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Prática da Supervisão de Ensino Paulista: Instrumental ou Crítica?

DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2238-121X/comunicacoes.v22n1p183-196

https://www.metodista.br/revistas/revistas-unimep/index.php/comunicacao 

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Ester Chichaveke1 & Antonio F. G. da Silva2

 

Resumo: O presente artigo tem por objetivo central privilegiar a reflexão sobre alguns pressupostos da teoria crítica como referência para a ação supervisora da rede de ensino pública paulista. Os autores frankfurtianos e seus continuadores enfatizavam a racionalidade crítica como referência salutar para novas formas de pensar, interpretar e transformar o processo educativo e a sociedade. É nessa contextura que abordaremos o vigor da consciência crítica na intenção de lançar luzes sobre a categoria da supervisão de ensino e, assim, propor considerações e reflexões alicerçadas em uma prática educacional que problematiza as contradições sociais e educacionais do nosso tempo e que se assume crítica, ética e mais comprometida com as causas humanas. Para tanto, partiremos das premissas sustentadas pelos teóricos da Escola de Frankfurt, retomando especialmente o conceito de “racionalidade crítica”, no esforço de preconizar sua teorização e argumentos para o pensar e o fazer do supervisor de ensino, analisando suas práticas passadas e possibilidades para consolidar caminhos alternativos diante de uma renovada postura educativa.

Palavras-chave: Prática supervisora; Supervisão e emancipação; Racionalidade crítica.

 

Abstract: The main objective of this article is to promote a reflection on some assumptions of the critical theory as a reference to the supervisory action of the public school system of the state of Sao Paulo. The Frankfurt School authors and followers emphasized the critical rationality as salutary reference to new ways of thinking, interpreting, and transforming the educational process and society. In this texture, we approach the power of critical awareness in an attempt to shed light on the teaching supervision category and thus propose considerations and reflections grounded in an educational practice that questions the social and educational contradictions of our time and that is assumedly critical, ethical and more  committed to human causes. Therefore, we will begin with the premises held by theorists of the Frankfurt School, resuming especially the concept of “critical rationality” in an effort to advocate its theory and arguments to think and do the educational supervision, analyzing its past practices and possibilities to consolidate alternative ways in face of a renewed educational stance.

Key words: Supervision practice; Supervision and emancipation; Critical rationality

 

1 Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR chichaveke@hotmail.com
2 Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR gova@uol.com.br

 

Literatura Citada 

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