos. Para pesquisar esses aspectos, realizamos uma análise documental dessa legislação, bem como entrevistas com sete professores ocupantes de cargos de gestão pedagógico-curricular, em três cursos de Engenharia da Universidade Federal do Ceará (UFC). Dos resultados obtidos com esta pesquisa, destacamos que as Diretrizes Curriculares recomendam mudanças significativas nos currículos dos cursos de Engenharia e foram apropriadas pelos docentes através de mecanismos de reprodução normativa, que corresponde ao cumprimento das normas advindas das instâncias externas à instituição educacional, isto é, ocorre quando estas se restringem a aplicar a legislação definida a partir de fora.

Palavras-chave: diretrizes curriculares, engenharia, docentes.

 

Abstract: This paper presents an analysis about the National Curriculum Guidelines (DCN, in Portuguese) for undergraduate courses in Engineering and concomitantly aims to understand how have professors appropriated these normatives. In order to research these issues, we have conducted a documental analysis of this legislation, as well as interviews with a sample of seven professors occupants of pedagogical-curricular management posts, from three Engineering courses at the Federal University of Ceará (UFC, in Portuguese). From the results of this study, we highlight that the Curriculum Guidelines recommend significant changes in the Engineering courses curricula and were appropriated by professors through mechanisms of normative reproduction, which corresponds to compliance with the standards arising from instances external to the educational institution, i.e., occurs when these limit themselves to implement the legislation defined from outside.

Key words: national curriculum guidelines, engineering, professors.

 

1 Formada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Minho (Portugal), na especialidade de Desenvolvimento Curricular. Atualmente desenvolve atividades na Coordenadoria de Planejamento e Avaliação de Programas e Ações Acadêmicas da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD) da UFC. Possui experiência na área de Educação Superior, trabalhando com os seguintes temas: Projeto Pedagógico, Currículo, Ensino Superior, Políticas Curriculares e Avaliação. E-mail: yangla@prograd.ufc.br
2 Possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade de Fortaleza (1988), especialização em Ciências Térmicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (1993) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal da Paraíba (2003). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Ceará. Tem experiência na área de Engenharia Mecânica, com ênfase em Análise Energética e Exergética, atuando principalmente nos seguintes temas: refrigeração, simulação, simulação numérica, análise termodinâmica e docência. Tem ainda uma larga experiência em gestão acadêmica, tendo participação em todos os conselhos superiores da universidade, além de ter colaborado na diretoria de centro, chefia de departamento e coordenação de graduação e pós-graduação. E-mail: almir@ufc.br

 

Literatura Citada

BRASIL. Ministério da Educação. CNE/CES. Parecer nº 776/97, de 3 de dezembro de 1997. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 1997a. Orientação para as Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0776.pdf>. Acesso em: 20 abr.2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Superior. Edital 4/97. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 1997b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/e04.pdf>. Acesso em: 20 abr.2012.

BRASIL. Ministério da Educação. CNE/CES. Parecer nº 583, de 4 de abril de 2001. Orientação para as Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2001b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0583.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. CNE/CES. Parecer nº. 1362/2001, de 11 de dezembro de 2001. Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Engenharia. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2001c. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0583.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. CNE/CES. Resolução nº. 11/2002, de 11 de março de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Engenharia. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2002. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0583.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. CNE/CES. Parecer nº. 67/2003, de 11 de março de 2003. Referencial para as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCN dos cursos de graduação. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Executivo, Brasília, DF, 2003. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES0067.pdf>. Acesso em: 20 abr. 2012.

CUNHA, M. I. Aportes teóricos e reflexões da prática: a emergente reconfiguração dos currículos universitários. In: MASETTO, M. (Org.). Docência na universidade. Campinas: Papirus, 2003.

EHRENSPERGER, R. M. G. Políticas e práticas curriculares no ensino superior – Brasil/Portugal. Braga, Portugal. Originalmente apresentada como Tese de Doutorado, Universidade do Minho, 2009. Disponível em: <http://repositorium.sdum.uminho.pt/>. Acesso em: 23 abr. 2012.

LEITE, C. Questões do currículo no ensino universitário: O que distingue a organização e o desenvolvimento do currículo deste nível de ensino? In: LEITE, C.; PACHECO, J. A.; MOREIRA, A. F. B.; MOURA, A. (Orgs.). Políticas, fundamentos e práticas do currículo. Porto: Porto Editora, 2011.

LIMA, L. C. A escola como organização educativa: uma abordagem sociológica. São Paulo: Cortez. 2001.

MARTINS, R. O. (2004). Permanência e movimento: um olhar sobre o processo de construção das diretrizes curriculares para o ensino superior no contexto das politicas do MEC. Brasília, Brasil. Originalmente apresentada como tese de Doutorado, Universidade de Brasília, 2004. Disponível em: < http://upis.academia.edu/RubensDeOliveiraMartins/Papers/923875/Permanencia_e_movimento_um_olhar_sobre_o_processo_de_construcao_das_diretrizes_curriculares_para_o_ensino_superior_no_contexto_das_politicas_do_MEC> Acesso em: 20 abr. 2012.

MORGADO, J. C. Currículo e profissionalidade docente. Porto: Porto Editora, 2005.

PACHECO, José A. Currículo: teoria e práxis (3a ed.). Porto: Porto Editora, 2001.

PACHECO, José A. Políticas curriculares. Porto: Porto Editora, 2002.

SACRISTÁN, J. G. El Currículum: una reflexión sobre la práctica. Madrid: Morata, 1988.

ZILBOVICIUS, C. Implantação das diretrizes curriculares para cursos de graduação em Odontologia no Brasil contradições e perspectivas. São Paulo, Brasil. Originalmente apresentada como Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, 2007. Disponível em: < http://www.teses.usp.br> Acesso em: 20 abr. 2012.