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Exclusividade e Intolerância na Igreja Primitiva

DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v29n1p169-178

https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/ER/index 

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Flávio Schmitt1

 

Resumo: A tradição cristã é herdeira de padrões e paradigmas religiosos da tradição judaica. Não obstante ser “luz para as nações”, a tradição judaica, fundamentada na Bíblia Hebraica, afirma sua identidade no conceito de eleição. A tradição cristã entende que somente Jesus é o caminho de acesso ao Pai. Tendo por base essa dupla compreensão, a da exclusividade e da unicidade, do único, a tradição cristã passou a constituir sua identidade com base na negação das outras identidades. Toda a tradição apologética se inscreve nesta gramática. Porém, de modo especial, a Igreja primitiva irá combater as diversas manifestações religiosas presentes no mundo greco-romano do primeiro século afirmando tal compreensão. O gnosticismo foi uma das práticas mais combatidas. Este artigo trata da relação entre gnosticismo e Igreja primitiva nos primeiros séculos da era cristã na Ásia Menor e tem o objetivo de evidenciar a tensão e o conflito religioso presente nessa relação. Entende que na base do conflito está o paradigma da exclusividade e da intolerância.

Palavras-chave: Gnosticismo. Igreja primitiva. Exclusividade. Intolerância religiosa.

 

Abstract: The Christian tradition is heir to religious patterns and paradigms from the Jewish tradition. Despite being “light for the nations”, the Jewish tradition, grounded on the Hebrew Bible, affirms its identity on the concept of election. The Christian tradition understands that only Jesus is the way of access to the Father. Having as basis this double comprehension, of exclusivity and of unicity, of singleness, the Christian tradition began to constitute its identity through the negation of other identities. All of the apologetic tradition is inscribed in this grammar. However, in a special manner, affirming these comprehensions, the Primitive Church will wrestle the diverse religious manifestations present in the Greek-Roman world of the first century. Gnosticism was one of the practices most fought. This article treats the relation between Gnosticism and the Primitive Church in the first centuries of the Christian era on Asia Minor. It has the objective of emphasizing the religious tension and conflict present in this relation. It understands that, at the grounding of the conflict, is the paradigm of exclusivity and intolerance.

Key words: Gnosticism. Primitive Church. Exclusivity. Religious intolerance.

 

É doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e professor na Faculdades EST em São Leopoldo/RS. E-mail: flavio@est.edu.br.

  

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