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Comportamento Geoquímico de Metais Traco em Sedimentos Pelítico-Orgânicos Estuarinos no Nordeste do Brasil

 

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Marta M. do R. B. F. de Lima1, Maria T. T. Castro2, Alex S. Moraes1, Virgínio H. de M. L. Neumann3, Edmilson S. de Lima3 & Enjôlras de A. M. Lima4

 

Resumo: Foi realizada a coleta de um testemunho contínuo de sedimentos com 60cm de comprimento no estuário do rio Manguaba, Estado de Alagoas, Nordeste do Brasil, a 4 km da foz, que foi seccionado em amostras consecutivas de 3cm as quais foram submetidas a análises químicas. Verifi cou-se que há um crescimento aparente dos teores de elementos traço no sentido da base para o topo do perfi l, sendo condicionado ao maior e crescente conteúdo de material sedimentar adsorvente, os argilominerais. Através da análise elementar dos componentes orgânicos no perfi l associados à fração pelítica, obteve-se a razão C/N e C/S que indicaram uma evolução contínua de condições mais continentais para estuarina no topo do perfi l e ambiente mais redutor na parte mediana e inferior. Utilizouse o Fator de Enriquecimento dos elementos traço que foram tratados estatisticamente por análise multivariada (ACP), explicitando melhor as suas variâncias sem o efeito matriz, indicando associações anteriormente pouco visíveis sob tratamento estatístico. Diversos grupos foram individualizados por variância, destacando-se a possibilidade da formação de sulfetos nas condições supergênicas mais anóxicas. Foram observados comparativamente no perfi l os teores brutos, do Pb, Zn, Hg, As, Cr, Cu e Ni, com os valores de FE, constatando-se que estes dados normalizados pelo Al, permaneceram inalterados indicando que de fato não houve um real incremento de contaminantes no sistema aquático. Todos os valores foram comparados aos valores limiares de ERL (Effects Range Low) onde apenas o teor de As ultrapassa um pouco este limite de alerta de toxicidade. A avaliação da qualidade no que tange a toxicidade nos sedimentos indica um ecossistema ainda não contaminado pela atividade antrópica.

Palavras-chave: Sedimentos estuarinos, geoquímica de metais traço, fator de enriquecimento

 

Abstract: Continuous core sediments of 60cm of length was collected in the estuary of the Manguaba River, Alagoas State, Northeast Brazil, 4 km of the river mouth, and was split up in consecutives samples of 3cm which were submitted to chemical analyses. It was verifi ed that there is an apparent growth of the contents of trace elements from the base to the top of the profi le, being conditioned the largest content of clay minerals, material with sorption capacity. Through the elementary analysis of the organic components in the profi le associated to the pelitic fraction, it was obtained the ratio C/N and C/S that indicated a continuous evolution of more continental conditions for estuarine in the top of the profi le and more reduced environment to the medium and lower parts. The Enrichment Factor of the trace elements was statistically treated by multivariate analysis (ACP), showing better variances without the matrix effect, indicating associations previously less visible under statistical treatment. Several groups were individualized by variance, standing out the possibility of the sulphides formation in the supergenic anoxic conditions. It was comparatively observed in the profi le the contents of Pb, Zn, Hg, As, Cr, Cu and Ni, with the FE values, being verifi ed that these data normalized by Al, remained unaffected, indicating that in fact there was not a real increment of pollutants in the aquatic system. All the values were compared to the thresholds of ERL (Effects Range Low) where the contents don’t cross this limit of toxicity alert, except the As content. The assessment of the quality, with respect to toxicity in the sediments, indicates an ecosystem still not polluted by the anthropic activity.

Key words: Estuarine sediments, geochemistry of trace metals, enrichment factor

 

1 Programa de Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal de Pernambuco, martamfg@yahoo.com.br; alex.moraes@ufpe.br;
2 Departamento de Edafologia, Universidad de A Coruña, Espanha, teresat@udc.es
3 Departamento de Geologia, Universidade Federal de Pernambuco, neumann@ufpe.br; delima@ufpe.br;
4 Serviço Geológico do Brasil, CPRM, enjolras@re.cprm.gov.br;