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Captação, Manejo e Uso de Água de Chuva

DOI: http://dx.doi.org/10.12702/978-85-64265-13-4

 

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Delfran B. dos Santos, Salomão de S. Medeiros, Luiza T. de L. Brito, Johann Gnadlinger, Eduardo Cohim, Vital P. da S. Paz & Hans R. Gheyi

 

978-85-64265-13-4

No início dos anos 1990, Dom José Rodrigues, Bispo de Juazeiro, BA, e Presidente Fundador do IRPAA - Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada, fez uma observação acertada, quando disse: “No Nordeste não falta água, falta justiça!” Assim ele corrigiu primeiro a opinião espalhada de que o Nordeste seria uma região inviável e de calamidades por causa de escassez de água e, em seguida, ele denunciou que a água do Semiárido, muitas vezes, faltava em consequência de projetos de grande porte como de barragens, de irrigação ou de transposição que somente beneficiavam uma parte da população e excluíam a maioria ao acesso à água e, além, disso esgotavam os recursos naturais. Como uma resposta, a captação da água da chuva aproveitaria uma fonte de água não considerada como tal e distribuiria a água para um número maior possível de pessoas, já que a chuva cai em todos os lugares. Nos anos seguintes, um número crescente de pessoas e entidades conscientizou a população, colocando a captação da água de chuva no contexto maior do ciclo da água e da justiça distributiva, uma tecnologia de baixo custo, capacitando usuários e comunidades para gerir a sua própria água.

Eventos como o 1º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva - SBCMAC, em Petrolina, PE, em 1997, organizado pela IRCSA – Associação Internacional de Sistemas de Captação de Água de Chuva, pela EMBRAPA Semiárido e pelo IRPAA, e a 9ª Conferência Internacional de Captação de Água de Chuva, igualmente em Petrolina, PE, em 1999, incluindo participantes brasileiros e internacionais dos cinco continentes, da sociedade civil, de órgãos do governo e das universidades significaram grandes avanços para colocar a captação de água de chuva na pauta de discussão. Durante esta conferência o Dr. Adhityan Appan, então Presidente da IRCSA, disse: “As tecnologias de sistemas de captação de água de chuva são tão antigas quanto as montanhas. O senso comum diz – como em todos os projetos de abastecimento de água – armazene a água (em tanques/ reservatórios) durante a estação chuvosa para que ela possa ser usada quando mais se precisa dela, que é durante a estação seca. Em outras palavras: ‘Guarde-a para o dia da seca!’ As tecnologias, os métodos de construção, uso e manutenção estão todos disponíveis. Além disso, o mais importante é que ainda existem muitos modelos que vêm de encontro as necessidades de países desenvolvidos e em desenvolvimento. O que mais precisamos, é de uma aceitação geral dessas tecnologias e de vontade política para pôr em prática esses sistemas.” Nesta ocasião se organizou a ABCMAC - Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva e no mesmo ano fundou-se a ASA - Articulação no Semiárido Brasileiro, dando início aos programas de cisternas para água de beber e para a agricultura como elementos essenciais da convivência com o clima semiárido.

Se Dom José Rodrigues estivesse vivo hoje, ele teria a alegria de ver que com as experiências bem sucedidas de captação de água de chuva e outras medidas estruturantes de convivência com o clima semiárido que proporcionaram a milhares de famílias e comunidades tem uma vida sustentável. A exigência de uma estrutura abrangente sustentável no Semiárido significa aprofundar estas experiências na pesquisa e multiplicá-las pelas políticas públicas em todo o Semiárido e defendê-las de projetos especulativos, para também poder conviver com as estiagens periódicas e as mudanças climáticas.

Trabalhando há quase 25 anos com captação e manejo de água de chuva tenho imensa satisfação de apresentar e recomendar o livro “Captação, Manejo e Uso de Água de Chuva”, elaborado a partir das apresentações e discussões promovidas no 8º SBCMAC realizado em 2012 na cidade de Campina Grande - PB. As colocações de pesquisadores e promotores de captação e manejo de água de chuva, nacionais e internacionais, mostram o “estado de arte”, aprofundando a citada definição de Dr. Appan como num leque, abrangendo o panorama geral, o setor urbano, industrial e rural incluindo estudos e aplicações. O livro é concebido como orientação e guia prático não somente para acadêmicos, estudantes, técnicos, engenheiros, mas também para políticos e usuários sobre as potencialidades desta fonte de água ainda subutilizada no planejamento de gestão de recursos hídricos, não somente do semiárido, mas em todo o país, em áreas urbanas e rurais.

Parabenizo a ABCMAC, o INSA e todos os autores e autoras pela publicação do primeiro livro em língua portuguesa sobre o assunto que não poderia acontecer em momento melhor do que após o 9º Simpósio Brasileiro de Captação e Manejo de Água de Chuva, ocorrido em Feira de Santana, BA.

Johann (João) Gnadlinger
Colaborador do IRPAA, Eixo Clima e Água
Presidente da ABCMAC de 2003 a 2007
Vice-Presidente da IRCSA de 1999 a 2009

Dados Catalográficos

Título: Captação, Manejo e Uso de Água de Chuva
Autor(es): Delfran B. dos Santos, Salomão de S. Medeiros, Luiza T. de L. Brito, Johann Gnadlinger, Eduardo Cohim, Vital P. da S. Paz & Hans R. Gheyi
Editora: Instituto Nacional do Semiárido - INSA
Idioma: Português
Ano: 2015
Páginas: 441
ISSN: 978-85-64265-13-4
DOI: http://dx.doi.org/10.12702/978-85-64265-13-4