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Narrativas das Experiências Docentes com o Uso de Tecnologias na Educação

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/978-85-7814-334-3

 

Adriana B. de Azevedo & Maria da C. Passeggi

 

Este livro reúne textos produzidos a partir de uma experiência de pesquisa-formação (JOSSO, 2010) realizada no âmbito do estágio de pós-doutorado de agosto de 2014 a agosto de 2015 da Profa. Dra. Adriana Barroso de Azevedo sob a supervisão da Profa. Dra. Maria da Conceição Passeggi, do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A publicação busca conhecer as percepções dos docentes sobre o uso de meios digitais em suas práticas pedagógicas e traz o relato detalhado de algumas experiências vivenciadas com a utilização de tecnologia na educação básica, feito pelos próprios docentes, participantes da pesquisa.

Esta pesquisa-formação foi concebida a partir da abordagem autobiográfica, pois “o método autobiográfico é uma via passível de produzir conhecimentos que favoreçam o aprofundamento teórico sobre a formação do humano e, enquanto prática de formação, conduzir o diálogo de modo mais proveitoso consigo mesmo, com o outro e com a vida” (PASSEGGI; SOUZA, 2010, p. 16). Para a análise das narrativas digitais dos docentes foi realizado um “mergulho interpretativo” norteado pelas premissas da abordagem hermenêutico-fenomenológica (FREIRE, 2010).

As narrativas apresentadas neste livro são ricas em experiências diferenciadas, rompem com o molde da aula tradicional e expressam histórias de vidas dispostas a compartilhar, a trocar, a fazer novas escolhas, a superar as expectativas dos alunos a partir de um trabalho docente diferenciado. Por considerar as narrativas autobiográficas como desencadeadoras de novos processos de conhecimento pautados na autorreflexão, acredito que esta pesquisa possibilitou uma intervenção “[...] na formação do sujeito de maneira mais criativa, conseguindo, assim, um melhor conhecimento dos seus recursos e objetivos” (JOSSO, 2010, p. 38).

A escrita autobiográfica dos participantes da pesquisa configurou-se como um ato viabilizador da autorreflexão e invenção do eu, a partir de um mergulho na interioridade promovido pelas ações da pesquisa-formação. A escrita de si, construída objetivando o relato das práticas, revelou experiências e processos formativos e trouxe vivências da profissão docente que explicitam saberes, crenças, desafios, barreiras, mas também revelam motivações, compromissos, compreensão do significado social da ação docente, enfim, revelam abertura para o poder-ser presença, conforme sugere Heidegger (2009).

O primeiro texto deste livro: “Narrativas da experiência: o uso de meios digitais para troca de experiências bem sucedidas entre professores da educação básica” traz, portanto, o relato da pesquisa desenvolvida por Adriana Azevedo no estágio pós-doutoral, e os textos que se seguem foram elaborados pelos participantes desta pesquisa-formação. Surgiram a partir de uma atividade proposta ao final do curso realizado em que cada docente participante foi convidado a escrever um artigo cientifico sobre sua(s) experiência(s) com o uso de TDIC.

Esse convite/desafio se constituiu num exercício de autoria, autorreflexão, construção e reconstrução do ontem e do amanhã. (BRUNER, 2014). Ao narrar suas práticas os docentes apontam diferentes usos de tecnologias em práticas pedagógicas, tais como: portais educacionais e suas ferramentas como diferenciais em suas aulas, questionários digitais, materiais complementares como vídeos no youtube para completar as aulas de diversas disciplinas. Matérias de jornais e revistas, gravação de videoaulas pelo próprio docente que é disponibilizada aos alunos aparecem com frequência nos relatos. Muitos apontam o uso do blog em suas práticas – o blog de cada aluno com suas produções textuais, vídeos, imagens etc. e o blog do professor com temas para debates semanais, chamando para temas polêmicos e materiais complementares às aulas. Alguns apontam um conjunto de ferramentas para atividades pedagógicas: Notícias contextualizadas nas mídias digitais + Espaço virtual de redação + Armazenamento de arquivos + Simulados + Resumo virtual das disciplinas, ferramenta de Escrita Coletiva, Sequência Didática + Blog do professor, Sequência didática + Redação de um jornal, Sequência didática + Exercícios de múltipla escolha + Vídeos no youtube. Alguns docentes fazem inclusive uso do WhatsApp para diversas atividades. Também têm uso privilegiado pelos docentes os games e a produção de games/minecraft por alunos. O uso do celular foi apontado por vários docentes em função de algumas funcionalidades, como dicionário, calculadora e acesso à internet, assim como diversos apps (aplicativos) dos smartphones para acesso a conteúdos em 3D, a exemplo de esqueletos que podem ser montados e desmontados, tabelas periódicas, jogos etc. Aparece o uso do Twiter e a realização de tuitaços e twitcams. Os docentes recorrem a formulários no Google docs e no Google Drive, além das ferramentas do Google Maps. Surgem ainda outras estratégias, como mostras de cinema com produção de minidocumentários pelos alunos e criação de grupos no Facebook com diversas funcionalidades. Embora haja entraves institucionais para a realização dessas práticas, esses educadores que fazem uso das tecnologias em seu cotidiano demonstram crescente interesse em adotar novas práticas e configurações, inserindo cada vez mais as TDIC na sala de aula com a finalidade de envolver de maneira mais efetiva seus alunos no processo de ensino e aprendizagem.

Os resultados da pesquisa desenvolvida e, consequentemente, os artigos aqui apresentados apontam para um processo de interação e comunicação cada vez maior entre alunos e professores nas ações que envolvem o ensino e aprendizagem, revelando igualmente uma sala de aula que se expande e se amplia para além do horário e do dia da aula e até do espaço da escola. Há por parte desses docentes abertura para pesquisa, para incentivo aos discentes e suas falas demonstram a importância de ouvir o aluno para que as propostas pedagógicas sejam revistas e melhoradas, além de mostrar que o testar nas práticas diárias é elemento essencial de inovação em suas ações. São docentes que não se contentam com o tradicional e buscam algo mais, sempre em prol de um objetivo de aprendizagem definido. O desejo de aprender e despertar no aluno o interesse pelo conhecimento faz desse professor um sujeito mais autônomo em suas escolhas e caminhos.

Boa leitura!

 

Sumário

  1. Narrativas das experiências: O uso de meios digitais para a troca de experiências bem sucedidas entre professores da educação básica - Adriana Barroso de Azevedo
  2. Ações tecnológicas para o Saresp: a prática do uso de simulados online - Fabio Freire dos Santos
  3. Projeto Tv Cedro Rosa: a Grande São Paulo vista pelos olhares dos pequenos - Marcelo Augusto Pereira dos Santos
  4. Da prática à escrita: experiências mediadas pelo uso das tecnologias digitais na educação - Lucivânia Antônia da Silva Perico
  5. O uso de jogos nas aulas de filosofia: o lúdico tecnológico - Zuleica Ramos Tani
  6. Fazer diferente é fazer a diferença: o uso de tecnologias digitais como proposta educativa - Sueli Rosa Gama Medeiros
  7. Narrativas de usos pedagógicos de ferramentas tecnológicas na docência do Ensino Médio - Vivian Aparecida Vetorazzi Saragioto
  8. O coordenador pedagógico como formador e incentivador de práticas com uso das TDIC - Fabiana Anhas Barbosa Lima
  9. Educação e tecnologia: pontos de uma mesma reta - Bruno Tonhetti Galasse
  10. Sala de Aula ampliada: além dos limites espaçotemporais escolares - Adriana Barroso de Azevedo & Lucivânia Antônia da Silva Perico
  11. Crescendo e jogando: games em educação - Rafael da Silva e Silva

  

Dados Catalográficos

Título: Narrativas das Experiências Docentes com o Uso de Tecnologias na Educação
Organizador(as): Adriana B. de Azevedo & Maria da C. Passeggi
Idioma: Português
Ano: 2016
Páginas: 177
ISSN: 978-85-7814-334-3
DOI: http://dx.doi.org/10.15603/978-85-7814-334-3